O Gaia Folk – Festival Internacional de Folclore de Gulpilhares conta já a sua 56ª edição e, para este ano, reservou atuações ricas e oriundas de diversos países e culturas. De Portugal, além do Rancho Regional de Gulpilhares, entidade organizadora do evento, vai atuar, também, um grupo folclórico de Coimbra e um grupo de pauliteiros de Miranda do Douro. No âmbito internacional, o festival recebe Espanha, França e Polónia, para uma autêntica troca de usos e costumes. A sessão de encerramento acontecerá no dia 5 de agosto, no Auditório de Gulpilhares e, até lá, o festival promete trazer muita animação aos gaienses.

 

                                  

Já começou a 56ª edição do Gaia Folk – Festival Internacional de Folclore de Gulpilhares. Este ano, o evento, organizado pelo Rancho Regional de Gulpilhares, traz até Vila Nova de Gaia vários grupos, numa autêntica mostra de culturas e tradições, portuguesas e europeias. Além da atuação do rancho organizador, os gaienses vão poder assistir, entre a Alameda do Senhor da Pedra e o Cais de Gaia, às atuações do Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila, de Coimbra; do Grupo de Pauliteiros de Malhadas, de Miranda do Douro; do Gero Axular Dantza Taldea, do País Basco (Espanha), do Groupe Folklorique d’Échassiers Landais “Lous Landeus des Froges”, de Bias (França) e o Mazurian Song and Dance Ensemble “ELK” (Polónia). A este evento está, também, associada a Festa das Nações, que ocorre entre 1 e 4 de agosto, na Rua das Associações, em Gulpilhares, mesmo ao lado da sede do Rancho Regional e que conta com diversas atividades, entre as quais jogos tradicionais e workshops com os grupos do festival.

A apresentação do evento aconteceu no dia 26 de junho, no Auditório de Gulpilhares, e contou com a atuação do grupo organizador. Valentim Machado, presidente da direção do Rancho Regional de Gulpilhares, aproveitou a ocasião para lembrar que a realização da 56ª edição do Gaia Folk foi dificultada pela pandemia e, depois, pela situação de guerra na Ucrânia. “Em fevereiro tínhamos tudo organizado e tínhamos um grupo do Uruguai, que, entretanto, disse que não podia vir. Depois, optamos por um grupo Chile. Confirmaram e, passado um mês, disseram que não podiam. A razão que deram foi a crise, porque os valores dos bilhetes explodiram. Optamos, então, pela vinda de grupos europeus, porque achamos que seria mais fácil”, explicou, ao Jornal AUDIÊNCIA. Confiante de que, depois dos contratempos, tudo daria certo, Valentim destacou o papel da Câmara Municipal de Gaia na organização do evento.

Quanto ao alojamento dos participantes, também esse teve de mudar este ano. “Normalmente, os grupos ficam alojados no Seminário do Cristo Rei, mas, este ano, estão lá os refugiados da Ucrânia, então nós tivemos de voltar à Escola Teixeira Lopes”, explicou o presidente do rancho de Gulpilhares que disse que este modelo de alojamento acabava por ser positivo, uma vez que facilitava o convívio. No entanto, representa, também, um aumento de custos, uma vez que o a organização teve de alugar camas.

Valentim Machado admitiu que todos tinham saudades do intercâmbio entre grupos e lembrou o quanto este é importante na partilha e proliferação de usos e costumes. O presidente do Rancho Regional de Gulpilhares ainda destacou o trabalho e o esforço feito pelos membros da sua coletividade, admitindo que o grupo soube reinventar-se e voltar, depois da pandemia, com ainda mais força.

Alcino Lopes, presidente da União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares, não recusou o convite para dar um pezinho de dança durante a apresentação do evento e, depois, dirigiu-se aos presentes. “Eu sou gulpilharense, sou autarca há muitos anos, adoro-vos, adoro ver-vos dançar, também passei pelo rancho na minha juventude, e, para mim, vocês são um orgulho”, referiu, salientando as palavras de Valentim sobre a boa forma da coletividade e o quanto isso o deixava feliz.

Por fim, António Santos, diretor técnico do Rancho Regional de Gulpilhares, destacou o facto do grupo ter intenção de “mostrar, não só, as danças, mas, também, aquilo que eram os ofícios e as ocupações dos nossos antepassados”. Aproveitando para referir o membro mais jovem do grupo, a bebé Carminho, António Santos lembrou que é no futuro que devem estar postos os olhos. “A Carminho é o futuro, é isto que queremos para o nosso rancho, mas o caminho a percorrer não é fácil. Todos preferíamos estar no nosso sofá, depois de um almoço e dormir uma bela sesta, mas quando estes deveres, que são paixões, nos chamam, nós deixamos o nosso sofá e vimos para aqui”, referiu o diretor que terminou a sua intervenção, lembrando que o que o Rancho Regional de Gulpilhares faz “é cultura e tem um lugar cimeiro, naquilo que são as nossas tradições”.

A sessão de encerramento do Gaia Folk acontecerá no dia 5 de agosto, no Auditório de Gulpilhares.