A inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo Carlos Resende, localizado em Canidelo, decorreu no passado dia 4 de janeiro e contou com a presença de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, Maria José Gamboa, presidente da Junta de Freguesia de Canidelo, e de Carlos Resende, andebolista homenageado.

A cerimónia de inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo Carlos Resende contemplou uma demonstração de futsal feminino pelas atletas da Juventude Desportiva de Gaia, a atuação musical dos alunos do projeto Gaia Aprende+ do Centro Social e Paroquial de Santo André de Canidelo, a performance de ginástica das atletas do Centro de Treino e Formação de Ginástica Artística do Futebol Clube de Gaia e da Escola de Ginástica de Gaia e uma demonstração de basquetebol em cadeira de rodas, que foi proporcionada pelo Basket Clube de Gaia.

A infraestrutura resultou de um investimento municipal na ordem dos 1,3 milhões de euros, tem uma área de implantação de 1,515 metros quadrados e um espaço que reúne condições para a prática das modalidades de andebol, futsal, basquetebol e ténis, nas vertentes de formação e competição e de voleibol, apenas na vertente de formação. A bancada tem capacidade para 180 lugares sentados, com acessos, através de rampas, para cidadãos portadores de mobilidade condicionada e reduzida.

Dotado de todas as condições para cidadãos com mobilidade condicionada ou reduzida, o pavilhão vai servir de apoio à Escola Básica de São Paio, durante o período letivo, à APPACDM de Gaia, à CerciGaia e à comunidade em geral, após o horário escolar e aos fins-de-semana.

Maria José Gamboa, presidente da Junta de Freguesia de Canidelo, afirmou, aquando da inauguração da infraestrutura, que “este pavilhão é um instrumento de trabalho para nós, mas é, sobretudo, um instrumento muito importante na luta contra as desigualdades sociais, contra a pobreza infantil. Aqui dentro estamos certos de que serão todos mais iguais uns aos outros, saltarão todos com uma energia que a vida lhes põe nas pernas e nas mãos e sobretudo sonharão que a vida está ao seu alcance”, sublinhando que “hoje pensar no desporto, pensar na educação desportiva é pensar num processo de educação muito profundo, é pensar na saúde mental de todos nós, é pensar no compromisso das crianças e na sua relação com os outros”.

Para Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, “a abertura deste pavilhão à comunidade é mais um investimento municipal na educação e no desporto e numa relação virtuosa entre ambos. Reflete a nossa preocupação genuína em corrigir as desigualdades e reforçar a coesão no território e entre as freguesias, mas reflete, também, a nossa opção por investimentos municipais racionais, sustentáveis e inteligentes e, já agora, já pagos”.

“Esta obra não é mais uma obra, nem este pavilhão é mais um pavilhão. Este é um equipamento muito relevante, há muitos anos ansiado, aberto à sociedade, às pessoas e às instituições, servindo prioritariamente uma freguesia, Canidelo, que sendo a terceira maior freguesia de Vila Nova de Gaia, muito urbana, ainda não tinha uma resposta social desportiva como esta e tinha de ter, até para ajudar a criar futuros campeões, sejam campeões de desporto, sejam campeões da cidadania. Um pavilhão deste género é um equipamento essencial para as necessidades da comunidade e para reforçar a rede de equipamentos desportivos de Gaia”, ressaltou o autarca, mencionando que “este não é um pavilhão de Canidelo, este é um pavilhão em Canidelo, para servir prioritariamente a freguesia, mas aberto ao concelho e às suas instituições”.

Relativamente à homenagem prestada ao andebolista Carlos Resende, o presidente da Câmara Municipal de Gaia explicou que “é verdade que optamos por humanizar os equipamentos que vamos construindo. Humanizar significa dedicar um tributo humanista, não é uma obra de betão apenas, mas significa também homenagear pessoas extraordinárias que nos marcam como comunidade e que nos inspiram pela sua ação e pelo seu exemplo maior. O andebolista Carlos Resende é um desses casos. Recebeu há 3 anos a Medalha de Mérito Municipal no Dia do Município, sendo, atualmente e por isso, cidadão honorário de Vila Nova de Gaia. Desportista de eleição, como jogador e como treinador, referência no desporto e exemplar pessoa, honra-nos com a sua disponibilidade para nos deixar inspirar no seu nome e na sua carreira no nosso dia-a-dia, representa o que temos de melhor na vida, conseguindo feitos extraordinários no andebol, mostrando que o desporto não é só futebol, o que ainda mais o valoriza”, salientando que Carlos Resende “não é um nome de Canidelo, não é um nome de Gaia, mas é um nome de Portugal e do desporto, de amplitude larga como largas são as nossas visões e os nossos sonhos”.

Neste seguimento, o agraciado andebolista Carlos Resende, que fez questão de marcar presença nesta cerimónia, aproveitou a ocasião para agradecer “em primeiro lugar à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia na pessoa do senhor presidente, pela amabilidade e pela parcialidade na associação do meu nome ao nome desta infraestrutura desportiva. Agradecer aos amigos e à família, a nossa principal equipa, pelo constante apoio, em especial o apoio nos momentos cruciais da nossa existência. Em terceiro, agradecer por um lado e incentivar por outro quer a Câmara, o poder local, quer o Governo, o poder central, para continuarem a investir no desporto, pois ao investirem no desporto estarão a investir a médio e longo prazo na qualidade de vida dos cidadãos, no aumento de produtividade das empresas e na diminuição dos gastos com o Serviço Nacional de Saúde”, referindo ainda que “desejo que esta instalação desportiva esteja permanentemente ocupada com o desporto”.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, também participou nesta inauguração e revelou que “é especialmente gratificante poder estar num Pavilhão Municipal que agora já se chama Carlos Resende. Eu vou explicar porquê, porque o Carlos não me conhece, mas eu sou admirador do Carlos desde que me conheço como desportista, logo com os meus 11 ou 12 anos, quando comecei a jogar andebol e tinha o Carlos Resende como grande ídolo no final da minha infância e na minha juventude”.

“Gaia tem-nos demonstrado através do desporto, através da sua juventude e através da educação que é um território absolutamente central, não só para o norte do país, mas para todo o país”, destacou o ministro da Educação, garantindo que “nós temos de trabalhar todos para aumentar esta forte cultura desportiva, porque precisamos de alavancar o país, contribuindo para aumentar a literacia desportiva do país e temos de pensar que o desporto tem que, verdadeiramente, ser o motor de equidade do nosso país, porque a educação e o desporto são duas faces desta mesma moeda. Sabemos que queremos uma sociedade mais inclusiva, uma sociedade mais moderna e, acima de tudo, uma sociedade mais sustentável”.

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