Em cumprimento do respetivo regulamento, são hoje conhecidas a solução “oficial” da primeira prova do nosso torneio de decifração “Solução à Vista!” e as pontuações alcançadas pelos concorrentes que apresentaram os seus relatórios dentro dos prazos previstos.

Foram 33 os “detetives” que disseram “presente!” e apenas cinco deixaram pontos pelo caminho. Mas, nem para estes, nada está definitivamente perdido, porque a competição ainda agora começou e há muito caminho para fazer até chegar à meta final. Para já, o pódio é composto por três nomes que nos são familiares, com excelentes provas dadas no torneio de decifração realizado o ano passado, tendo no seu encalço um grosso pelotão de policiaristas de grandes recursos e cheios de vontade de tomar de assalto os lugares cimeiros da classificação. Está tudo em aberto, portanto!

Pelo caminho, até chegar à meta final do torneio, acontecerão com certeza alguns tropeções na tabela classificativa por via das escorregadelas nas armadilhas colocadas nos enunciados dos enigmas pelos seus autores, quer por parte dos concorrentes mais experimentados, quer por parte dos mais novatos nestas andanças policiárias, pelo que se aconselham leituras muito atentas dos textos submetidos a decifração. Todo o cuidado é pouco, porque por um ponto se ganha, por um ponto se perde, e muitas vezes perdem-se pontos por episódios de distração que levam ao cometimento de erros quase infantis.

Por outro lado, na elaboração das propostas de solução, convém não desvalorizar nenhum pormenor, por mais irrelevante que ele pareça, porque muitas vezes são esses pormenores que fazem a diferença e permitem a conquista pontos suplementares, quase sempre determinantes nas grandes vitórias.

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”

Solução da Prova nº. 1
“O Enforcamento do Vigilante”, de Daniel Gomes

O inspetor Macunaíma desvalorizou os depoimentos recolhidos durante as investigações, que poderiam indiciar a possibilidade de se estar perante um caso de homicídio, caso não fosse completamente impossível alguém ter estado na fábrica naquela tarde, no momento do enforcamento do vigilante Ventura Marques. As portas que comunicam com a dependência onde se encontrava o cadáver estavam todas chaveadas pelo interior, com as chaves na fechadura, sendo impossível a sua abertura pelo lado contrário, sem arrombamento, como se verificou nas várias tentativas feitas pela polícia na porta que comunica com o exterior. Por outro lado, o inspetor constatou, através das bandeiras das portas, feitas de vidro transparente, a ausência de quaisquer pessoas ou a inexistência de algo que pudesse estar de algum modo associado à morte do vigilante.

Face ao acima exposto, a morte de Ventura Marques, mesmo que esteja de alguma maneira relacionada com as suas alegadas más relações com o colega Jorge Cunha ou com o seu suposto envolvimento amoroso com uma tal funcionária da empresa de congelados, de seu nome Leninha, não se ficou a dever a um qualquer ajuste de contas ou discussão de desfecho trágico, por via de um desses casos. Não se está, por isso, na presença de um crime de homicídio. Aliás, muito antes de ouvir os depoimentos que desvendaram esses casos de reprovável relacionamento, já se fizera luz no cérebro do inspetor Macunaíma sobre a forma como ocorrera a morte do vigilante, o que deixou toda a gente espantada face à sua rapidez de raciocínio. E a verdade é que passara pouco mais de quinze minutos desde a chegada do consagrado inspetor ao local da ocorrência!…

Vejamos, então, como ocorreu a morte do vigilante Ventura Marques. Os agentes da PSP deslocados para o local depararam com o pobre homem preso pelo pescoço a uma corda amarrada na tubagem da água que passa junto ao teto e com os pés a cerca de meio metro do chão, já sem sinais de vida, chamando de imediato os serviços de emergência médica, que se limitaram a declarar o óbito e a comprovar que a morte fora devida a enforcamento. Só que no chão, alagado de água, não havia à vista nenhum objeto, um banco, uma cadeira, um caixote, nada em que o infeliz Ventura Marques se pudesse ter empoleirado para cometer aquele seu desesperado ato. Mas o que passou despercebido aos olhos dos agentes da PSP, não escapou ao privilegiado cérebro e capacidade de raciocínio do inspetor Macunaíma: o chão alagado de água significava que o vigilante usara um cubo de gelo com 50 cm de altura para cometer o suicídio.

Pontuação e Classificação (após a 1ª. Prova)

O pelotão do torneio “Solução à Vista!” é constituído no seu arranque por 33 concorrentes, treze dos quais participam pela primeira vez nas competições organizadas pela nossa secção. Entre os “detetives” que marcam presença no torneio, destacamos seis sérios candidatos à vitória final: Daniel Falcão, Detetive Jeremias, Rigor Mortis, Bernie Leceiro, Airam Semog e Abrótea, que carregam um historial de grande relevo na prática da modalidade. Para já, três deles conquistaram os pontos especiais que lhes garantem lugar no pódio:

1º. Detetive Jeremias: 13 pontos;
2º. Daniel Falcão: 12 pontos;
3º. Bernie Leceiro: 11 pontos;
4ºs. Abrótea, Arc. Anjo, Ariam Semog, Beira Rio, Bigode, Carlota Joaquina, Charadista, Chico de Laborim, Detetive Bruno, Haka Crimes, Holmes, Gomes, Inspetor Guimarães, Inspetor Madeira, Inspetor Mucaba, Madame Eclética, Ma(r)ta Hari, Martelo, Necas, Pena Cova, Rigor Mortis, Santinho da Ladeira, Solidário, Talismã e Zé de Mafamude: 10 pontos;
29ºs. Broa de Avintes, Chico da Afurada e Vitinho: 9 pontos;
32º. Mascarilha: 8 pontos;
33º. Bota Abaixo: 7 pontos.

TORNEIO “MÃOS À ESCRITA!”

As avaliações feitas pelos 33 solucionistas e pelo orientador da secção ao enigma “O Enforcamento do Vigilante”, de Daniel Gomes, concorrente aos prémios em disputa no torneio de produção policiária “Mãos à Escrita!”, resultaram na seguinte pontuação média final: 6,80 pontos.

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