O Natal está à porta e o ritmo das pessoas é tão acelerado que fica preocupante gerir tanta confusão pelas ruas da cidade do Porto. O espírito Natalício chegou a iluminação na baixa, a árvore de Natal, animação e música provoca uma animação contagiante , mas às vezes um pouco assustadora pelo excesso de pessoas .

Mas como não há bela sem senão , começa pelos pedintes nas ruas, os músicos artistas que mostram o seu talento com uma humildade que magoa, porque a “estrelinha da sorte para muitos deles é como o sol nem sempre nasce para todos “e a realidade foge do contexto e as pessoas que convivem todos os dias com esta agitação ficam confusos com tanto movimento.

Os Portugueses nesta época do ano estão habituados em colaborar em peditórios quer para o banco alimentar, como donativos para ajudarem os que mais precisam, o nosso lado solidário geralmente atua positivamente, embora infelizmente o resultado de tanta ajuda nem sempre dá um bom resultado, porque os desvios das grandes verbas têm um final duvidoso e não chegam ao destino certo e as pessoas quando descobrem pelas notícias acabam por ficar revoltadas pelo abuso do poder.

Eu gostaria de partilhar uma situação que testemunhei por acaso ao passar numa rua do Porto, um pobre pedia esmola e chegou perto dele uma mendiga quando ele ia comer um pão, a mulher ficou parada a observá-lo e de imediato partiu -o ao meio e partilhou, esta lição de humildade deixou-me pensativa porque a nossa sociedade está mesmo com uma pobreza de espírito que deturpa o verdadeiro sentido do Natal, que está mesmo à porta mas muito longe da sua beleza e da sua verdadeira essência.

O problema é os que têm tudo , esquecem daqueles que não têm nada e dos que se esforçaram e lutaram e por qualquer motivo a vida complicou. No entanto no nascer e no morrer somos todos iguais .

E o Natal continua a ser quando um Homem quiser!..

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