O Auditório do Fórum Trofa XXI foi o palco da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos para o quadriénio 2021-2025. A cerimónia decorreu no passado dia 17 de outubro, após a renovação do voto de confiança dos trofenses na coligação “Unidos pela Trofa”, e culminou com o juramento de honra de Sérgio Humberto que iniciou, assim, aquele que será o seu último mandato à frente dos destinos do concelho, que o viu nascer. Reforçando a ânsia de transformar a Trofa na “capital da região Norte do país”, o autarca fez um discurso baseado no presente, passado e futuro do município, que anseia que seja uma referência a nível nacional e internacional. Durante este ato de instalação realizou-se, ainda, a votação para a Mesa da Assembleia Municipal, que resultou na reeleição, por unanimidade, de Isabel Cruz, que vai assumir, novamente, a posição de presidente.

 

 

A cerimónia de tomada de posse dos titulares dos órgãos autárquicos do município da Trofa, para o quadriénio 2021-2015, aconteceu no passado dia 17 de outubro, no Auditório do Fórum Trofa XXI. O espaço estava repleto de convidados e amigos que exaltaram Sérgio Humberto, após o seu juramento de honra, para aquele que será o seu último mandato à frente dos destinos da Trofa. Assim, ao reeleito presidente da Câmara Municipal, pela coligação PPD/PSD.CDS-PP – Unidos pela Trofa, juntou-se um executivo composto por caras conhecidas por todos os trofenses. Antonio Azevedo foi reeleito vice-presidente da autarquia, enquanto Lina Ramos, Renato Pinto Ribeiro e Sérgio Araújo assumem, novamente, funções de vereação. Por parte do Partido Socialista, que representa a oposição, assumem funções de edilidade Amadeu Dias e Miguel Tato Diogo.

O ato de nomeação ficou concluído após a votação e instalação da Mesa da Assembleia Municipal. Assim, a coligação “Unidos pela Trofa” propôs Isabel Cruz para presidente, Carlos Sá Martins para 1º Secretário e Feliciano Dias de Castro para 2º Secretário. Esta foi a única lista apresentada e foi eleita por unanimidade.

Findos os momentos formais, chegou a ocasião das intervenções, que foi inaugurada por Sérgio Humberto, reeleito presidente da Câmara Municipal da Trofa. “Isto é o futuro da Trofa”, declarou o autarca, ressaltando que, contrariamente ao sucedido no passado, passou das palavras aos atos e cumpriu o que “ninguém, verdadeiramente, acreditava”, tornando, por exemplo, a Alameda da Estação, Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro e Parque das Azenhas uma realidade.

Defendendo que “um político deve estar na política por uma missão”, o edil aproveitou a ocasião para garantir que “vamos ter os Paços do Concelho no próximo ano e vamos ter, também, uma Praça envolvente ao edifício”.

Grato por ter a oportunidade de continuar a trabalhar em prol do município onde nasceu, estudou, cresceu, constituiu família e pretende continuar a viver, Sérgio Humberto recordou que a Trofa de há oito anos atrás nada tem a ver com a Trofa de hoje. “A Trofa que era a capital dos buracos, não pagava, era o segundo município mais endividado do país e não tinha programa, nem planeamento”, garantindo que “aquilo que, hoje, é a Trofa, é muito diferente daquilo que nós herdamos”, porque “não perdemos um minuto para colocar as mãos ao trabalho e é isso o que temos feito, nos últimos oito anos, à frente da Câmara Municipal, em coordenação com as juntas de freguesia”.

“A Trofa começou a pagar aos seus fornecedores, a ter obra, a apoiar as 132 associações e a não dificultar a vida aos empresários, que era uma coisa que acontecia”, explicou o autarca, asseverando que “isto é gestão, isto é planeamento, isto é estar na política com alma e coração, em prol do trabalho de todos” e sublinhando que “na Trofa o nosso foco primeiro são as pessoas e é para as pessoas que nós queremos trabalhar e trabalhamos todos os dias”.

Assumindo estar a trabalhar para que a Trofa seja a “capital da região Norte do País”, “um concelho exemplar, que atraia empresas, que tenha qualidade de vida, que tenha escolas profissionais e que quem cá esteja e, verdadeiramente, quem precisa tenha apoios sociais”, o presidente da Câmara Municipal destacou a importância de “trabalhar em conjunto com o tecido empresarial”.

Para o edil, a Trofa tem de ser “todo um novo mundo e com coesão municipal nas nossas oito freguesias, com áreas de lazer e parques infantis e com um dos maiores, ou dos melhores, parques escolares do país” e o futuro passa por apostar na educação, auxiliar as empresas, atrair investimento e proporcionar qualidade de vida, através da resolução e construção da Bacia Hidrográfica nas Pateiras, requalificação do Largo do Souto da Lagoa, alargamento de áreas empresariais, crescimento do Castro de Alvarelhos, que pode ser “a maior estação arqueológica da Península Ibérica”, construção da variante à Estrada Nacional 14, que “é uma das necessidades prementes”, assim como “nunca baixaremos os braços, na luta pelo metro, que são lutas que a Câmara Municipal tem de encabeçar”.

Salientando que com “trabalho, planeamento, dedicação, amor e paixão à nossa Trofa, nada é impossível”, Sérgio Humberto assegurou que vai trabalhar, todos os dias, durante os próximos quatro anos, em prol de todos.

“A Trofa feliz, ou infelizmente, não é nenhuma aldeia dos gauleses, apesar de nós termos uma poção mágica, que é a nossa força, motivação e o nosso orgulho pela Trofa”, enalteceu o autarca, afirmando que “se eu me considerava uma pessoa de centro-esquerda, hoje considero-me uma pessoa de centro-direita. Evolui, porque nós não queremos acabar com a classe média e com os ricos, nós queremos é que os pobres tenham mais dinheiro e queremos acabar com os pobres. E, portanto, isto é fácil. Se nós queremos ter sempre as horas certas, os ponteiros do relógio andam para a direita. Também nós, os meus avós, os meus pais dizem: «aquela é uma mulher às direitas», «aquele é um homem às direitas». Quando nós queremos construir alguma coisa, o parafuso aperta para a direita. Se nós queremos desconstruir, desaperta e é para a esquerda” e “nós precisamos de um país com contas às direitas”.

Com a vontade de “deixar algo pela minha terra”, o presidente da Câmara Municipal da Trofa referiu que “o nosso caminho é para a frente” e que “enquanto estiver na vida pública e na política, a coluna vertebral manter-se-á, sempre, direita”.

No final do seu discurso, Sérgio Humberto entregou três símbolos, que retratam 12 anos de dedicação a uma causa e a um sonho, a todos os trofenses, que foram representados pela Francisca, de quatro anos, Tomás, de oito anos, e Leonor, de 12 anos.

Por fim, foi Isabel Cruz, que reafirmou o cargo de presidente da Mesa da Assembleia Municipal da Trofa, quem encerrou a sessão, dirigindo-se ao edil reeleito e sustentando que “tu falaste ao coração dos trofenses e, por isso, és o presidente da Câmara”.

Explanando que tudo fará para respeitar a confiança depositada, sempre no respeito pela separação de poderes e priorizando os interesses da população, a presidente da Mesa da Assembleia Municipal relembrou que “a pandemia fechou as portas desta casa, mas não fechou a democracia. As assembleias municipais continuaram a ser feitas online e houve sempre espaço para a participação do público”, porque “é fundamental na democracia”.

“A Assembleia Municipal tem cumprido, com rigor, a sua missão, enquanto órgão representativo do concelho, enquanto parlamento local, ao fiscalizar a atividade da Câmara Municipal em todos os seus domínios e pronunciar e deliberar sobre os assuntos de interesse público”, evidenciou Isabel Cruz, adiantando que “o caminho traçado pela Assembleia Municipal, ao longo destes últimos oito anos de dignificação e construção de práticas de qualidade, destacando a proximidade do cidadão, através da descentralização das assembleias municipais, e a transparência e a responsabilidade, através da prática da transmissão direta das assembleias, projeta, para este mandato, um novo desafio”.

Apontando que o maior desafio deste mandato será “envolver os trofenses, os mais jovens e os menos jovens, no debate político, mostrando que os políticos não são todos os iguais. Escutar para melhor decidir. Vamos, assim, fomentar a participação e o envolvimento de todos”, a presidente da Assembleia Municipal da Trofa, revelou que anseia “que nunca nos falte a coragem para sonhar e a coragem para decidir. Mãos à obra, sempre unidos, pela Trofa”.

A cerimónia terminou com um momento especial, protagonizado pelo quinteto da Banda de Música da Trofa, durante o qual os presentes cantaram, em uníssono, o “Hino da Trofa”, elevando o concelho, através da voz e da canção: “eu sou da Trofa e a Trofa é minha/Eu sinto orgulho mais que ninguém/Ó linda Trofa, és a rainha/ De toda a terra que o douro tem”.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com