A equipa do Basket Clube de Gaia está de parabéns por conseguir ter chegado à final da Final Four do Campeonato Nacional em Cadeira de Rodas, prova que se realizou entre 17 e 18 de julho no Pavilhão de Lamaçães, em Braga, e que acabou por ser vencida pela APD Braga, ao vencer a equipa gaiense por 60-48.

 

 

As quatro melhores equipas que disputaram o campeonato Nacional em cadeira de rodas (APD-Braga- Basket clube de Gaia- APD-Leiria e APD-Sintra) disputaram a final Four que decorreu no pavilhão de Lamaçães em Braga.

A APD-Braga sagrou-se pentacampeã nacional ao vencer na final a equipa de Gaia por 60-48.

Os comandados de Pedro Bártolo, treinador- jogador estiveram em grande nesta final four depois de já terem estado na final da Taça de Portugal com a APD- Braga que é uma potência no Basquetebol em Portugal.

Para atingir a final do campeonato a equipa Gaiense venceu a formação da APD Leiria por 46-44. Num jogo de grande emoção pois foi disputado ate aos últimos segundos. Ao intervalo a APD-Leiria vencia por 23-21.

A equipa de Gaia somou a sua segunda vitoria nesta final four após vencer a sua congénere de Sintra por 76-67.

Destaque para o trabalho extraordinário feito pelo treinador da equipa Gaiense, Basket Clube de Gaia, Pedro Bártolo, jogador com carreira internacional na Espanha e Itália e jogador da seleção nacional.  No primeiro ano que a sua equipa joga no escalão maior do basquetebol em cadeira de rodas em Portugal alcança estes resultados. Muitos parabéns e que não falte os apoios tão necessários nesta modalidade.

 

 

 

Treinador- jogador Pedro Bértolo da equipa Basket Clube de Gaia

Em jeito de balanço desta brilhante época…

 

A competir na 1ª Divisão Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas a primeira vez, sonhava alcançar a final da taça de Portugal e ser vice-campeão-campeão, derrotando grandes equipas de Portugal?

Sinceramente, não. Sei do potencial dos meus atletas, bem como da capacidade de trabalho da equipa técnica, mas no desporto não se operam milagres. Requer tempo, dedicação e sacrifício. No entanto, sabíamos que se conseguíssemos assimilar alguns princípios básicos da modalidade, somado à nossa elevada carga de treino, iríamos ultrapassar parte das equipas, mais cedo ou mais tarde. Muito menos expectável era, com baixas de dois atletas nos últimos dois meses da época, chegar a uma Final 4 e roçar o sonho de vencer o campeonato. Quanto à final da Taça, o mérito não foi tanto, pois para chegarmos lá, batemos uma equipa mais modesta nos quartos de final e encontrámos uma APD Sintra muito desfalcada nas meias-finais.

 

Qual será a meta a atingir na próxima época?

Claramente disputar todos os títulos e tentar participar nas provas europeias de clubes, algo que requer mais apoios, pois depende apenas da nossa inscrição na fase preliminar mais baixa (funciona por ranking).

 

Quais são os apoios que a equipa de Basquetebol que representa gaia ao mais alto nível têm? O que falta acontecer?

A Câmara Municipal de Gaia e a Junta de Freguesia de Grijó e Sermonde têm sido incansáveis. Além disso, temos os patrocínios da Total Mobility e da Tsimetria. Mas não basta. Precisamos de equipar mais 4 atletas com cadeiras para o ano. Só aí estão potenciais 15 a 20 mil euros. Excluindo taxas de inscrição, apoio à deslocação dos jogadores que vêm de muito longe treinar, manutenção das cadeiras, etc. E para ir à Europa precisamos de mais grandes empresas do nosso lado.

 

Qual é a mensagem que concede a todos os Gaienses?

Espero que num cenário pós-pandemia não se inibam de assistir a uma das modalidades mais espetaculares em absoluto (considerando desporto convencional e Paralímpico). Vão ficar conquistados!

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