A 1 de fevereiro, a RTP Açores emitiu o ‘Atlântida’, conduzido por Sidónio Bettencourt, a partir dos Paços do Concelho da Câmara Municipal da Ribeira Grande. No programa que anima as tardes de sábado dos açorianos e das comunidades açorianas espalhadas pelo mundo, foi dado destaque aos participantes e intervenientes na XV Gala Audiência, bem como ao tradicional “Cantar às Estrelas”.

 

 

Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, e Joaquim Ferreira Leite, diretor dos jornais AUDIÊNCIA Ribeira Grande e Grande Porto, foram dois dos convidados de Sidónio Bettencourt para a emissão de um programa que teve como temas o “Cantar às Estrelas” (uma tradição ribeiragrandense que tem como objetivo homenagear Nossa Senhora da Estrela através de cânticos, juntando milhares de pessoas num desfile pela principal rua da cidade, passando pelos Paços do Concelho e tendo como destino a Igreja Matriz [igreja de Nossa Senhora da Estrela]) agendado para a noite de 1 de fevereiro mas que não aconteceu devido a condições meteorológicas, e também a XV Gala Audiência, que aconteceu a 3 de fevereiro.

Do vasto leque de convidados do jornalista fizeram parte Margarida Santos, escultora do Troféu AUDIÊNCIA, Manuela Bulcão, escritora e apresentadora da Gala, bem como os presidentes das juntas de freguesia de Pedroso e Seixezelo, Filipe Lopes, Oliveira do Douro, Dário Silva e Avintes, Cipriano Castro.

Para além destes, Filipe Jorge, vereador da Cultura e do Desporto da Câmara Municipal da Ribeira Grande, conduzido por Sidónio Bettencourt, explicou como começou o desfile do “Cantar às Estrelas” nos moldes conhecidos atualmente. Recordou que foi o executivo presidido por António Pedro Costa, em 1994, que retomou a tradição que terá surgido em “Rabo de Peixe, onde se batia às portas cantando e desejando um bom anos”.

Desde 1994 até agora, “a festa cresceu”. Se na primeira edição eram 12 grupos a participar no desfile, na 27.ª (que acabou por não se realizar devido às condições meteorológicas, estavam inscritos 39 grupos, sejam formados por “instituições e juntas de freguesia”, sendo que estão representadas “praticamente todas as freguesias do concelho, mas também com grupos de outras freguesias de outros concelhos”

Durante a entrevista de Sidónio Bettencourt a Alexandre Gaudêncio, ficou sublinhada a ligação estabelecida entre o norte do país (nomeadamente o concelho de Vila Nova de Gaia e suas freguesias) e o concelho da Ribeira Grande através de uma “relação extremamente positiva” visível não só na altura da Gala, em que cerca de 300 pessoas viajam até à Ribeira Grande para assistir e/ou serem homenageadas, mas também no restante ano através das intenções de geminação entre várias freguesias dos dois concelhos, e nas relações de proximidade estabelecidas entre os mesmos.

De acordo com o Presidente da autarquia ribeiragrandense, “esta relação com o AUDIÊNCIA tem sido extremamente positiva: o próprio jornal tem conseguido trazer cá muita gente, o que é sinónimo de intercâmbios culturais”.

Alexandre Gaudêncio diz ainda que “é curioso ver que de uma outra dimensão, [tendo em conta que] estamos a falar de uma cidade que é Gaia e as freguesias circundantes com muito mais gente do que nós aqui na Ribeira Grande, mas não deixa de haver muita afinidade relativamente aos problemas, às iniciativas culturais e ao intercâmbio de grupos desportivos”. Neste sentido, o edil afirma haver uma “porta aberta que nós queremos aproveitar, e uma ligação muito próxima que foi conseguida sem sombra de dúvidas pelo Jornal AUDIÊNCIA”.

No que diz respeito à Gala Audiência, Alexandre Gaudêncio comprova que tanto o alojamento local como a hotelaria “estão praticamente esgotados nesta altura do ano devido ao “Cantar às Estrelas”, mas principalmente “devido a estas pessoas que nos visitam do Norte do país” para marcar presença no evento organizado pelo jornal.

Por outro lado, Joaquim Ferreira Leite fez questão de frisar que neste momento existem “duas casas de primeira habitação” para o AUDIÊNCIA: “uma em Vila Nova de Gaia e outra na cidade da Ribeira Grande”, e que o jornalismo do AUDIÊNCIA ter por objetivo aproximar as pessoas, levando-as a “contactarem umas com as outras e quebrar barreiras”.

“Desde há pouco tempo que temos um colaborador permanente, Alfredo da Ponte, exatamente porque tem uma ligação muito grande com a Ribeira Grande, e a diáspora alimenta-se destas notícias e são um potencial de muito interesse”, disse, mostrando assim que é objetivo deste órgão de comunicação social chegar cada vez mais longe indo agora ao encontro dos emigrantes espalhados pelas comunidades açorianas.

No que diz respeito à Gala do Audiência, que aconteceu a 3 de fevereiro, dois dias depois do ‘Atlântida’, o diretor do jornal fez questão de sublinhar que na Gala são distinguidas “individualidades que são capazes de serem personalidades”, justificando que “normalmente viramo-nos para aquilo que é notícia todos os dias, mas por trás das notícias de todos os dias há grandes obreiros, e são esses obreiros que pretendemos distinguir todos os anos”.

Filipe Lopes, Dário Silva e Cipriano Castro, na Ribeira Grande propositadamente para as comemorações da Gala, também participaram no ‘Atlântida’ levando alguns dos produtos característicos das respetivas freguesias.

Filipe Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Pedroso e Seixezelo, que marca presença assídua nas galas do AUDIÊNCIA, levou o que atualmente “potencia mais o nome da união de freguesias” de Pedroso e Seixezelo: “é uma caneca da Festa do Caneco, que é um evento que realizamos no mês de junho, e também uma pequena cesta de cerejas do Festival de Cerejas que realizamos”.

Também Dário Silva, presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, trouxe até aos Açores uma garrafa se Vinho do Porto, já que “a maior cave fica na nossa freguesia, trouxemos uma boa amostra de um Porto de qualidade, com 10 anos, da Real Companhia Velha”.

Por sua vez, Cipriano Castro, presidente da Junta de Freguesia de Avintes, trouxe a Broa de Avintes, dando a conhecer que atualmente quatro fabricantes produzem cerca de 1000 quilos de broa, completamente “produzida de modo artesanal”.

Rui Faria, responsável pelo Museu da Emigração Açoreana e presidente da Associação dos Emigrantes Açorianos também marcou presença no programa, dando a conhecer o livro infantil lançado pela associação a que preside, denominado “Uma casa ao sonho americano”. Este livro que explica a caça à baleia de uma forma simples direcionado aos mais jovens foi lançado em bilingue (português e inglês) para que possa chegar às comunidades açorianas espalhadas pelos Estados Unidos da América e pelo Canadá.

Por fim, Sónia Moniz, coordenadora do “Cantar às Estrelas”, mostrou os produtos tradicionais que fazem a mesa da noite de 1 de fevereiro. Para além dos licores e do anis, “os sonhos de abóbora, as rosas do Egito e biscoitos de chocolate em forma de estrelinhas fazem parte da mesa” posta nos Paços do Concelho para os convidados que veem o desfile desde o edifício da Câmara Municipal.

A edição do ‘Atlântida’ de 1 de fevereiro contou ainda com a participação do fadista Miguel Bandeirinha acompanhado por André Mariano e Rafael Carvalho Jr.,   artistas que atuariam na XV Gala Audiência. O Grupo de Cantares às Estrelas do Centro de Atividades de Tempos Livres da Casa do Povo da Ribeira Grande e o Grupo de Cantares da Câmara Municipal da Ribeira Grande também animaram aquela tarde de sábado, bem como o grupo ribeiragrandense Explosão Radical.

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