A Junta de Freguesia da Maia realizou, em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande, uma cerimónia, simbólica, de inauguração do monumento que homenageia Inês da Maia e evoca os costumes da localidade. O evento contou com a presença de Alexandre Gaudêncio, presidente da autarquia ribeiragrandense, e Jaime Rita, presidente da Junta da Maia.

 

 

O monumento que homenageia Inês da Maia está instalado num espaço verde, da propriedade do município ribeiragrandense, que foi cedido no âmbito do loteamento de São Pedro, que se situa na Freguesia da Maia, e surgiu de uma iniciativa da Junta de Freguesia da Maia, em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande.

“Nobre mulher pioneira que se deixou encantar pela fertilidade da terra e pelo bailado do mar”. É assim que Inês da Maia é descrita ao longo do poema da autoria de Madalena San-Bento, relativo à lenda da fundadora da Freguesia da Maia, que está presente num dos cinco azulejos, que contemplam a homenagem e que aludem, não só à fidalga, como, também, às tradições da localidade, nomeadamente o culto ao Espírito Santo, as pescas, os moinhos de água e a cultura do chá.

O presidente da Junta de Freguesia da Maia, Jaime Rita, explicou, em entrevista exclusiva ao Jornal AUDIÊNCIA, que “esta homenagem é extremamente importante para a Freguesia da Maia, até para o concelho e para a região, porque aquilo que nós fizemos não é mais do que um reconhecimento público, a uma fidalga, que se instalou nesta região e que, segundo consta, segundo rezam as lendas, chamava-se Inês da Maia. Uma senhora fidalga, que veio do Norte de Portugal, mais concretamente da, agora, cidade da Maia, e, então, foi dado o nome de Maia a esta Freguesia, devido a essa senhora. Supõe-se que ela veio através do mar e que se instalou aqui, porque existiam boas condições, existia água, existia terra e também existia mar”, ressaltando que “a Junta de Freguesia da Maia tem tido, ao longo dos anos, no seu plano de atividades, o objetivo de fazer uma homenagem a Inês da Maia, que concretizou, agora, graças ao apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande, a quem agradeço, na pessoa do seu presidente, Alexandre Gaudêncio”.

O autarca aproveitou a ocasião para enaltecer que, depois de terem retirado o nome “Travessa Inês da Maia”, de “uma rua da Maia, nós ficamos sem qualquer referência à nossa fundadora. De maneira que, optamos por fazer esta homenagem, no loteamento de São Pedro”, sublinhando que “nós achamos que esta era a altura certa, porque não sabemos o que é que vai acontecer com a evolução da pandemia. A realidade é que esta homenagem já era para ter sido realizada o ano passado, mas fomos adiando, de maneira que, agora, chegou a altura, mesmo, de a fazermos e de homenagearmos quem é de direito”.

Jaime Rita destacou, ainda, a colaboração do arquiteto Pedro Oliveira, a quem “eu sugeri que a base dos painéis fosse no formato de uma guia de um barco, para simbolizar o barco, que transportou Inês da Maia até à Ilha de São Miguel”, salientando que “este foi um ato extremamente simbólico, que serve de referência a outros lugares, também, denominados Maia, como é o caso da Freguesia da Cidade da Maia, com quem nós éramos para ter feito, também a nossa geminação, para a troca de experiências, para trocas comerciais, quer para a Freguesia da Maia, quer para a Freguesia da Cidade da Maia, situada no continente”.

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