De Arcozelo passamos para o interior do concelho e chegamos a Olival. Terra de excelente gastronomia que começou em Seixo-Alvo no Restaurante Barbosa e instalaram na Quinta da Velha um serviço de excelente qualidade, onde apetece participar em convívios, almoços ou jantares de empresas e aniversários cujas vistas sobre o rio Douro, Gondomar, Crestuma tudo num meio ambiental de fazer “crescer água na boca…”.

Esta freguesia fica situada no extremo do concelho, a partir de Arnelas, confinando com Avintes, Crestuma, Pedroso, Sandim, Argoncilhe (Vila da Feira) w Seixezelo.
Tem uma história antiga que anda à volta da tradição e da poeira dos tempos.

A sua vida religiosa anda ligada à Ordem de S. Bento, teve um convento de freiras benedictinas, que no século XV centralizou a vida religiosa da freguesia e que foi extinta no século XVIII.

O centro de Olival é, como se sabe, Seixo-Alvo que lá no alto (ponto mais elevado do concelho de Gaia) possui a Capela de Nº Sª dos Remédios, donde se avista um extenso e deslumbrante panorama. Já no período em que Guedes Barbosa era o principal autarca de Olival, a velha capela foi demolida e construíram aquela que hoje se tornou uma espécie “monumento” moderno e funcional lá nas alturas…

Na praia fluvial de Crestuma
encontam-se coisas lindas:
as margens do Douro, O Náutico
as barqueiros do antigamente
e um clima de sonho…

 

Avintes não é só história

Na chamada “Escritura de Gundezinho”, inserta nos Portugaliae Monumenta Histórica – Diplomata et Chartae, dirigida pelo insigne Alexandre Herculano, fomos encontrar a primeira referência a Avintes nesta saborosa passagem que tem uma certidão de baptismo: Villa Abientes in ripa flubio durio.

Portanto, em 897, existia a aldeia de Avintes que era uma pequena herdade. No século XIII foi transformada em freguesia, tendo a filha de Gundezindo fundado um mosteiro denominado da Santa Marinha de Avintes – Mosteiro Duplex, segundo Pinho Leal.

Nos primórdios da nacionalidade surgiu o couto de Avintes, com a área que tem hoje a freguesia, compreendendo ainda Seixezelo. Em 1664, D. Afonso VI nomeou D. Luís de Almeida Conde de Avintes. O segundo Conde de Avintes foi D. António de Almeida Portugal.

Os moradores do Couto elegeram a votos o juiz ordinário e oficiais, com jurisdição cível e do crime se conhece no Juízo de Fora da cidade do Porto.

Ainda hoje lá se encontra a Pedra de Audiência, venerando Tribunal Avintense, talvez o único monumento no género, existente em Portugal – símbolo da independência e autonomia da terra.

Extinto o Couto em 1834, surge o Concelho de Avintes pelo Decreto-Lei de 1832, sendo o primeiro presidente da Câmara António Francisco Aleixo, por eleição realizada em 1834.

Em 1836 a nova divisão territorial extinguiu o concelho de Avintes, anexando-o ao de Gaia. Apesar dos veementes protestos à Rainha, mas não conseguiram alterar o curso dos acontecimentos.

Parece a Ilha da Madeira em miniatura
dum lado o rio Douro
do outro o romântico Febros
rodeiam quase em toda a volta
a bonita Terra das Padeiras

 

 

*Escrito em 2011

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