Depois de dois anos em que o evento não se concretizou, o Festival da Cereja regressou a Seixezelo, entre os dias 26 e 29 de maio. O Parque das Corgas recebeu grandes nomes da música local e nacional, mas o verdadeiro sucesso prendeu-se às barraquinhas das diferentes associações locais, e a meteorologia ajudou à festa. Filipe Silva Lopes garantiu que a iniciativa foi, como sempre, um sucesso e enalteceu o trabalho de toda a equipa da Junta de Freguesia que esteve presente ao longo dos quatro dias no recinto.

 

 

O Festival da Cereja regressou ao Parque das Corgas, em Seixezelo, entre os dias 26 e 29 de maio, depois de dois anos de interregno, forçados pela pandemia da Covid-19 que assolou o país e o mundo.

No dia da abertura do recinto, a população pôde assistir à atuação da Banda 3D, enquanto que no dia seguinte, 27 de maio, foi a vez dos TEKOS subirem ao palco do Festival da Cereja. Durante o fim de semana a programação foi mais recheada. No sábado, dia 28 de maio, após a abertura do recinto, os Mareantes do Rio Douro abrilhantaram a festa, enquanto que a tarde teve direito a um torneio de sueca. À noite, os visitantes puderam celebrar ao som do DJ Manassas, seguido de uma atuação do Grupo Coral da Academia Sénior de Pedroso e Seixezelo, tendo sido no final da noite que subiu ao palco Adelaide Ferreira, enorme nome da música portuguesa. No último dia do Festival, 29 de maio, a manhã começou com uma aula de zumba, dada pela professora Marta Sá, seguida de uma Caminhada Solidária, cuja receita revertia para os refugiados ucranianos. Durante a tarde aconteceu o já tradicional Concurso de Sobremesas e o Festival de Folclore, que contou com a participação do Rancho Folclórico e Cultural de Nossa Senhora do Monte e da Associação Recreativa As Lavradeiras de Pedroso. Para a noite ficou reservada a atuação da Associação de Dança e Cultura “The Movement”. O Festival da Cereja terminou com a Noite de Comédia, protagonizada por João Seabra, e o espetáculo de fogo de artificio.

Além do vasto programa musical e cultural, o Festival da Cereja teve como grande estrela, todos os dias, as barraquinhas que juntaram à mesa milhares de pessoas. “Eu acho que mais do que o cartaz, o sucesso deste evento prende-se com duas questões: as barraquinhas, uma vez cada barraquinha, cada coletividade traz o seu público alvo, e, depois, o São Pedro, que tem um papel importante, e este ano sim, tivemos a sorte de apanhar quatro dias bons, três dias de muito calor e hoje [domingo] não tanto calor, mas agradável para estar num evento destes, e tem estado praticamente cheio todos os dias (…) as pessoas estavam há dois anos em casa e, apesar de ainda estarmos em período de pandemia, a população precisa destes momentos e tinha saudades”, disse Filipe Silva Lopes, presidente da União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo, que ainda lembrou o quanto esta iniciativa é um “balão de oxigénio financeiro” para algumas coletividades.

O autarca destacou o facto do programa conciliar grandes nomes da música portuguesa, com nomes da terra. “Enquanto poder local temos de perceber que muitos dos cantores locais tiveram dois anos parados, devemos dar-lhes um sinal, já o fazíamos antes da pandemia, mas, claramente, agora, ainda mais essa obrigação temos (…) Acho que depois de dois anos de Covid, e de agora ligarmos a televisão e vermos a guerra a entrar pelas nossas casas dentro, ninguém perceberia se tivéssemos aqui um cartaz com bastantes milhares de euros gastos. O tempo não é para isso, o tempo é para convívio, para mostrar um sinal claro de que queremos apostar nas pessoas e nas coletividades da terra, e poder proporcionar estes momentos agradáveis para todas as pessoas”, evidenciou.

Um dos diferenciais do Festival da Cereja é a barraquinha permanente da Junta, que, inclusive, vende eventos personalizados com o logo do evento, mas, mais importante que isso, é a presença assídua dos membros do executivo e funcionários da autarquia. “Temos ouvido pelas barraquinhas, que isto é uma diferença que apanham em relação a outros festivais, porque sabem que têm aqui a organização, sabem que o presidente ou algum membro do executivo está sempre aqui. Eu tento estar aqui o evento todo, só saí hoje para ir a uma missa e procissão que houve na freguesia, mas estou aqui praticamente o horário todo de funcionamento do evento, e as pessoas sentem esse conforto e esse aconchego de saber que se alguma coisa correr menos bem, alguma dúvida, alguma incerteza, têm sempre aqui alguém para responder. Agora, isto só é possível com uma equipa de profissionais da Junta de Freguesia que vestem a camisola e fazem deste evento o sucesso que ele é”, disse, em forma de elogio, Filipe Silva Lopes.

O balanço, esse, foi francamente positivo, e, segundo o autarca, visível em cada dia. “Todos os dias passamos pelas barraquinhas no final, perto das duas da manhã, e é um misto de cansaço, mas uma cara de satisfação pelo sentimento de dever cumprido e de resultados alcançados, porque é para isso que eles também cá estão”, referiu sobre as coletividades. Já sobre os visitantes, o edil garantiu que a felicidade está, até, estampada nas caras. ““Vamos ouvindo e vamos vendo a cara e a satisfação das pessoas, por isso, sim, claramente, o feedback é extremamente positivo”, concluiu.

Segue-se, agora, outra das atividades âncora da União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo: a Festa do Caneco. Também este certame conta com a presença de coletividades de Pedroso, nomes musicais da terra, como por exemplo Os Solitários e Daniel Fernandes, e nomes da música reconhecidos a nível nacional, como é o caso de Marcus e Romana. O evento terá lugar no Complexo Desportivo de Pedroso, junto ao Estádio Jorge Sampaio, entre os dias 7 e 12 de junho.