O presidente da Câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, reuniu-se com o presidente da Junta de Freguesia da Maia, Jaime Rita, acompanhado pelo vereador Carlos Anselmo e pela equipa técnica que está a acompanhar a empreitada, para fazer o ponto de situação relativamente às obras de consolidação dos taludes na estrada que liga a Maia à Lombinha da Maia. Neste seguimento e preocupado com a segurança da população, Jaime Rita revelou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, “nós queremos é que a obra fique concluída e em condições das pessoas circularem em segurança”.

 

 

 

A Câmara Municipal da Ribeira Grande assumiu que vai reforçar a segurança, na obra de consolidação dos taludes na Maia e que ressaltou que “esta obra era ansiada pela população local há mais de meio século, estando a decorrer a primeira fase da empreitada, que prevê a consolidação dos taludes. A segunda fase, cujo concurso público será lançado até ao final do primeiro semestre do corrente ano, contempla o alargamento da via, construção de passeios e zona de drenagem de águas pluviais”.

Neste contexto, Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, realçou, aquando da sua reunião com Jaime Rita, presidente da Junta de Freguesia da Maia, que “os trabalhos estão a decorrer de acordo com o caderno de encargos e com resposta positiva à derrocada que ocorreu, em janeiro último, numa das áreas de intervenção”, explicando que, de acordo com o relatório efetuado, “a derrocada deveu-se ao volume anormal de pluviosidade nos dias anteriores ao evento, bem como aos trabalhos que estavam a decorrer para preparar a instalação de uma conduta de águas pluviais”.

“A derrocada provocou danos numa moradia próxima, felizmente sem feridos a lamentar porque estava desabitada”, acrescentou Alexandre Gaudêncio, mas devido ao sucedido a Câmara da Ribeira Grande vai “avançar com um concurso público, com caráter de urgência, para reforçar a consolidação da zona onde se verificou a derrocada, bem como construir um paredão em toda a área de modo a evitar a queda de detritos na via pública”, anunciou o autarca.

De acordo com o município da Ribeira Grande, esta nova empreitada representa um investimento de mais 250 mil euros, ao custo inicial da obra, e terá um prazo de execução de três meses.

Por seu turno, Jaime Rita, que admitiu, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, ser “leigo nessa área, não sou técnico, mas fruto da experiência que tenho”, apresentou outra solução, que contempla a criação “de gaviões em pedra, porque a água segue sempre o seu percurso e estas estruturas não impedem a drenagem das águas. Na minha opinião, também, se deveria fazer socalcos, de forma a dar mais estabilidade àquela encosta, que tem cerca de 20 metros de altura”.

O presidente da Junta de Freguesia da Maia falou, ainda, sobre celeridade e urgência na concretização desta empreitada, ressaltando que “a obra está atrasada cinco meses e vai atrasar muito mais tempo, de maneira que tem de haver alguma celeridade e alguma urgência, para que avançassem já com o investimento, para, depois, não haver empates e a obra continuar o seu percurso normal e ver se consegue recuperar o tempo perdido, para que as coisas fiquem resolvidas e fiquemos em segurança”, sublinhando que “na altura, o Governo Regional referiu que poderia avançar para ajudar e nós queremos é que a obra fique feita, agora, se é com o apoio do Governo ou não, para nós é indiferente, nós queremos é que a obra fique concluída e em condições das pessoas circularem em segurança”.

“Nós não ficamos descansados se a empreitada não oferecer as máximas condições de segurança”, sublinhou Jaime Rita, demonstrando, ainda, a sua preocupação “com a parte a jusante, que, também, é uma encosta bastante alta e sugeríamos que fizessem uma avaliação, para analisarem se ali existe ou não o perigo da ocorrência de derrocadas. A natureza é madrasta e muitas vezes prega-nos uma partida, mas prevenir é sempre bom e a nossa preocupação vai nesse sentido da prevenção, para que, depois, não aconteçam os tais imprevistos e que toda a gente se sinta prejudicada e, inclusivamente, receamos que se suceda a perda de vidas humanas e animais, tal como prejuízos, por exemplo, a nível de viaturas e habitações”.

 

 

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