A conferência “65 anos de emigração para o Canadá”, evento promovido pela Associação dos Emigrantes Açorianos, realizou-se no Teatro Ribeiragrandense. O evento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, e o Diretor Regional das Comunidades, Paulo Teves.

O autarca destacou a “estreita relação” que a autarquia a que preside tem tido junto dos emigrantes, lembrando, a propósito, “os acordos de geminação estabelecidos com as cidades de Laval e Brampton e que têm permitido aproximar a Ribeira Grande da comunidade emigrada.”

A conferência juntou vários oradores que debateram as questões da emigração para o Canadá. “Criamos um gabinete de apoio ao emigrante com o objetivo de atrair novos investimentos para a Ribeira Grande. É um gabinete que apoia os investidores nas questões burocráticas e no acompanhamento de todos os trâmites legais tendentes à boa conclusão do investimento”, apontou Alexandre Gaudêncio.

O autarca Gaudêncio sublinhou também o papel que o Museu da Emigração Açoreana tem tido, e, ainda lembrou o investimento que a Câmara está a desenvolver e que se relaciona com a construção da Praça do Emigrante.

Para sua intervenção, Paulo Teves disse que as dezenas de organizações comunitárias, desde as culturais às desportivas, passando pelas de apoio social às irmandades do Divino Espírito Santo, pelas filarmónicas ou grupos folclóricos, “constituem um património que tem permitido transmitir, de geração em geração, a matriz cultural que nos identifica e que está presente nesse país graças aos pioneiros de 1953 e todos aqueles que, posteriormente, se seguiram”.

Para o Diretor Regional das Comunidades, assinalar 65 anos de emigração açoriana para o Canadá é, sobretudo, “reconhecer os percursos de vida de cada um e de todos os emigrantes nesse país”, bem como “o seu empenho na criação e dinamização de um património associativo que muito nos honra, e o compromisso que assumiram e assumem em perpetuar junto dos mais novos o legado que nos é comum”.

“Neste momento, um dos desafios, e que reconhecemos como prioritário, consiste em fomentar, cada vez mais, a participação dos jovens no revigorar das associações e na versatilidade da sua ação, em variadas áreas , desde logo com a divulgação da realidade atual da Região, que contribuirão para o desenvolvimento dos Açores e das comunidades onde se encontram estabelecidos”, afirmou o Diretor Regional, salientando que “esta missão tem sido também assumida por inúmeras organizações e líderes comunitários.”

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