Cristina Maria inaugurou, no dia 24 de julho, a sua exposição “ComTradições”, na Casa do Bacalhau. Numa pequena cerimónia intimista, a artista fez uma pequena visita guiada pelas suas obras, falando das mesmas e dos materiais usados, e cantando fado, aliando assim os dois amores da sua vida: a escultura e o fado.

 

A Casa do Bacalhau recebeu a exposição “ComTradições” da escultora Cristina Maria. A inauguração aconteceu no dia 24 de julho, e contou com a presença de Paulo Mendes, Vereador da Cultura de Ponta Delgada e Ricardo Tavares, Diretor Regional da Cultura dos Açores em representação do presidente do Governo Regional. A simbiose perfeita entre a arte da escultura e a arte do fado, mostram assim a diversidade artística de Cristina Maria.

A fadista e escultora contou ao Jornal AUDIÊNCIA que a exposição “ComTradições” é uma continuação da exposição do ano passado, intitulada “Saudade”. O nome da exposição deste ano vai de encontro ao que a escultora quer passar ao público com a sua obra, os temas tradicionais dos Açores. “Quanto maior é a minha ligação à ilha, e já estou ligada à ilha há 21 anos, e o meu contacto com o basalto, achei por bem abordar outras temáticas tradicionais dos Açores, como é o caso da Mulher do Capote, do Divino Espírito Santo, entre outras”, explicou a artista. Para que a ligação entre os dois amores da sua vida da artista fosse ainda mais evidente, as esculturas seguem a temática do fado. “Há uma marca muito forte sempre de peças dedicadas ao fado, como a guitarra portuguesa, a guitarra clássica e a viola da terra, mais uma das tradições dos Açores, que é um instrumento tradicional de cá”, explicou.

Paulo Mendes, vereador da Cultura de Ponta Delgada, não poupou elogios à iniciativa, afirmando que “no contexto particularmente difícil que todos estamos a ultrapassar, e principalmente a área da cultura, a vossa capacidade de resistência, de reinvenção, são absolutamente notáveis”, referindo-se ao facto da Casa do Bacalhau estar a apostar na cultura, na arte e na música, mesmo em tempos de pandemia. O autarca ainda deixou a nota de que o poder público político está atento ao que se passa e não vai deixar que a cultura saia ainda mais prejudicada com a situação atual, admitindo que “a nossa salvação enquanto sociedade, neste momento difícil, não tenho a menor duvida, está na cultura, no sentido de repescar aquilo que é a nossa identidade enquanto povo”.

O vereador agradeceu o contributo de Cristina Maria ao concelho e deixou ainda uma palavra de esperança e coragem à Casa do Bacalhau, por compreender que tem sido de uma força sobrenatural manter uma casa aberta na situação atual.

Ricardo Tavares, Diretor Regional da Cultura dos Açores, que esteve presente em representação do presidente do Governo Regional, foi curto na palavras, elogiando a artista pela sua arte, tanto vocal como plástica, e admitindo que esta está alinhada com os objetivos no Governo, uma vez que faz “um casamento entre a cultura tradicional e a arte contemporânea”.

A inauguração manteve uma linha intimista, com a artista a fazer uma pequena visita guiada aos presentes, falando um pouco sobre cada obra, os materiais usados e a sua história, enquanto ia cantando o fado, fazendo assim, segundo as palavras da própria fadista, “a união das duas artes que são a minha vida, a escultura e o fado”.

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