Fernando Barbosa venceu as eleições do CDS-PP para a Distrital do Porto, que decorreram a 16 de junho, em oposição a Cecília Meireles, candidata apoiada por Assunção Cristas.

O presidente da Distrital do Porto do CDS-PP falou, em conversa com o AUDIÊNCIA, sobre os seus projetos e ambições para esta comissão do partido.

O que o levou a entrar em divergência com a vontade da Nacional do CDS-PP, considerando que Cecília Meireles foi o nome indicado para encabeçar a lista da coligação com o PSD em Gaia para a Assembleia Municipal?
Eu sempre disse na minha campanha e toda a gente sabe disso, que eu não tenho nada contra a Cecília Meireles e que a acho uma boa parlamentar. Eu, na altura, não queria ser candidato. A ideia surgiu de um grupo composto por seis presidentes concelhios, nomeadamente de Amarante, da Trofa, de Felgueiras, de Gondomar, de Gaia, de Vila do Conde, que no momento da mudança de presidente abandonou o grupo, e de uma parte do Porto. Eu comprometi-me com este grupo e disse aos presidentes concelhios que estava disponível para colaborar para a mudança, independentemente do candidato que fosse selecionado, na medida em que ajudava e apoiava qualquer candidato que fosse proposto. Entretanto, numa das reuniões que nós fizemos próxima da altura das eleições para a Distrital, decidimos que íamos avançar com uma candidatura e eu afirmei que não estava disponível e que tínhamos de arranjar um candidato entre nós. Acontece que, na semana seguinte, nós voltamos a reunir-nos e o meu espanto quando perguntei quem é que achavam que devia ser o candidato foi terem-me dito que já tinham decidido e que eu era o selecionado e assim foi, mas eu fui o candidato com a condição de que tínhamos de nos manter unidos até ao fim. Então, nós fizemos um pacto em como eu, Fernando Barbosa, não tomo posição nenhuma de desistir ou não sem falarmos entre nós, sendo que qualquer decisão tinha de passar, pelo menos nesta fase inicial, pelo grupo dos presidentes concelhios e assim foi. Eu posso sublinhar que para meu espanto, os presidentes concelhios foram firmes como uma rocha e levaram a palavra deles até ao fim. Isto sucedeu-se antes de eu saber que a Cecília se ia candidatar à Distrital e na época eu já dizia que a única pessoa que tinham como candidata forte à Distrital era a Cecília, porque, na minha opinião, ela era a única pessoa que tinha condições para avançar com uma candidatura. Entretanto eu tive uma conversa prévia com a Cecília, antes de ela se candidatar, na qual eu lhe disse para não o fazer porque ia perder e depois seria mau para ela gerir essa derrota, uma vez que podia ter repercussões políticas para o futuro dela, mas eu posso afirmar-lhe que a Cecília estava plenamente confiante de que ia ganhar e eu estava confiante de que ela ia perder e foi o que aconteceu. Todavia, a Cecília continuou a avançar com a candidatura dela porque estavam convencidos de que eu ia desistir. Posteriormente, eu tive algumas reuniões com a presidente do partido e ela fez aquilo que eu faria se estivesse no lugar dela, na medida em que me pediu para termos em atenção o que íamos fazer e disse-nos para não entrarmos em esquemas de política baixa, para sermos cordiais e fazermos as coisas corretamente. No entanto, a primeira reunião foi realizada com o intuito de tentar perceber se não existiam condições para fundirmos as listas e eu disse que não existiam condições para isso, porque tinha feito um acordo com seis pessoas e disse que isso só poderia acontecer se nos juntássemos, uma vez que eu tinha dado a minha palavra, e disse que se as outras seis pessoas se sentassem naquela mesa e dissessem para fundirmos as listas que aceitava, não ficava chateado e fazia-se a fusão das listas. Essa reunião também existiu com as seis pessoas, e essas seis pessoas foram à reunião, falaram o que tinham a falar e disseram que iam pensar, mas passados dois ou três dias afirmaram que não aceitavam a fusão e que íamos continuar com a candidatura e foi aí que começamos a fazer o ato eleitoral. Eu ganhei as eleições e sou, atualmente, presidente da Distrital do Porto do CDS-PP.

Na sua opinião, o que terá conduzido à sua vitória?
Toda a gente sabe que a Cecília Meireles teve o apoio da máquina do partido e eu fui colocado completamente à margem da máquina, isto é, a máquina do partido queria que a Cecília ganhasse e então a Cecília teve tudo nas mãos dela e teve um presidente de uma mesa, que estava a gerir o ato eleitoral, completamente ao lado dela, que fez coisas que não se admite em política, como por exemplo, não me dar os cadernos eleitorais e de mos facultar antes três dias das eleições, o que me impossibilitava de saber os militantes do distrito todo. A minha sorte é que como eu já estou há muitos anos na Distrital já sei onde é que estão os militantes, sei onde é que estão os presidentes concelhios e alguns dos presidentes concelhios que estavam comigo já tinham os cadernos eleitorais das suas concelhias, porque se eu não tivesse estes seis comigo, que foram a base da vitória, eu não tinha hipótese. Posteriormente, passaram as eleições para a sede de Gaia, quando as eleições eram sempre em Olival e quando eu digo que eram em Olival, não eram por eu ser de Olival, mas sim porque a maioria dos militantes do CDS-PP estão concentrados em Olival, Crestuma, Lever, Sandim, Avintes e Pedroso, ou seja, 90% dos militantes estão ali e Olival fica no meio dessas seis freguesias e é o melhor sítio para as pessoas votarem. Acontece que, ao colocarem aqui a mesa, as pessoas daquelas freguesias não tinham transporte para poderem vir cá votar, caso contrário tinham votado mais pessoas. Eu, no limite, sugeri duas mesas, uma sede e outra em Olival, mas o que é mais grave é que o presidente da mesa disse há dois anos que a sede não tinha condições para se realizar um ato eleitoral e que tinha de ser em Olival e passados dois anos faz exatamente o contrário e notou-se que foi tendencioso da parte dele. Depois de perderem, para justificarem a derrota, disseram que eu ganhei porque fiz batota e quando eu digo batota estou-me a referir aos 20 militantes que eram, simultaneamente, militantes do PSD e do CDS-PP e, neste seguimento, abriram um processo muito engraçado acerca disso. Em primeiro lugar, eu posso afirmar que estes militantes nem eram do meu tempo e em segundo lugar, eu não sei se as pessoas se filiam a dois partidos ou até a três, porque tanto eu não tenho os cadernos do PSD como o PSD não tem os cadernos do CDS-PP e se sabiam de antemão que existiam estes 20 militantes não sei qual foi a razão de os terem deixado votar. Eu venci por mais de 300 votos, mas vencia por muito mais, porque anteciparam um mês as eleições propositadamente para os 170 militantes que eu tinha não poderem votar, a JP também tinha 180 militantes e à última da hora não os deixaram votar, aliás não votaram os FTDC, nem votou a JP. Eu posso afirmar que a minha vitória foi limpa e que eles é que fizeram batota, pois tentaram boicotar tuto e depois vieram com aquele esquema para tentar denegrir a minha imagem.

O Fernando Barbosa é um dos mais antigos militantes do CDS-PP em Vila Nova de Gaia, onde já desempenhou diversos cargos. O que vai fazer para contribuir para o crescimento do partido no distrito do Porto e no país?
Ao contribuir para o distrito do Porto já estou a contribuir para o país e agora é importante dar tudo para fazer crescer o partido. Portanto, o que eu pretendo com a Distrital é fazer aquilo que eu já dizia há muito tempo que tinha de ser feito. Como eu lhe disse anteriormente, eu tenho uma quota-parte de culpa do passado, tal como a Cecília. Eu, quando era vice-presidente da Distrital, dava as minhas opiniões, mas não era o presidente e não tomava as decisões. O CDS-PP precisa de organizar as concelhias, precisa de núcleos em condições, precisa de informaticamente partilhar a informação e precisa de estar presente nas Assembleias Municipais e nas Assembleias de Freguesia. No que respeita as coligações, eu acredito que o CDS só as deve fazer se estas forem realmente bem-feitas, porque o CDS também tem de ter poder e tem de ter uma voz ativa dentro do poder, caso contrário não vale a pena haver uma coligação, porque para as coisas funcionarem tem de haver lugares, o resto é conversa. A premissa principal é, a meu ver, o programa eleitoral e eu acredito que as concelhias e que o CDS-PP, a nível do distrito, tem de ter um programa, porque nós não podemos fazer política sem dizermos o que queremos para as nossas concelhias, pelo que o meu primeiro objetivo é que todas as concelhias façam um programa eleitoral como se fossemos sozinhos às próximas autárquicas, porque, assim, se formos sozinhos já temos o programa pronto e se não formos sozinhos já temos um programa para negociar com o PSD até chegarmos a um acordo, pois este é que é o princípio de uma coligação sadia. Eu sou apologista de coligações bem-feitas, porque quando entro num projeto tem de ser para fazer alguma coisa. Eu pretendo informatizar a Distrital, para que esta tenha um sistema em rede que lhe, inclusivamente, permita que o CDS esteja interligado à Assembleia da República, porque a Distrital tem de “beber” informação da Assembleia da República e nós com informação somos mais fortes e fazemos muito mais política. Nós tentamos sempre escolher os nossos melhores e depois de o fazermos temos de os preparar e, neste seguimento, nós temos como objetivo acompanhar os eleitos, dar apoio aos presidentes concelhios, partilhar a dita informação e fazer um programa eleitoral. Eu posso dizer-lhe que se conseguir fazer isto já me sinto um homem feliz. Eu entendo que o primeiro grande passo está dado, mas sem prepararmos a montante estes pormenores, que são grandes, não vamos a lado nenhum.

Há, a nível nacional, uma tentativa muito forte do CDS-PP em ultrapassar o PSD. As autárquicas em Lisboa parecem ter feito pensar que tal é possível, ainda para mais agora com o Aliança a fazer estragos nos social-democratas. O que tem a dizer sobre este assunto?
A ambição de qualquer partido é ganhar as eleições, não é ultrapassar o PSD, nem o PS. O CSD-PP, no meu entender, não como presidente da Distrital do Porto, mas como Fernando Barbosa, tem de ir sempre com o objetivo de ganhar. O CDS não tem nada contra o PSD, porque o PSD é o nosso parceiro de coligação e é o nosso aliado natural, portanto, não temos de nos preocupar, no fundo, com o PSD. Eu já referi anteriormente que quando faço sociedades é para as cumprir e respeito-as, como tal, se o PSD é um aliado natural eu não vou “dar facadas” nem no PSD, nem noutro aliado qualquer, porque nós temos é de nos respeitar e se a política for feita com lealdade, respeito e ética, depois é o povo quem decide qual é o partido que vai ter mais votos. Por isso, o objetivo aqui não é ultrapassarmos o PSD, mas termos o maior número possível de votos e crescermos o mais que conseguirmos. Eu estou convencido de que as maiorias absolutas estão a dissolve-se e de que vamos começar a ter votações e resultados mais equilibrados, sendo que se isso acontecer tanto pode ganhar um como pode ganhar outro. Eu acho que o António Costa provocou, com esta brincadeira da “geringonça”, uma grande mudança no aspeto político, mas, agora, se isto vai pegar ou não eu não sei. Contudo, eu estou confiante de que agora acabou, na minha opinião, o problema do voto útil à esquerda ou à direita, porque com esta nova fórmula legal que eles arranjaram de já não ser quem ganha quem vai para o Governo, mas quem tem mais deputados, as pessoas que são do CDS ou de outro partido já não precisam de votar ou no PS ou no PSD e podem votar no partido no qual entendem que devem votar, no qual acreditam e no qual se identificam, porque não são os votos que contam, mas sim o somatório dos deputados, ou seja, as pessoas a partir deste esquema da “gerigonça” já não têm de se preocupar se tem de ganhar o PS ou o PSD, atenção que não quer dizer que o resultado seja o mesmo, mas o voto útil acabou. Eu acredito que isto foi uma reviravolta enorme e penso que ao ser uma reviravolta enorme que os votos vão-se espalhar mais, o que vai fazer com que o PSD e o PS percam muito, porque já não vai existir tanta concentração de votos, como acontecia anteriormente e, por isso, vai ser mais difícil para o PS e para o PSD atingirem uma maioria absoluta. Neste contexto, eu acho que, daqui para a frente, os votos vão estar muito mais dispersos.

O Fernando Barbosa foi um dos elementos que esteve ao lado de Luís Filipe Menezes. Como vê os cinco anos de gestão de Eduardo Vítor Rodrigues na Câmara Municipal de Gaia?
Relativamente ao Eduardo Vítor Rodrigues eu posso dizer que se eu fosse presidente de Câmara não funcionaria assim. Eu entendo que a Câmara Municipal de Gaia tem funcionado normalmente, como qualquer Câmara tem de funcionar, só que eu trabalharia de forma diferente. A Câmara Municipal de Gaia é um livro aberto isento a tudo e depois não tem receita. Eu não estou contra as isenções e já o disse muitas vezes, mas estou contra algumas isenções e existem determinadas empresas que eu não isentaria, por exemplo eu não isentaria as empresas que não criam postos de trabalho e se eu fosse presidente de Câmara seria mais criterioso na aplicação de isenções de taxas no mundo empresarial, na medida em que exigiria que as empresas me fornecessem o número de funcionários que tinham desde há um ou dois anos até à atualidade, para eu verificar se, no final do ano o número global de funcionários tinha aumentado ou não. Eu posso dizer-lhe que se fosse presidente de Câmara não isentaria tantas empresas de taxas, mas ele está no direito de o fazer, porque é ele o presidente. Eu acho que os investimentos na Câmara Municipal de Gaia pararam redondamente e penso que o maior erro foi um homem que foi presidente de Junta ter cortado o dinheiro às Juntas de Freguesia da forma como cortou. O Luís Filipe Menezes podia ter muitos defeitos, mas dava dinheiro às Freguesias, fora os protocolos que criava, e o Eduardo Vítor Rodrigues passou aquilo para menos de metade, para ter os presidentes de Junta na mão dele e isso é negativo. Eu se fosse presidente de Câmara ficava para a história, porque é preciso ter coragem para distribuir poder. Um presidente de Junta passa atestados, gere cemitérios, entre muitas outras coisas, e faz aquilo que nenhuma Câmara faz que é uma política de proximidade. Eu fui presidente de Junta e não me importava de voltar a ser, porque um presidente de Junta está mais próximo das pessoas, é muitas vezes um conselheiro e é esse o grande papel do presidente de Junta. Eu não percebo porque é que eu tenho de vir a Gaia, perder meio dia de trabalho e pagar parquímetro, para levantar uma licença ou pagar uma taxa na Câmara Municipal, quando podia fazê-lo, através de um terminal, numa Junta de Freguesia, não entendo também porque é que eu não posso consultar um processo de urbanismo na Junta de Freguesia. Eu acredito que existem muitos serviços, que a Câmara Municipal tem, que podiam ser prestados numa Junta de Freguesia e que a autarquia não precisava de criar lojas do cidadão quando podia transformar as Juntas de Freguesia em mini lojas do cidadão, porque é preciso gerir recursos e não gerir apenas para ganhar eleições. Eu acho que o Eduardo Vítor Rodrigues não pode dizer que não tem dinheiro, quando tem dinheiro para umas coisas e podia optar por outras que podiam fazer mais falta, mas questão aqui é a opção política e se esta opção política perdurar é porque o povo assim quer. A Câmara Municipal de Gaia não estava tecnicamente falida, mas é verdade que tinha uma dívida grande e um défice pequeno, todavia, quando o Luís Filipe Menezes saiu da Câmara Municipal de Gaia, o dinheiro arrecadado era o suficiente para se ir pagando a dívida, portanto o Eduardo Vítor teve sempre dinheiro para assumir os seus compromissos, caso contrário a Câmara estava falida. A única coisa que eu tenho a dizer sobre esta Câmara é que se eu fosse presidente não a governava assim e teria uma forma de governar completamente diferente e mais criteriosa.

Neste seguimento, posso depreender que o Fernando Barbosa é um possível candidato à Câmara Municipal de Gaia nas próximas eleições autárquicas?
Eu não digo isso. Se eu tiver de o ser sou, mas se eu encontrar uma pessoa melhor é essa pessoa que se candidata. Eu não sou candidato por vaidade, eu pondero sempre, peso sempre os prós e os contras e até posso nem ser a pessoa indicada para o momento, contudo se eu for a pessoa indicada para o momento eu não tenho medo de ir a eleições, porque eu já fui muitas vezes e já dei provas de que não tenho medo. Aliás, eu espero que existam muitos possíveis candidatos nas próximas eleições e que muitas pessoas se disponibilizem para o ser, tal como aconteceu nas últimas eleições. Se eu vou ser candidato ou não, só no próprio momento é que saberei, porque eu não gosto de falar antes do tempo e, neste momento, vou estar focado nas eleições europeias e nas eleições legislativas, pelo que só quando sairmos das legislativas é que eu vou começar a pensar nas autárquicas. Contudo, nós temos de ter primeiro um exército e quando eu digo exército falo em soldados, para reunirmos o mínimo de condições, porque se o partido estiver organizado e tiver o mínimo de condições, não vão faltar pessoas a disponibilizar-se, mas se o partido não estiver organizado, ninguém quer ser candidato, porque o candidato quando chegar tem de saber que já existe mais ou menos um programa, que ele depois pode moldar à imagem dele, tem de saber que tem soldados e tem de ter o mínimo de requisitos para se candidatar. Uma coisa é certa, o CDS-PP em Gaia se tiver de ir sozinho terá candidato de certeza e se tiver de ser eu, serei eu. Eu vou tentar arranjar um candidato, mas se não existirem candidatos serei eu e se o partido entender logo que eu sou o candidato e que não temos de procurar eu não vou dizer que não, porque tal como na vida, na política também temos de esperar pelo momento certo. Eu não estou aqui com a ambição de ser candidato à Câmara Municipal, pois eu gosto da política para servir. Eu posso dizer-lhe que estou sempre disponível para servir o partido e quando ele precisar de mim, lá estarei seja para o que for.

No que respeita a Área Metropolitana do Porto, na sua opinião, o que vai mal e o que melhorou com a estratégia de Eduardo Vítor Rodrigues, presidente do Conselho Metropolitano do Porto?
O Eduardo Vítor Rodrigues é o presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CMdP) e tenho orgulho por ele ser de Vila Nova de Gaia e ser o presidente do CMdP, mas, no geral, não me sinto muito preparado para responder a esta questão. No que respeita a descentralização, eu posso dizer-lhe que sou regionalista, no entanto, sou contra a regionalização, neste momento, porque eu quero uma regionalização feita de baixo para cima e não de cima para baixo e quando eu refiro de cima para baixo eu digo que não quero que se crie um mini governo no Norte. Eu sei que o Eduardo Vítor Rodrigues tomou a decisão que tomou no que respeita a descentralização e eu, no lugar dele, fazia o mesmo, porque não sou contra ele entender que tem de haver um pacote financeiro e que têm de existir condições para se assumir o que ele vai assumir.

BI:
Fernando Barbosa tem 56 anos é natural de Crestuma, reside em Olival e é licenciado em Relações Internacionais. O presidente da Distrital do Porto do CDS-PP ingressou no mundo da política aos 14 anos de idade, mais especificamente na Juventude Centrista, por influência do seu tio António Barbosa. Fernando Barbosa foi empresário e presidente da Junta de Freguesia de Olival, mas no final do primeiro mandato passou a dedicar-se exclusivamente à política.

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