INCÊNDIOS NO NORDESTE DEIXARAM UM RASTO DE DESOLAÇÃO

Ninguém de boa fé, que tenha observado minimamente o ritmo avassalador e a destruição provocada pelos incêndios que nos últimos dias fustigaram os concelhos transmontanos de Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Mogadouro, poderá ter ficado indiferente à agonia emocional e ao rasto de destruição provocado pelas chamas agressivas e descontroladas, assim como pela angústia da população enquanto não foram neutralizadas.

A esse propósito, e logo que o cenário o permitiu, o presidente da Direcção dos Voluntários de Freixo de Espada à Cinta, professor Edgar Gata (os soldados da paz!), não deixou de manifestar o seu sentir, elogiando, para além da tenacidade dos populares também envolvidos, o mérito e a abnegação dos Bombeiros da corporação a que preside, por tudo o que fizeram, sem os quais o cenário de destruição seria certamente bastante mais desolador.

Nas breves palavras de reconhecimento que fez perante a tragédia a que nenhum dos habitantes ficou indiferente, Edgar Gata recordava desolado: «não vi com os meus próprios olhos, mas assimilo tudo o que me foi transmitido, porque os nossos lindos campos verdejantes ficaram pintados de negro e a vila de Freixo ficou quase irreconhecível ao levantarem as núvens de fumo que escondiam a dimensão da tragédia que nos deixou mais pobres».

Perante o exposto, os freixenistas na diáspora, entre os quais orgulhosamente me incluo, também não ficaram indiferentes às horas dramáticas que os seus conterrâneos tiveram de enfrentar na luta contra as labaredas, bem como ao mérito dos muitos voluntários e à solidariedade da própria população, sem cujo apoio o cenário seria certamente bastante mais desolador.