Convencido que o atual executivo não tem procurado os melhores interesses para o concelho que tanto ama, Amadeu Dias candidata-se pelo Partido Socialista à Câmara Municipal da Trofa para devolver a “Trofa ao bom caminho”. “Não podemos continuar a ser ridicularizados no país todo por comportamentos que fizeram de nós a capital das chamadas de valor acrescentado ou a capital do trânsito parado… Por pouco, não somos a capital dos aterros sanitários gigante”, afirma.

 

 

Como surgiu o convite e porque decidiu candidatar-se a presidente da Câmara Municipal da Trofa?

Pode haver quem ame tanto a Trofa como eu, mas ninguém ama mais a Trofa do que eu. Pertenço a uma geração de trofenses que devem muito à nossa terra e que se encontram desiludidos perante a evolução dos últimos anos. Por isso respondemos ao desafio de trazer a Trofa ao bom caminho, apresentando uma candidatura que é uma alternativa coerente e firme ao poder atual. Lidero uma equipa com competência, capacidade e um desejo profundo de endireitar a Trofa e trazer o concelho para um caminho de progresso e desenvolvimento sustentável.

 

Quais são as principais motivações da sua candidatura?

A Trofa tem vindo a decair e a tornar-se conhecida pelos piores motivos. A sede de afirmação pessoal do atual presidente e as divisões e conflitos internos que já se sentem no PSD, antecipam para os próximos 4 anos um desastre para a Trofa, se se mantiver este executivo no poder. Não é possível assistirmos a isto sem nos apresentarmos aos trofenses como uma alternativa credível, com ambição, mas com humildade. Quero que a Trofa seja conhecida pelos melhores motivos, que tenha capacidade de diálogo e de negociação, seja com o Governo, com a CCDRN, com Área Metropolitana do Porto ou com as Juntas de Freguesia. O caminho de conflito, de agressividade e, até, de falta de educação no diálogo com os diversos parceiros do município tem contribuído para que a Trofa esteja a ser ultrapassada por outros municípios.

 

Como avalia o trabalho que o atual executivo tem realizado ao longo dos últimos anos?

É um trabalho centrado na projeção pessoal do líder do PSD, em busca de novos caminhos fora da Trofa. O atual executivo tem procurado espaço na comunicação social promovendo guerras inúteis, unicamente para que algumas pessoas possam ambicionar cargos futuros fora da Trofa. A Trofa não é uma quinta. É uma terra de gente honrada e trabalhadora que merece mais. O papel de um presidente de câmara é, em primeiro lugar, o de saber ser humilde ao mesmo tempo que sabe ser firme. Não podemos continuar a ser ridicularizados no país todo por comportamentos que fizeram de nós a capital das chamadas de valor acrescentado ou a capital do trânsito parado… Por pouco, não somos a capital dos aterros sanitários gigante. É por isso que acho que a melhor avaliação do trabalho do atual executivo foi feita pelo Dr. Sérgio Humberto ao “Audiência”, onde ele disse que os trofenses só terão o que merecem quando a Trofa for a capital da região Norte… Todos os trofenses sabem que com ele a Trofa nunca será a capital de nada exceto da promoção do Dr. Sérgio Humberto dentro da máquina do PSD, a caminho de um cargo em Lisboa.

 

Como vê a evolução do concelho da Trofa nestes últimos anos? O que teria feito de diferente?

Apesar de terem sido feitas coisas boas, quase nunca foram feitas da melhor maneira. Não podemos ter uma câmara centralista que despreza as juntas de freguesia, as coletividades, as IPSS´s, particularmente aquelas que ousam ter opiniões diferentes ou no caso da Junta de freguesia da Vila do Coronado por ser liderada pelo PS. Precisamos de saber trabalhar em equipa e de nos apoiarmos todos para que a Trofa não continue a desenvolver-se a diferentes velocidades. Faremos um programa de desenvolvimento que assentará em três pilares: sustentabilidade, diálogo e visão. Medidas avulsas, a pensar em inaugurações, não fazem sentido numa gestão autárquica moderna. A nossa visão para a Trofa é integrada, articulada e coerente. Valoriza as instituições que trabalham diariamente a favor da comunidade. Preocupa-se com os valores humanistas, com a defesa e apoio às famílias. Sobretudo o que faremos muito melhor é dialogar, reivindicar o que temos direito com educação e civilidade. Nós vamos reconquistar o bom nome da Trofa que se perdeu nos últimos anos. O PS garante, sob a minha candidatura, que a Trofa entrará nesta década de abundância de fundos comunitários e de investimento, com o pé direito. Infelizmente, se os trofenses não nos derem a sua confiança, como achamos que merecemos, prevemos 4 anos desperdiçados em quezílias e em guerras internas, numa luta pela sucessão dentro do PSD que não será nada benéfica nem para os trofenses, nem para o município, e corremos o risco de perder oportunidades únicas de investimento.

 

Se for eleito, o que anseia concretizar durante o seu primeiro mandato, em prol do desenvolvimento da população e do concelho?

O nosso programa foi construído com base na nossa análise das necessidades da Trofa, mas também, com o contributo de muitos milhares de trofenses com quem temos contactado nas nossas visitas a todas as freguesias. É um programa com centenas de horas de pensamento e milhares de quilómetros percorridos nestes meses no contacto direto com os trofenses. Mas deixo três ideias que são para mim fundamentais. A primeira é que nos vamos comprometer com o que faremos pela Trofa nos primeiros 150 dias de mandato – são os 150 dias com Amadeu Dias. Quero que as pessoas saibam que estamos preparados para arrancar com energia e que nesses primeiros 150 dias nos comprometemos a endireitar a Trofa, a pôr o município nos eixos e a arrancar com um novo caminho. A segunda ideia está relacionada com a necessidade de todos os trofenses compreenderem como é gasto o dinheiro dos seus impostos pela Câmara Municipal: é a regra dos 3 euros. Em cada 3 euros de orçamento um será dedicado às famílias, outro euro será dedicado às empresas e ao emprego e o terceiro euro será dedicado aos investimentos na conservação e na resolução de problemas estruturais, como a manutenção da rede viária, a criação de espaços culturais e desportivos ou a dinamização urbanística de zonas que estão esquecidas e que permitirão à Trofa crescer de forma equilibrada e sustentável. A terceira ideia é a redução do custo de vida no concelho da Trofa. Vamos reduzir de imediato o IMI que se paga na Trofa. Reduziremos entre 10% a 15% a fatura de IMI aos Trofenses. É possível fazê-lo, é um compromisso que assumo, e que muito me agradará colocar em prática já no próximo mês de outubro.

 

Em caso de vitória, pode mencionar alguns projetos que serão implementados nas áreas da educação, saúde, desporto, cultura, ação social e ambiente?

O projeto que temos vindo a apresentar aos Trofenses tem o foco nas famílias, nas pessoas e nas empresas. Queremos uma Trofa onde viver não signifique por si só pagar mais. Precisamos urgentemente de ter qualidade de vida, para que a atração e fixação no concelho da Trofa seja uma realidade. Na Educação vamos reforçar a rede de creches no concelho e garantir a gratuitidade do ATL para as nossas crianças. No desporto vamos modernizar e requalificar os recintos desportivos, construir uma piscina municipal ao ar livre na Vila do Coronado juntamente com um complexo desportivo. Na ação social destaco a criação de um fundo municipal para garantir medicamentos aos que mais necessitam, vamos reforçar o apoio financeiro às IPSS. Queremos um concelho mais coeso, e por isso vamos aumentar significativamente as verbas distribuídas pelas juntas de freguesia, para que estas possam rapidamente resolver os problemas mais urgentes. No ambiente a aposta é em atingir rapidamente a neutralidade carbónica. Até 2025 queremos que 50% da frota de veículos municipal seja elétrica. Além disso, faremos da proximidade e da transparência uma marca desta equipa que quer elevar a Trofa para o patamar que merece.

 

Que equipamentos/infraestruturas acredita que enriqueceriam e proporcionariam melhor qualidade de vida na Trofa?

O concelho da Trofa ainda apresenta muitas carências no que a equipamentos e infraestruturas diz respeito. Vamos requalificar com urgência o Estradão militar que liga a Freguesia de Bougado (Lantemil) à Freguesia do Coronado (Seixinho e Mendões). Temos um objetivo muito definido: acabar com os caminhos de terra que ainda existem nas diferentes freguesias e vamos construir uma rede de passeios que permita ligar todos os lugares das freguesias. No desporto e na cultura precisamos rapidamente de construir um equipamento que permita que a Trofa receba grandes eventos, e ao mesmo tempo possibilite aos talentos Trofenses mostrarem o seu valor. Vamos avançar com a construção de um Multiusos, o Centro de Artes e Desportos da Trofa. Possibilitará a prática de modalidades coletivas e o acesso à cultura. Vamos igualmente modernizar os recintos desportivos e prolongar em mais 4km o Parque das Azenhas, dando mais sentido a um equipamento que parou há 8 anos, apesar das sucessivas promessas. Vamos avançar para a construção de um complexo desportivo e uma piscina municipal ao ar livre na Vila do Coronado, descentralizando o investimento. Vamos dotar as freguesias de mais espaços verdes e de lazer, através da construção de parques infantis e lazer nas oito freguesias, em articulação com as juntas. Vamos garantir que a rede de abastecimento de água pública será coberta a 100%, garantindo assim que todas as freguesias, e em particular Covelas, têm acesso a este bem essencial já nos próximos meses. Vamos criar um novo modelo de Canil Municipal, passando o existente para um Centro de Recolha, Reabilitação e Bem-Estar Animal, onde será criado um espaço temporário de alojamento para animais domésticos, a ser utilizado no período de férias. Continuaremos junto do Governo e da Área Metropolitana do Porto, num processo de diálogo e entendimento, a acompanhar os desenvolvimentos da variante à EN14 e a vinda do Metro até à Trofa. Estamos confiantes que no decorrer deste próximo mandato teremos as duas obras concretizadas no nosso concelho.

 

Relativamente ao projeto autárquico que lidera para este concelho, pode falar-nos sobre a equipa que o está a acompanhar ao longo deste desafio?

É uma equipa dinâmica, competente, preparada, e muito motivada para os desafios que enfrentaremos. Uma equipa de Trofenses genuínos que amam a Trofa e estão disponíveis para servir os Trofenses com humildade e com dedicação. É uma equipa que combina experiência, irreverência, ambição e muito inconformismo. Estamos prontos para trabalhar dia após dia em prol dos Trofenses com transparência e em proximidade. Queremos uma Câmara Municipal de portas abertas e disponível para os Trofenses.

 

Que mensagem gostaria de deixar à população?

Nós sabemos que os trofenses estão insatisfeitos e cansados de esperar. O que eu quero garantir a todos é que, comigo e com o PS, a Trofa sairá do imobilismo e, com todas e com todos os Trofenses vamos mesmo fazer uma Trofa de que todos nos orgulhemos. Este é o momento de virar a página e procurarmos concretizar os sonhos que nos levaram a Lisboa em 19 de novembro de 1998 buscar a nossa autonomia administrativa. Por último queria deixar uma palavra de esperança e mobilização para o próximo dia 26 de setembro. Não fiquem em casa. Votem nas equipas do PS e façam parte desta onde de mudança que o concelho da Trofa precisa.

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