Tiago Araújo, golfista amador do Axis Ponte de Lima, detentor do “handicap” 5, foi o grande vencedor do torneio patrocinado pelo Clube de Golfe de Viana do Castelo que levou aos relvados do percurso limiano, dirigido por Salete Moura Correia, cerca de sete dezenas de entusiastas da modalidade em representação de diversos campos, incluindo alguns da vizinha Galiza.

A prova revestiu-se de alguma dureza, pois, para além do desafio inerente às próprias dificuldades técnicas do percurso, condições atmosféricas bastante adversas devido à chuva abundante que caiu na região minhota, duplicaram a dificuldade dos participantes tornando ainda mais penosa a cobertura dos longos 18 buracos do percurso. O jogador em causa, detentor de um dos “handicaps” mais credenciados que responderam à chamada no “tee” de saída, impôs-se claramente no seio da 1.ª Categoria (para “handicaps” de zero a cinco), rubricando um “scorecard” que somou 35 pontos, mas impôs-se também na modalidade de “score real”, terminando destacado em ambos os casos.

Na classificação bonificada, embalado pelos promissores 17 pontos que somou nos primeiros nove, Araújo venceu de forma inequívoca usufruindo de quatro pontos de vantagem sobre Palmira Pereira (foi uma agradável surpresa), que se ficou pelos 31, a jogar com nove de “handicap” num “top-five” que englobou também José Carvalho (30), Cândido Barroso Gonçalves e Joaquim Pinto (ambos com 28). Já a classificação “gross” teve um figurino ligeiramente diferente. Ao citado Tiago Araújo, que terminou com 30 pontos, seguiu-se José Carvalho a quatro pontos (26), enquanto Joaquim Pinto (23), Palmira Pereira (22) e Luís Carneiro (21) seguiram-se na tabela.

Nas restantes categorias, o nórdico Eero Sillankorva, um “handicap-14” há vários anos a residir em Portugal, e Armando Meneses (hdcp.17) travaram aceso despique pela vitória na 2.ª categoria e chegaram ao fim do percurso igualados com 33 pontos, mas o triunfo foi atribuído ao primeiro por ter sido mais pontuado nos últimos nove (16 contra 14). A seguir a esta dupla, classificaram-se Mário Casimiro Paiva (32), seguido de António Cardoso, com 31, e José Ramon, com 28.

Quanto aos participantes da 3.ª categoria (a mais numerosa, entre 18.2 e 36), o despique também foi renhido. Filipe Quintas (“handicap” 20) esteve ao seu nível e foi a excelente marca que registou nos segundos nove (20 pontos), contra os 16 que obteve na primeira parte, que o guindou ao primeiro lugar, já que o seu grande opositor, Jorge Henriques (terminou com 35) ficou a um escasso ponto precisamente a diferença que se registou nos segundos nove.

Durante a entrega dos prémios, que decorreu no Restaurante Migaitas, logo após o almoço convívio, Salete Correia, directora do percurso, elogiou a bravura dos participantes ao mesmo tempo que enaltecia o papel dos “sponsors” sem os quais este tipo de iniciativas não seria possível.

“S. MARTINHO” DO FÔJO COM ALTAS PONTUAÇÕES

O torneio de S. Martinho, competição do calendário regular do Golfe da Quinta do Fojo no qual participaram cerca de meia centena de jogadores com “homeclub” em diversos percursos – Quinta do Fojo, Citygolfe, Vale Pisão, Associação Sénior, Vilamoura e Clube Nortada – registou pontuações bastante altas, sobretudo entre os participantes da classificação bonificada a que correspondem os detentores dos “handicaps” mais elevados.

O mais pontuado da classificação bonificada – “stableford-net” – foi Pedro Santos, do Citygolf da Senhora da Hora, que se apresentou no “tee” de saída com um abono bastante generoso (30 pancadas), cumpriu os 18 buracos do percurso com um “scorecard” de 41 pontos superando em cinco o seu nível de jogo. Este concorrente ficou sozinho no primeiro lugar mas a sua vantagem foi mínima, já que os três que se lhe seguiram na tabela – Nélson Conceição, Alípio Aguiar e Mário Ferreira – alcançaram todos a marca dos 40 pontos e ficaram a uma escassa pancada do vencedor, enquanto o anfitrião Francisco Barroco, a jogar com 16 de “handicap”, fechou o “top-five” com 39.

Na classificação de “score” real (“gross”), Luís Mesquita, da Nortada e o ex-campeão do Fôjo, Paulo Castelo (com “4” de “handicap” foi o participante mais credenciado), travaram aceso despique pelo triunfo, tendo terminado com pontuação idêntica (30 pontos). Contudo, Mesquita acabaria por levar vantagem pela maior pontuação que registou na segunda parte do percurso, enquanto Mário Ferreira, com 29 e Sérgio Martins e Vítor Mota, ambos com 28, classificaram-se a seguir.

Relativamente à fórmula “stroke play”, a regra classificativa para a alta competição, Mesquita e Castelo também se equipararam, terminando ambos com 66 pancadas para um par de 60. Ambos resgistaram o “score” relativo de seis acima do par.

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