Pier Valenti, golfista amador de “handicap” 8, com “home-club” no Golfe da Quinta do Fojo (VN Gaia), foi o grande vencedor do Torneio das Vindimas 2019, prova em 18 buracos e que é um dos tormeios mais mediáticos do calendário regular da infraestrutura dirigida por Filomena Rito.

Num universo na ordem das quatro dezenas de participantes, Valenti e Gonçalo Mota foram os que mais se destacaram na classificação de “score” real (gross), sobretudo pelo aceso despique que protagonizaram, no qual o próprio Valenti levou vantagem tangencial, pela diferença de uma única pancada. Já na modalidade classificativa bonificada (stableford-net), em cujo topo marcaram presença os detentores dos “handicaps” mais elevados, a vitória sorriu a Francisco Cocco, que rubricou um “scorecard” com 47 pontos a jogar com 26 pancadas de bonificação, obtendo dois pontos mais que Horácio Rodrigues, do Citynorte, que até se apresentou no “teee” de saída com um abono mais alto (31) e mais cinco do que Maria Miguel Pinho, que foi terceira da geral, com 42 Contudo, este torneio também concedeu prémios aos melhores elementos femininos, premiando Joana Silveira, em “gross” e a citada Maria Miguel Pinho, em “net”.

Curiosamente, na classificação bonificada, em que o registo de altas pontuações acaba por ser uma consequência da maior ou menor bonificação, um número de concorrentes conseguiu pontuações elevadas e terminar folgadamente com a noção de ter cumprido as exigências do seu “handicap”, visto que nada menos que uma dezena terminou confortavelmente acima dos 36 pontos. É que, nas provas bonificadas, o grande propósito do jogador amador é precisamente alcançar, no mínimo, a casa dos 36 pontos resultantes do somatório do grau de dificuldade do conjunto dos 18 buracos de todo o percurso. Em relação a esses, foram precisamente 10 os concorrentes que o com seguiram.

Quanto à fórmula classificativa “gross”, que corresponde ao resultado real sem qualquer ajuda, é nesta área da parte superior da tabela que se posicionam os concorrentes mais credenciados e no caso concreto do Torneio das Vindimas, Pier Valenti, Gonçalo Mota e Abílio Moreira, viram os seus resultados valorizados pela performance de cada um. Até porque, entre o primeiro e o terceiro, a diferença foi apenas de duas pancadas tendo subido para quatro entre o primeiro e os quartos, Jorge Dourado Lopes e Vítor Mota. Contudo, apenas Pier Valenti logrou superar o seu próprio “handicap”, reduzindo para 65 pancadas o resultado que, em condições normais, seria de 68 para termos em conta o nível de jogo do próprio concorrente.

No que concerne aos concorrentes mais credenciados, Valenti realizou duas voltas com a performance relativa de um “birdie”, 12 pares, quatro “bogeys” e um duplo (32+33); Gonçalo rubricou a volta com nove pares, dois “birdies”, seis “bogeys” e um duplo (34+32), enquanto Abílio Moreira foi o melhor em pares (13) tendo registado nos restantes cinco buracos, quatro “bogeys” e um duplo.

Júnior Francisco Pinho venceu 17º torneio do “ranking”

Entretanto, o “ranking” júnior da colectividade canidelense prosseguiu com a disputa do 17.º torneio cujos “louros” foram direitinhos para o jovem Francisco Pinho que acabou por hegemonizar a competição que se disputou em 18 buracos. Apresentando-se no “tee” de saída com a baixa bonificação de oito pancadas, o jovem jogador foi primeiro em todas as frentes classificativas, mesmo sem se exibir ao seu melhor nível.

Na modalidade bonificada (“net-stableford”), Pinho completou o percurso destacado no topo com 34 pontos, à frente de Guilherme Lopes, 32 e Gonçalo Oliveira Mota (hdcp. 6) com 31, enquanto Mesquita Guimarães Jr., que se apresentou a jogar com “10” de “handicap”, não foi além dos 29 pontos. Na classificação de “score” real (“gross”) , Francisco Pinho também venceu embora aqui a sua vantagem tenha sido menor, pois registou 26 pontos no cartão que entregou, contra 25 do mesmo Gonçalo Mota que subiu uma posição em relação à classificação anterior.

Por outro lado, Guilherme Lopes, que foi segundo na tabela anterior , desceu aqui para quarto, com apenas 19 pontos, menos dois do que Mesquita Guimarães Jr., que foi terceiro com 20.

Finalmente, na fórmula classificativa de “stroke-play”, a que rege todo o golfe de alta competição, Francisco Pinho terminou apenas com uma pancada de vantagem sobre Gonçalo Mota (70 para 71), Mesquita Guimarães foi terceiro, com um modesto 77 e Guilherme Lopes quarto, com um ainda mais fraco 82. Francisco Pinho protagonizou uma volta com 70 pancadas, com uma performance de dois “birdies”, sete pares, seis “bogeys” e três duplos, enquanto Gonçalo Mota rubricou dois “birdies”, sete pares, cinco “bogeys” e quatro duplos.

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