O Fundo Central das Nações Unidas para Resposta a Emergências, CERF, distribuiu em 2010 cerca de 345 milhões de euros em ajuda humanitária, no entanto, embora os problemas tenham aumentado consideravelmente em 2017, a verba utilizada foi sensivelmente a mesma, pois não ultrapassou os 374,1 milhões de euros, manifestamente reduzida para os fins em vista.

Este Fundo, destinado a intervir em situações de urgência para ajuda a pessoas atingidas por desastres naturais e conflitos armados, encontra-se neste momento em fase de grande necessidade de angariar a médio prazo, nada mais, nada menos do que 18 mil milhões de euros para fazer face aos problemas actuais, nomeadamente no Continente Africano a braços com calamidades como secas contínuas, mas, muito mais problemas, derivados de graves situações resultantes de guerras entre facções rivais, ingerência e invasão, fomentadas pelo imperialismo activo em países, tais como, Somália, Sudão, Etiópia, Nigéria, República Centro Africana e Uganda, onde a fome, deslocamento e fuga de populações inteiras que conseguem evitar a morte a grande custo, representam o pão nosso de cada dia para os naturais.

Entretanto, a administração norte americana, na sua governação errática e até, por vezes, delirante, pela voz do presidente do País que, arrogante e boçalmente ofendeu nos últimos dias os países africanos e outros, declarou que iria retirar os Estados Unidos do pacto da ONU que visa melhorar a gestão de migrantes e refugiados por ser «incompatível» com a sua política, ou seja, deixa de apoiar aqueles que são vítimas dessa mesma política.

Em Setembro de 2016, os 193 membros da Assembleia Geral da ONU, adoptaram por unanimidade a chamada «Declaração de Nova Iorque» para os refugiados e migrantes, que visa melhorar a gestão internacional, acolhimento e apoio no regresso aos movimentos de refugiados e migrantes, que, como sabemos, resultam maioritariamente dos conflitos armados existentes, derivados sobretudo da contínua ingerência dos Estados Unidos e seus comparsas da União Europeia, via NATO, em vários países globalmente identificados.

Noutra zona do globo, em elevado clima de confrontação, a República Popular Democrática da Coreia e a República da Coreia realizaram na passada terça-feira, dia 9, a primeira reunião de alto nível em dois anos, concretizando propostas sobre temas de interesse mútuo.

O diálogo começou na aldeia fronteiriça de Panmunjom, na zona desmilitarizada, centrando-se na participação da RPDC nas Olimpíadas de Inverno 2018, que decorrerão em Fevereiro, em PyeongChang, na República da Coreia do Sul, mas não só de desporto olímpico se falou, pois foram abordadas outras questões bilaterais.

Na sequência deste encontro de enorme importância, tanto para a Península da Coreia, como para o mundo, Pyongyang e Seul decidiram reabrir uma linha telefónica directa para assuntos militares e este restabelecimento do diálogo foi acolhido com satisfação pela Federação Russa e pela China, que apelaram à comunidade internacional para apoiar o reinício dos contactos bilaterais, uma decisão positiva, tendo em vista uma solução negociada e pacífica da crise na Península Coreana.

Nesta conformidade, os exercícios militares entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que são realizados há anos e constituem um dos principais focos de tensão e provocação contra a Coreia do Norte, ficam suspensos, situação que, a avaliar pelas declarações em tom crespado da embaixadora dos Estados Unidos na ONU, senhora Nikki Haley, que desvalorizou os passos positivos agora alcançados, indicia desagrado das entidades governamentais norte americanas que assim acumulam mais uma derrota diplomática, em contraste com a posição de outros países que têm desenvolvido esforços para a Paz na região.

Outro País que está a viver sérios problemas sociais é o Irão, cujo orçamento demonstra aumento considerável de preços de bens essenciais, face às ameaças dos Estados Unidos de anularem o Acordo Nuclear existente e provocarem o desvio de verbas para a área militar, assim contribuindo para mais um foco de tensão, com a ajuda da Arábia Saudita e Israel.

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