A STCP apresentou cinco novas viaturas totalmente elétricas, com autonomia de 250 km e zero emissões poluentes, que farão agora parte da frota da empresa. Este é mais um investimento da empresa que, desde 2018, tem em curso uma renovação da frota para a tornar mais ecológica. A cerimónia contou com a presença de Rui Moreira e João Pedro Matos Fernandes, entre outras personalidades.

 

 

A STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto conta, desde o passado dia 27 de novembro, com mais cinco autocarros 100% elétricos, dando por concluída a ação de renovação de frota, em curso desde abril de 2018 e tem como pressuposto garantir a crescente descarbonização da operação.

O evento de apresentação dos novos autocarros realizou-se no Museu do Carro Elétrico e contou com a presença do Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e do Secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro. Estiveram também presentes os representantes das autarquias acionistas da operadora, os presidentes do Porto e Gondomar, Rui Moreira e Marco Martins, respetivamente, os vice-presidentes de Matosinhos e Valongo, Carlos Mouta e Ana Maria Rodrigues, além de representantes do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes e os membros do Conselho de Administração da STCP, o presidente Manuel Queiró e os administradores Isabel Botelho Moniz e Rui Saraiva.

As novas viaturas garantem uma autonomia mínima de 250 Km e capacidade máxima de lotação de 90 passageiros por veículo, sendo totalmente acessíveis a pessoas de mobilidade reduzida. Estão equipadas com várias tecnologias “de ponta” no apoio à condução/segurança e utilizam materiais, de última geração, para redução de impacto ambiental.

A entrada em atividade destas cinco viaturas 100% elétricas, com zero emissões de poluentes, foram obtidas ao fabricante Zhongtong Bus (ZT Bus) ao abrigo do II aviso do PO SEUR e permitirão uma redução anual de cerca de 441 toneladas de CO2.

Manuel Queiró, presidente da STCP, afirma “tratar-se de mais uma conquista que irá beneficiar os passageiros e as populações envolventes, através da garantia da prestação de um serviço tecnologicamente mais avançado, seguro e confortável e que, ao mesmo tempo, diminui a sua pegada ambiental”.

O presidente adiantou ainda que pretendem continuar “com este tipo de aquisições”, esperando adquirir 76 viaturas 100% elétricas até 2023, alcançando um total de 156 viaturas em 2025, nuns expressivos 35% da frota totalmente elétrica. “Assumimos assim uma responsabilidade no futuro das cidades, e respondemos positivamente às metas estabelecidas pela União Europeia”, acrescentou.

Ao longo destes últimos quatro anos, e com um investimento global de cerca de 70M€, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto passa a deter um conjunto de 274 viaturas mais limpas, mais eficientes energética e economicamente (254 movidas a Gás Natural e 20 autocarros 100% elétricos). No total, 65% da frota da STCP foi alvo de substituição durante este espaço temporal.

Também Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, fez questão de lembrar que tudo isto só foi possível devido ao “esforço conjunto” de todos os municípios envolvidos na STCP. “O setor dos transportes é crucial no processo de descarbonização. Passados 11 meses de gestão intermunicipal, esta representa um exemplo de descentralização de competências muito virtuoso porque veio dotar os municípios de competências efetivas de decisão sem interromper o ciclo de investimento de manutenção da sua frota iniciado em 2018”, afirmou.

Para Rui Moreira, “o futuro passa pelo transporte público, partilhado e limpo” e agradeceu a João Pedro Matos Fernandes o facto de o próprio e o Governo onde está inserido terem apostado nesta área, permitindo “inverter a tendência”. “Investir no transporte público é a melhor forma que temos de redistribuir a riqueza entre os nossos cidadãos”, acrescentou o autarca.

Por sua vez, o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, recordou o facto de a STCP ter sido “a primeira empresa do país que apostou nos autocarros a gás natural”. “Por isso, é com satisfação que vejo este compromisso de redução de emissões de 40% até 2030. É absolutamente essencial num país que já reduziu as suas emissões em 32%, infelizmente, nos transportes, essas emissões até têm ligeiramente aumentado, sobretudo nos automóveis particulares. Por isso, temos mesmo de ser capazes de inverter esta tendência”.

João Pedro Matos Fernandes criticou ainda a comunicação social por utilizar imagens dos metros de Lisboa e do Porto no aumento de casos de Covid e afirmou mesmo que tal contribuiu para que as pessoas usassem menos. “É essencial voltarmos a utilizar o transporte coletivo. Estamos no bom caminho mas há um percurso muito grande a fazer. Mas é muito importante quando sabemos que esse bom caminho são as metas que temos, e a meta da STCP foi hoje aqui apresentada, atingir os 40% na redução de emissões até 2030 que é exatamente aquilo que o plano português propõe”, afirmou.

O ministro adiantou ainda que vão ser disponibilizados 48 milhões de euros só para as duas áreas metropolitanas, apenas para adquirir veículos elétricos ou a hidrogénio, considerando que “não só estas empresas estão no bom caminho como também o Governo está, na nossa opinião a dar o incentivo certo para que esta transformação se faça em prol de cidades mais descarbonizadas”.