Dianja é Antonete Nunes, uma cantora jorgense de música popular portuguesa nascida em 1995 na freguesia de Santo Antão. Aos 21 anos migrou até Portugal continental (onde se mantém em Setúbal) para perseguir uma carreira na música. Em 2011 gravou o seu primeiro CD de ‘covers’ e em 2016 o primeiro registo discográfico de originais.

 

 

Como começou a paixão pela música?

A minha paixão pela música existe desde que me lembro de “ser gente”. Sempre gostei de cantar e de tudo o que envolva música: cantar, dançar e tocar clarinete (que aprendi na minha freguesia).

 

Quando soube que queria cantar profissionalmente?

A Dianja nasceu em 2011 com ajuda de um empresário da minha ilha o José Luís, foi ele quem me ensinou e ajudou a dar os primeiros passos como Dianja.

Sempre soube que queria algo mais só não sabia como poderia fazê-lo. Foi quando conheci o José que me ajudou nesse sentido, ensinando-me tudo o que precisava saber para conseguir dar um bom espetáculo.

 

Por que sítios atuou? Quais as atuações que melhor se recorda por algum motivo?

Já atuei em quase todas as ilhas dos Açores exceto Corvo, Santa Maria e Terceira. Por azar, este ano ria atuar na ilha Terceira e também em Santa Maria. Tinha lá espetáculos que ficaram adiados para o ano.

Agora faço mais espetáculos de Norte a Sul de Portugal continental, também tenho ido muito ao estrangeiro: fui várias vezes à Suíça, França, Alemanha, Luxemburgo e Canadá.

Todos os espetáculos para mim foram importantes e especiais e de cada lugar onde já passei ficaram boas recordações no meu coração.

 

Já esteve em São Miguel. Conte-nos essa experiência.

Sim, Já estive em São Miguel no ano passado a atuar no Nordeste, Achada. Foi uma festa bastante agradável, com um público animado e acolhedor.

 

Por que sentiu a necessidade de sair de São Jorge?

Senti a necessidade de sair para Portugal continental para conseguir progredir na minha carreira, porque por algumas vezes era contratada para cantar no Continente e devido ao preço das passagens tornava-se mais difícil para os empresários suportarem os custos.

 

Quando decidiu migrar?

Decidi viver no Continente em 2016 quando fui gravar o meu primeiro CD de originais com o produtor Jorge do Carmo e desde essa altura fiquei por Portugal continental. Também nessa altura comecei a participar nos programas de televisão na TVI e RTP. Tinha e tenho que estar no Continente para conseguir realizar tudo isto, claro que nunca deixando de ir à minha ilha.

 

Este está a ser um ano diferente, face à COVID-19. Mas cerca de quantos concertos faz por ano? Por onde costuma atuar?

Sim, este ano está a ser bastante diferente, quase que um filme de terror. Tinha muitas festas já agendadas e todas foram canceladas ou adiadas.

Faço cerca de 25 espetáculos por ano, mas acredito que se continuar a trabalhar consiga muito mais.

 

Também se sente prejudicada com esta pandemia?

Sim, sinto-me bastante prejudicada. Este ano seria o ano em que iria pisar terras diferentes e estava a divulgar o meu mais recente ‘single’ “Xalala”. Ficou tudo interrompido.

 

Vive apenas de música?

Sim, atualmente vivo apenas de música.

 

Qual o seu maior sonho?

O meu maior sonho é ter uma música de sucesso. Tenho esperança que sim. Irei gravar com um dos melhores produtores de Portugal, Ricardo Landum, e acredito muito nele.

 

Quais os desafios no seu futuro?

Meus desafios para o futuro são continuar nesta “guerra” deste mundo obscuro da música que muitos desconhecem. Parece ser um mar de rosas mas não é. Sou uma rapariga que veio dos Açores para o Continente em busca de um sonho, e que graças à sua luta por acaso tem conseguido alguma coisa, mas garanto que não é fácil. Um dos motivos é que hoje em dia “nasce” um cantor todos os dias, ou seja existe muita gente a cantar, mesmo aqueles que não cantam vão aos estúdios e os estúdios fazem milagres. Não deveria ser assim. Às vezes gostaria de ter nascido em outra altura, no tempo em que cantavam só aqueles que realmente sabiam cantar. Mas cá estou eu nesta guerra e acredito que vá vencer porque quem luta sempre alcança.

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