Fátima Rodrigues, apicultora barrosã na empresa “Aromas e Sabores de Pitões”, conquistou a medalha de bronze no XI Concurso Nacional de Mel, na classe de Mel Urze produzido em Modo de Produção Convencional.

 

 

A barrosã, Fátima Rodrigues, após a conquista no concurso que decorreu no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, arrecadou o primeiro prémio de melhor mel de urze, no parque termal de Pedras Salgadas, na Feira do Mel.

Em 2013, quando entrou no mundo da apicultura, Fátima Rodrigues desconhecia o quão fascinada iria ficar pelo hercúleo trabalho das abelhas e de tudo que as envolve. Antes, “tinha terror só de imaginar que podia tocar numa abelha”, afirma.

Colocou o medo na algibeira e avançou para uma aposta que lhe transformou a vida. O premiado mel de urze (retirado em julho) e o multifloral (extraído em setembro) são o regalo desta barrosã que vive em Pitões das Júnias, uma das mais belas e turísticas aldeias do município de Montalegre.

Tem sido uma evolução constante no trabalho desta apicultora. Hoje já responde pela manutenção de quatro apiários, o último erguido em 2018. No total são 250 colmeias e em cada uma habitam entre 40 e 60 mil abelhas.

Um enxame de cansaço que é correspondido com o prazer que nutre por tanto que tem recebido ao longo destes últimos oito anos. “Dá muito trabalho, mas gosto imenso do que faço. É aqui que me sinto bem”.

O retorno está na procura nacional e da vizinha Espanha. “Há muitos turistas espanhóis que gostam do mel. Aparecem em Pitões de forma propositada. Gostam da densidade do mel”, explica.

Fátima Rodrigues vê o trabalho como uma terapia, pois quando anda às voltas com as abelhas esquece tudo o resto. Longe do stress e do lufa-lufa diário, defende que elas são macias e inofensivas. A exceção está na descarada aproximação, aí exige uma vestimenta própria. De resto, só há coisas boas. Por exemplo, o mel tem um rol de trunfos assinaláveis como, combater as gripes e constipações, é anti-inflamatório, antibacteriano e antiviral.

Composto por 80% de urze, o mel premiado pode ser o passaporte para outros voos. Para já, estão mais de 1.500 frascos no mercado, um número que pode crescer.

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