Alexandre Gaudêncio, presidente reeleito para mais quatro anos à frente dos destinos da autarquia da Ribeira Grande, tomou posse no passado dia 18 de outubro, no Teatro Ribeiragrandense. Com uma sala cheia, o autarca lembrou a “responsabilidade e o espírito de missão” que o momento acarretava e comprometeu-se a trabalhar de perto com as 14 freguesias “sem olhar a cores partidárias”.

Também Tânia Fonseca, Filipe Jorge e Carlos Anselmo voltam a fazer parte do executivo, numa clara aposta na equipa que nos últimos quatro anos desenvolveu “um novo começo para a Ribeira Grande”. O executivo fica ainda reforçado com a entrada de Cátia Sousa, no seguimento do resultado expressivo alcançado nas urnas (67%).

No seu discurso, Alexandre Gaudêncio assumiu também o compromisso de “continuar com a dinâmica” que caracterizou o seu executivo no primeiro mandato, prometendo “nunca deixar de ouvir as pessoas” e manter a Ribeira Grande “na linha do desenvolvimento que se tem assistido nos últimos anos”.

“Há quatro anos quisemos dar um Novo Começo, tornando a Câmara mais humana, começamos a virar a cidade para o mar e criamos mais condições de emprego através de uma nova dinâmica que conseguimos trazer para a nossa terra. Hoje, começamos este novo mandato com o objetivo de fazermos ‘O Melhor Para a Nossa Terra’. Tudo faremos para que o nosso concelho continue na linha do desenvolvimento que se tem assistido nos últimos anos”, reforçou o presidente.

Lembrando que a Ribeira Grande é o concelho “mais jovem do país” e que, por isso mesmo, tem um “enorme potencial para o futuro”, Alexandre Gaudêncio pretende também não só diminuir as desigualdades sociais como dinamizar a economia local através da captação de novos investimentos, olhando para o turismo como uma “oportunidade de criação de postos de trabalho”.

“Isto passa por trabalhar no sentido de agilizar os tempos de resposta dos nossos serviços e ir ao encontro da expetativa de quem quer investir no concelho. Nesse sentido, será criado um serviço de apoio ao investidor, direcionado especialmente para os emigrantes que pretendem investir na Ribeira Grande, proporcionando-lhes todo o acompanhamento necessário no desenvolvimento da ideia de negócio”, afirmou o autarca.

O presidente reeleito explicou ainda que este serviço estará disponível para todos os que queiram investir no concelho, “principalmente no turismo”, setor onde o executivo municipal pretende continuar “a captar novos investimentos com o propósito de reforçar a dinâmica da economia local”.

Além disso, Alexandre Gaudêncio anunciou também que está previsto o investimento de 15 milhões de euros para a realização de obras públicas, nomeadamente, “a finalização da requalificação da zona do Monte Verde, a requalificação da estrada municipal que liga a Maia à Lombinha da Maia, a cobertura do mercado municipal, o contínuo investimento no saneamento básico e a construção do novo campo de jogos de Rabo de Peixe”.

A educação e ação social também não foram esquecidas, com o autarca a garantir dar seguimento a programas já instituídos e com “relevância no sucesso escolar” e a anunciar a criação de “um gabinete de apoio ao desempregado e desenvolver programas de requalificação profissional em parceria com a Escola Profissional”.

Também os agricultores e pescadores tiveram uma palavra de esperança por parte de Alexandre Gaudêncio que prometeu tudo fazer “para que possam ser devidamente compensados pela sua atividade profissional, seja reivindicando contratos de trabalho dignos perante as entidades competentes, seja ajudando as famílias em situações de emergência social”.

Contudo, Alexandre Gaudêncio lembrou que nem tudo depende da ação da autarquia e que não pode “caminhar sozinho”.

“É importante desenvolvermos parcerias com o Governo Regional, reivindicando investimentos públicos que teimam em não ver a luz do dia. Falo da esquadra da PSP no centro da cidade, da requalificação do porto de Santa Iria, das obras de consolidação das falésias nas Calhetas e em Rabo de Peixe, da urgência na intervenção na Escola Ruy Galvão de Carvalho, da necessária requalificação do caminho das Caldeiras, e da resolução do acesso aos principais monumentos naturais do concelho, como a Caldeira Velha e a Lagoa do Fogo”, reforçou.