Na manhã do passado dia 24 de julho decorreu, no Porto de Pescas de Rabo de Peixe, a criação da Confraria do Caldo de Peixe. Esta sessão foi o I capítulo da confraria, onde foram entronados os confrades fundadores. O evento contou com a presença da Confraria da Carne Guisada, do Leite, do Chá de Porto Formoso, do Ananás dos Açores, da Sopa Açores, da Caldeirada Peixe e Camarão de Espinho e dos Sabores poveiros. Em declarações exclusivas ao AUDIÊNCIA, Rubén Farias enalteceu a importância desta confraria.

 

 

A Confraria de Caldo de Peixe de Rabo de Peixe, fundada no passado mês de julho, tem como meta “promover a confeção do caldo de peixe, «à moda de Rabo de Peixe», bem como promover o peixe dos açores”, referiu Rúben Farias. O I Capítulo da Confraria de Caldo de Peixe, de Rabo de Peixe foi presidida por António Cavaco, Confrade-Mor da Confraria Gastrónomos dos Açores e vice-presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. António Cavaco começou por referir que “todas estas cerimónias particulares tem um enquadramento dentro do objeto que cada confraria vai defender e pensamos, conjuntamente com o promotor da ideia e da confraria que vai nascer, que o melhor enquadramento seria junto ao mar”. Realçou ainda que “este era o enquadramento perfeito, junto ao mar e com este cheiro” para a criação da Confraria de Caldo de Peixe. No término da sua intervenção, António Cavaco destacou que “dentro desta comunidade há valores e há pessoas que se distinguem por este sentido positivo, por quererem fazer coisas, por dar notoriedade às pessoas e ao movimento social e integrar e mudar definitivamente a imagem que, às vezes, temos de Rabo de Peixe, com uma diferenciação dentro deste movimento que são as confrarias”.

Após terminar o seu discurso, António Cavaco chamou Rubén Farias, presidente de Clube Naval de Rabo de Peixe e da AQUA, para proceder à cerimónia de entronização. Rubén Farias foi entronizado Confrade-Mor da Confraria de Caldo de Peixe. Após a apresentação dos confrades fundadores, estes realizaram um termo de juramento e depois foram entronizados pelo Confrade-Mor Rúben Farias. Finalizada a entronização, as confrarias presentes usufruíram do momento para endereçar algumas palavras de apreço à nova confraria. O Confrade-Mor Rúben Farias, da Confraria do Caldo de Peixe, encerrou a sessão proferindo algumas palavras aos presentes.

Em declarações exclusivas ao AUDIÊNCIA, Rúben Farias, Confrade-Mor da Confraria de Caldo de Peixe, aproveitou para deixar um agradecimento às confrarias que marcaram presença na sessão e que “apadrinharam o nosso I capítulo”. Rúben Farias enalteceu que “os caldos de peixe têm por base o caldo (molho), o pão e uma posta de peixe ou, em algumas variantes, o peixe desfiado. Verificamos que nos açores de ilha para ilha, e muitas vezes de concelho para concelho, variam as receitas e como tal entendemos que o de Rabo de Peixe tem já uma história ancestral, onde o caldo e o peixe desfiado são a base, acrescentando-se desde sempre batata e por vezes arroz. O pão não pode faltar, mas no nosso caso é à parte”. Rúben Farias assegurou ainda que “para 2023, a Confraria prevê aumentar o número de confrades, participar ativamente na vida confrádica, quer na região, quer a nível nacional promovendo o peixe do mar dos açores, em especial as espécies de baixo valor comercial”.