A primeira edição dos Prémios Açores de Mil Ilhas realizou-se no passado dia 25 de julho, no âmbito da comemoração do primeiro aniversário da Praça do Emigrante, na Ribeira Grande, e foi promovida pela AEAzores – Associação dos Emigrantes Açorianos, com o intuito de a distinguir personalidades e entidades públicas e privadas com raízes açorianas, radicadas no estrangeiro ou envolvidas no estudo e promoção do legado açoriano além-fronteiras.

 

 

A AEAzores – Associação dos Emigrantes Açorianos realizou a primeira edição dos Prémios Açores de Mil Ilhas, no âmbito da celebração do primeiro aniversário da Praça do Emigrante, na Ribeira Grande. Um evento que contou com a presença e participação de Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, José Andrade, Diretor Regional das Comunidades, Lisa Rice Madan, embaixadora do Canadá em Portugal, e representantes da Universidade dos Açores, assim como de entidades civis e militares.

Segundo Rui Faria, presidente da Associação dos Emigrantes Açorianos, os galardões foram criados para “distinguir personalidades e entidades públicas e privadas com raízes açorianas, radicadas no estrangeiro ou envolvidas no estudo e promoção do legado açoriano além-fronteiras”.

“A premiação que hoje iniciamos não é somente uma confirmação do valor dos homenageados, mas, também, um lembrete a todos os açorianos que, nos últimos anos, têm esquecido e menosprezado a importância que os nossos emigrantes continuam a ter na nossa sociedade açoriana. Assim, esta Associação tem a honra de atribuir os Prémios Açores de Mil Ilhas, àqueles que graças ao seu mérito, esforço e dedicação, não só difundiram o legado açoriano nos países de destino, mas, também, preservaram os seus laços socioculturais e históricos de geração em geração”, sublinhou o presidente da Associação dos Emigrantes Açorianos.

Assim, a AEAzores  agraciou quatro instituições, nomeadamente a MiratecArts, sediada na ilha do Pico, Açores; a PALCUS, nos EUA; o Núcleo de Estudos Açorianos, em Santa Catarina, no Brasil; e o Jornal a Voz de Portugal, em Montreal, no Canadá, e uma personalidade, mais especificamente o professor Onésimo Teotónio de Almeida, radicado nos EUA, com o Prémio Açores de Mil Ilhas.

Neste contexto, Terry Costa, fundador e presidente da MiratecArts, uma das entidades homenageadas, destacou a importância de “trabalhar em rede e a necessidade de mais investimento na cultura artística para que, quem venha daqui a centenas de anos, saiba que nós estivemos aqui”.

Após a entrega dos galardões a todos os homenageados, a embaixadora do Canadá em Portugal, Lisa Rice Madan, fez questão de “congratular todos os premiados da noite. Quero agradecer à Associação dos Emigrantes Açorianos por me incluir neste evento e quero estender os meus agradecimentos a todos vocês. Espero que, todos juntos, possamos manter os laços entre o Canadá e os Açores fortes e vibrantes”.

Também José Andrade, Diretor Regional das Comunidades, participou nesta cerimónia, sublinhando que “tenho a honra de representar o senhor vice-presidente do Governo dos Açores neste evento, que promete fazer história. Mais uma vez, a Associação dos Emigrantes Açorianos está de parabéns. Em primeiro lugar, por ter instituído o galardão Açores de Mil Ilhas, destinado a reconhecer, anualmente, o contributo relevante de instituições e personalidades, que servem e dignificam as nossas comunidades. Em segundo lugar, por ter escolhido para esta primeira edição, quatro instituições e uma personalidade com provas dadas ao serviço a açorianidade no Canadá, nos Estados Unidos da América, no Brasil e nos Açores”.

Para o Diretor Regional das Comunidades, “todos merecem as cinco distinções que foram atribuídas, tal como outras entidades merecem ser reconhecidas nos próximos anos. Mas, há um sexto galardão que deve ser atribuído, simbolicamente, aqui e agora. Permitam-me virar o feitiço contra o feiticeiro, como diria o nosso povo, e atribuir o sexto galardão Açores de Mil Ilhas à própria Associação dos Emigrantes Açorianos. Naturalmente que é uma atribuição imaginária e simbólica, mas é também sentida e significativa. Afinal, trata-se da primeira e única Associação, que envolve e valoriza as pessoas emigrantes regressadas, relacionadas com a diáspora açoriana. Desde a sua fundação, a 28 de outubro de 2010, cumpre uma missão notável e indispensável, seja como parceira do município da Ribeira Grande, na dinamização do Museu da Emigração Açoriana e na própria dinamização desta Praça do Emigrante, seja como parceira do Governo dos Açores, desenvolvendo iniciativas de interesse comum, com vantagem reconhecida para as nossas comunidades. Por isso, bem merece, também ela, uma palavra de reconhecimento e de agradecimento por ser o que é e fazer o que faz”.

Por fim, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, aproveitou a ocasião para congratular a “Associação dos Emigrantes Açorianos pelo feito, mas, acima de tudo, pela coragem que teve e, também, dizer-se que a cultura é segura. Numa altura em que as coisas estavam bastante obscuras para todos, agora, julgo que, também, é o momento para olharmos para a cultura de forma diferente, de forma segura, com os constrangimentos que temos de cumprir, mas não podemos ficar fechados e não fazer um novo normal”.

“Esperemos que, no próximo ano, possamos estar aqui a festejar o segundo aniversário da Praça do Emigrante com todos os eventos que estavam programados. Fica, aqui, o desafio, sempre numa parceria profícua que temos desenvolvido e que queremos continuar a desenvolver com a Associação dos Emigrantes Açorianos”, enalteceu o edil.

A comemoração do primeiro aniversário da Praça do Emigrante que contemplou a inauguração do Memorial ao Soldado Emigrante e a entrega da primeira edição dos Prémios Açores de Mil Ilhas, culminou com um concerto musical protagonizado pela artista açoriana Sara Cruz.

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