Edith Eger nasceu na Hungria e era apenas uma adolescente quando foi enviada para Auschwitz, em 1944. Sobreviveu, hoje é psicóloga e tem uma clínica de psicologia em La Jolla, na Califórnia. Também trabalha na Universidade da Califórnia, em San Diego, e dá palestras por todo o mundo. Além de tudo isto, também trabalha como consultora para o exército e marinha dos EUA, em treino de resistência e tratamento de distúrbio de stresse pós-traumático. Edith Eger foi eleita Professora de Psicologia do Ano, em 1972, Mulher do Ano em El Paso, em 1978, e recebeu um Prémio Humanitário do Senado do Estado da Califórnia, em 1992.

Edith Eger é muita coisa, mas também é uma sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. No seu livro “O que aprendi em Auschwitz – 12 lições para mudar a sua vida”, começa por contar como se lembra de andar de estrela amarela ao peito, para ser identificada pelos nazis, e também se recorda de ser transportada para Auschwitz em carros de transporte de animais. Os pais morreram no dia em que chegaram ao campo de concentração e ela, nessa mesmo noite, teve de dançar para “o anjo da morte”. Situações e memórias que marcaram a vida de Edith e fizeram dela quem é hoje, e, acima de tudo, fizeram-na escolher o percurso que acabou por seguir, uma vez que se tornou psicóloga e escreveu livros de apoio para quem sofre de stress pós-traumático.

“O Que Aprendi em Auschwitz- 12 lições para mudar a sua vida”, é um dos seus mais recentes livros, lançado este verão, pela Edições Desassossego. Esta obra oferece ferramentas para ajudar qualquer pessoa a lidar com desafios universais como o medo, a tristeza, a solidão, entre outros.

Pode ler-se na sinopse: “Para Edith Eger, a pior prisão que experienciou não foi a dos campos de concentração, mas a que ela criou na sua mente. Todos nós enfrentamos o sofrimento, a tristeza, a perda, o desespero, o medo, a ansiedade e o falhanço. Mas também temos uma escolha: ceder e desistir face ao trauma ou dificuldades, ou viver cada momento como uma dádiva. Afinal, o que importa não é o que nos acontece, é o que escolhemos fazer com essa experiência. Neste guia, Edith Eger fornece-nos as ferramentas para nos ajudar a lidar com estes desafios universais. Acompanhadas de histórias da sua vida e das dos seus pacientes — e de questões provocadoras que nos fazem refletir —, estas lições poderosas vão ajudar a encontrar inspiração nos momentos mais tenebrosos e a descobrir a liberdade e a alegria de viver”.

No final dos capítulos, o leitor pode encontrar alguns pontos essenciais resumidos pela experiente autora, para “se libertar da vitimização”, “se libertar do ato de evitar”, “se libertar da falta de cuidado e atenção por si mesmo”, “se libertar de segredos”, “se libertar da culpa e da vergonha”, “se libertar da dor por resolver”, “se libertar da rigidez”, “se libertar do ressentimento”, “se libertar do medo paralisante”, “se libertar do juízo de valor”, “se libertar da ausência de esperança” e “pontos essenciais para perdoar”.

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