O Wine & Music Valley é o primeiro festival de música português totalmente inspirado pelo vinho, foi produzido pela Better World, empresa responsável pela produção do festival Rock in Rio, e decorreu nos passados dias 14 e 15 de setembro, no Porto Comercial de Cambres, em Lamego, nas margens do rio Douro, com vista para o Peso da Régua.

As paisagens do Douro constituíram o cenário do festival Wine & Music Valley, que reuniu vinho, gastronomia e música, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do enoturismo na Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vinícola do mundo.

O festival foi certificado como Ecoevento pela Resinorte, em parceria com o Município de Lamego e teve como intuito promover a sensibilização e educação ambiental, através de medidas de proteção, sustentabilidade e mobilidade sustentável.

O Wine & Music Valley contemplou por três palcos, onde não faltaram experiências gastronómicas e vinícolas, assim como muita oferta musical.

O Douro Stage foi pisado, no passado dia 14, por Bryan Ferry, Mariza, António Zambujo, Salvador Sobral, Rui Vargas e DJ Vibe. Já no passado dia 15, contou com a atuação musical de Xutos & Pontapés, Seu Jorge, Wet Bed Gang e Carolina Deslandes.

No que respeita o Wine Stage, este recebeu, no passado dia 14, The Black Mamba, Omiri, Taina, Serushiô. Enquanto no passado dia 15, contou com a performance de HMB, Fogo Fogo, Bang Bang Romance e Xinobi & Anna Prior.

O Chef’s Stage ofereceu ao público momentos gastronómicos, entre live cooking shows, tertúlias e degustações, na presença, no passado dia 14, do crítico de vinho Luis Gutierrez, de José Gomez, de Fernando Alvim, e dos chefs Tiago Moutinho, Vítor Matos e Tiago Bonito e, no passado dia 15, dos chefs Pedro Pena Bastos, Rui Paula e Miguel Castro e Silva.

Manuel Osório, responsável pela organização do Wine & Music Valley, afirmou ao AUDIÊNCIA que “em primeiro lugar queremos passar uma mensagem para a comunidade, para a nossa região, que é onde nós vivemos, que é o que nós gostamos, que é a de que nós queremos desenvolver esta região, queremos ajudar nisso, queremos promovê-la, queremos dar a esta região o que ela merece e o que nós pensamos que ela merece. No fundo, pensamos que queremos que toda a gente ganhe com isto, queremos que a comunidade em geral, que a comunidade civil, que os produtores, as pessoas em geral, que toda a gente usufrua e toda a gente ganhe com este evento”, salientando que o principal intuito passou por “levar não só ao grande produtor que já é conhecido a nível internacional, mas ao pequeno produtor que nós conhecemos e que tem grandes vinhos, aos chefs da nossa região dar a conhecê-los ao mundo e dar a conhecê-los num ambiente edílico, num ambiente fantástico, à beira do Douro, com uma paisagem única, e dar-lhes tudo isso com as melhores músicas conjugadas com os melhores vinhos e a melhor gastronomia também”.

Ricardo Acto, vice-presidente da Better World, empresa responsável pela produção do festival Rock in Rio, sublinhou ao AUDIÊNCIA que “quando nós fomos procurados aceitamos o desafio de produzir o festival com o nosso know-how, quer do ponto de vista da organização, quer de comunicação. Contudo, a promoção do festival é de três empresários locais, nomeadamente Manuel Osório, Edgar Gouveia e Pedro Ribeiro. Nós aceitámos produzir o evento porque é uma região fantástica e entendemos que é uma região que tem potencial ainda de crescimento muito grande, juntando o entretenimento com aquilo que já é característico da região, os vinhos a paisagem, a gastronomia e a cultura”, enaltecendo que “o nosso compromisso é usar o festival como âncora de comunicação da região” e que “este não é um projeto para este ano, é um projeto a longo prazo, já afirmado para os próximos anos”.

Por sua vez, António Silva, vice-presidente da Câmara Municipal de Lamego, contou ao AUDIÊNCIA que “este é claramente um evento que extravasa as fronteiras de Lamego, extravasa as fronteiras do Douro, extravasa as fronteiras de Portugal”.

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