O Marques – Casa das Francesinhas fica em Crestuma, tem uma esplanada em forma de barco virada para o rio Douro e a francesinha, como o próprio nome indica, é a rainha da casa. O molho e a qualidade dos produtos são o verdadeiro segredo para aquela que a júri do concurso considerou “uma potencial vencedora do concurso”.

 

 

O caminho pela descoberta da melhor francesinha continua e desta vez a paragem foi em Crestuma, n’O Marques. Carlos Ribeiro e Márcia Barbosa trabalhavam na restauração, por conta de outrem, quando há cinco anos surgiu a possibilidade de abrir o seu próprio negócio e agarraram a oportunidade com unhas e dentes.

Ao lado d’O Marques pode ler-se Casa das Francesinhas, ou não fosse esta a rainha da casa. Quando Carlos e Márcia decidiram abrir o negócio, começaram logo a aperfeiçoar o molho. “Tentei fazer o melhor molho possível e foi ele [Carlos] que foi provando e avaliando até que houve um que ele gostou e apostamos na francesinha”, contou Márcia Barbosa. O molho. Afinal de contas, esse é o verdadeiro segredo para uma boa francesinha, confessaram os proprietários, ainda que digam que a qualidade dos outros produtos é igualmente importante. “Toda a gente diz que o segredo é o molho. A verdade é que se o molho não prestar, tudo o resto não presta, mas eu sou da opinião que o que está lá dentro também tem de ter qualidade. O conjunto é que vale por si, não é só o molho”, esclareceu Carlos Ribeiro.

A pandemia veio prejudicar muito a restauração, no entanto, Carlos e Márcia não baixaram os braços e confessam que foi nesta altura de confinamento, com o take away, e, principalmente, com as entregas ao domicílio que angariaram muitos novos clientes. “Conseguimos dar-nos a conhecer mais porque fazíamos entregas. Como estamos numa zona onde não há entregas de Uber Eats, por exemplo, acabamos por ter muita adesão”, contou Carlos e Márcia acrescentou que “muita gente acabou por experimentar nessa altura e agora vêm cá”.

Além da francesinha, o casal ainda enalteceu outras iguarias da casa, como o cachorro, servido com o mesmo molho que a francesinha e os seus hambúrgueres, com especial ênfase no hambúrguer de alheira.

Mas O Marques tem outra bela especificidade que faz com que os seus clientes apreciem ainda mais a bela francesinha: a vista. O estabelecimento tem uma esplanada em forma de barco virada para o rio, que faz as delícias de quem os visita, principalmente durante o verão. “Muita gente passa e acha que isto é um monumento local. Foi desenhado e construído por mim. Eu quando falei com a APDL para colocar aqui uma esplanada, a primeira resposta foi logo não. Quando apresentei o projeto, que era o barco, disseram logo que sim”, contou Carlos sobre a esplanada que é uma autêntica montra para o Douro.

É a primeira vez que o estabelecimento participa no concurso do Jornal AUDIÊNCIA, e fazem-no, sobretudo, pela visibilidade e publicidade ao espaço. “Nós já éramos para ter participado outras vezes. Em 2019 aconteceu-me uma situação de saúde que tivemos de ultrapassar, em 2020 veio a pandemia, 2021 é quase um ano zero, decidimos publicitar o espaço”, contou Carlos. No entanto, a ambição é ganhar e ambos acreditam que têm a francesinha e o molho certo para isso. “A opinião das pessoas tem sido boa, quem vem cá e experimenta tem gostado, isso dá-nos confiança”, acrescentou Márcia Barbosa.

Manuela Bulcão, júri do concurso, ficou apaixonada pela vista que O Marques oferece na hora de degustar a francesinha, no entanto, também não poupou elogios à francesinha e ao molho, terminando dizendo que “é muito boa e, sem dúvida, uma potencial vencedora deste concurso”.

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