Natural de Rabo de Peixe e emigrada nos EUA desde 2008, Márcia da Ponte, ex-Vice-Cônsul de Portugal em Providence, foi nomeada para o quadro diretivo do Conselho de Rhode Island para as Humanidades. A açoriana contou ao Jornal AUDIÊNCIA como se sente com esta nomeação, a responsabilidade que representa, mas também sobre o que tem mais saudades nos Açores e o que a vida de emigrante lhe tem ensinado ao longo dos anos.

 

 

Márcia da Ponte é natural de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, nos Açores, e foi nomeada para o quadro diretivo do Conselho de Rhode Island para as Humanidades.  “Sinto-me muito feliz. É uma grande responsabilidade fazer parte da direção desta organização. Dela fazem parte várias individualidades do Estado de Rhode Island, com um currículo exemplar e com profissões de elevado destaque”, disse Márcia da Ponte em entrevista ao Jornal AUDIÊNCIA.

À nomeação acresce a responsabilidade, mas Márcia garante que vai dar o seu melhor: “Espero poder contribuir com o meu conhecimento e experiência para a execução dos objetivos desta instituição e representar a comunidade portuguesa deste Estado”.

Emigrada dos Estados Unidos da América desde 2008, começou por trabalhar no Vice-Consulado de Portugal em Providence como administradora técnica e, mais tarde, foi nomeada Vice-cônsul, cargo este que desempenhou até 2018. Emigrante há mais de 12 anos, Márcia não esconde do que tem mais saudades quando o assunto é a sua ilha. “Estar longe dos Açores é sempre muito difícil. Tenho saudades da família, dos amigos, da gastronomia, da natureza, enfim, de tudo!”, disse a emigrante.

E ser emigrante é muito mais do que uma posição, é um sentimento, por isso Márcia da Ponte garante que estes anos nos EUA a ensinaram a valorizar pessoas e momentos. “Fico com o sentimento que passei a ter duas vidas: o antes de emigrar e o depois. Duas realidades distintas que forjam a personalidade! Às vezes penso que ainda vivo em dois mundos: o mundo real, que corresponde ao meu dia a dia, em que sou feliz ao lado do meu marido, dos meus filhos e do que faço por cá; e o mundo hipotético, em que imagino como seria a minha vida se não tivesse emigrado”, completou.

Márcia é também membro de várias organizações culturais luso-americanas em Rhode Island, assim como faz parte do Conselho de Diretores de Rhode Island para as Comemorações do Dia de Portugal. “Defendo que é importante que os portugueses e luso-descendentes estejam envolvidos e a ocupar lugares de destaque nas mais diversas áreas, para que possam defender os interesses da nossa Comunidade, dos Clubes e Organizações, de forma a que se sintam bem no país de acolhimento, sejam fonte de desenvolvimento e geradores de novos projetos, sem nunca deixarem de ser pontes de ligação com o nosso país e quem sabe uma mais valia para este último”, referiu a açoriana.

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