A União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares entregou um prémio monetário no valor de 125 euros, e um prato da Vista Alegre, a todos os alunos residentes nas freguesias que atingiram sucesso escolar e estavam nos quadros de mérito e excelência das suas escolas. O ano de 2019/2020 foi o que teve mais alunos contemplados, num total de 327, um investimento da junta de mais de 47 mil euros e Alcino Lopes considera a iniciativa como ferramenta de motivação para o sucesso escolar dos mais jovens.

 

A União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares entregou, de dia 17 a dia 20 de agosto, um cheque com um valor de 125 euros a cada aluno de ambas as freguesias que pertenciam ao quadro de mérito e excelência das suas escolas. Numa tentativa de evitar aglomerações, Alcino Lopes e o seu executivo decidiram dividir a entrega de prémios por quatro dias, sendo que dois deles a entrega aconteceu em Gulpilhares, no Auditório, e noutros dois dias a entrega foi em Valadares, no Orfeão. São contemplados pela iniciativa todos os alunos do quinto ao décimo segundo ano, residentes de Gulpilhares e Valadares, independentemente das escolas onde estudem, que podem ser fora ou dentro do concelho, colégios privados, escolas de músicas, entre outras opções.

Ao todo, a autarquia contemplou, relativamente ao ano de 2019/2020, 327 alunos, o número mais elevado desde o início da iniciativa, que já existe há mais de uma década. “Agradou-nos bastante porque, ao longo dos anos, vinha dizendo que a nossa meta poderia ser os 300 alunos, isso aconteceu e ultrapassou”, disse Alcino Lopes, presidente da União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares.

Cada aluno recebeu um cheque de 125 euros, valor que reduziu relativamente ao ano anterior, devido ao aumento de alunos contemplados, mas que, mesmo assim, representa mais de 47 mil euros de investimento da autarquia. “Ao longo de muitos anos o prémio foi de 200 euros, depois passamos para 125 porque o aumento estava a ser galopante. O ano passado fizemos uma alteração e o prémio aumentou para 150 euros, sem saber que este ano teríamos de retroceder um bocadinho, porque houve este aumento, e mesmo assim ultrapassou o valor que tínhamos em orçamento”, explicou o presidente da União de Freguesias. Juntamente com o cheque, os estudantes recebiam um prato da Vista Alegre com um desenho alusivo às freguesias: a imagem do Sanatório Marítimo do Norte, no caso de Valadares, e a imagem da Capela do Senhor da Pedra, a representar Gulpilhares.

Alcino Lopes contou-nos como é que surgiu a ideia para esta iniciativa, há muitos anos atrás e fruto de uma experiência pessoal. “Há muitos anos, quando a minha filha andava na faculdade, isto já próximo das duas décadas, ela foi a melhor aluna do curso, a escola superior deu-lhe um cheque de 500 euros e um diploma, e eu banhei-me em lágrimas, é um momento que mexe connosco. Pensei, porque não devo fazer isto na minha terra?”, explicou o autarca que admitiu que o valor não se pode comparar, uma vez que premeiam muitos mais alunos.

O presidente contou também que a iniciativa é vista como um incentivo ao sucesso escolar, pelo menos, foi esse o feedback que foi recebendo ao longo dos anos de, por exemplo, um diretor escolar que dizia que na sua escola havia uma competição saudável para pertencer ao quadro de excelência e receber o prémio. Mas Alcino Lopes contou um exemplo ainda mais específico, de uma menina que acompanhou uma colega à cerimónia para receber o prémio. Orgulhosa por ver a amiga receber o prémio, mas triste por não estar na mesma situação, a menina terá chegado a casa e dito aos pais “a partir de hoje vou ser sempre das melhores alunas da minha escola”. O pai da menina já se cruzou com o presidente e disse-lhe “Você é culpado da minha filha ter entrado em medicina”. Alcino Lopes conta com orgulho que “ela, que não era uma aluna brilhante, no ano seguinte estava cá a receber o prémio e depois entrou em medicina”.

O edil de Gulpilhares e Valadares acabou por confessar que, enquanto estiver na presidência das freguesias, a iniciativa é para continuar e também não acredita que acabará um dia que saia. “Acho que quem vier, tem de pegar nisto, se não a população não lhe perdoa, isto tem uma envolvência muito grande”, contou. Alcino Lopes vai mais longe e diz “que é uma atividade que devia ser replicada noutras juntas de freguesia que tivessem condições financeiras”.

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