Há muitos anos que os produtores com explorações na zona das Gramas, na Ribeirinha, ansiavam por obras no caminho agrícola. Os desejos foram realizados no dia 12 de agosto, com a inauguração do novo Caminho Agrícola dos Pachãs, que consistiu na pavimentação da via já existente, bem como na construção de valetas e de um sumidouro. Esta obra teve um custo de mais de 120 mil euros e Hernâni Costa, presidente do Instituto Regional do Ordenamento Agrário (IROA), assumiu que se tratou de um investimento para ajudar à redução dos custos de produção da agricultura açoriana.

 

 

Foi no passado dia 12 de agosto que foi inaugurado o Caminho Agrícola dos Pachãs, nas Gramas, freguesia da Ribeirinha, na Ribeira Grande. Na cerimónia oficial da inauguração marcou presença o secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, António Ventura, o presidente do Instituto Regional do Ordenamento Agrário (IROA), Hernâni Costa, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, e o presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, Marco Furtado.

Este era uma obra há muito ansiada pela população daquela região. “Eu conheço bem esse caminho porque sou natural das Gramas, o meu pai era natural das Gramas e o meu avô também. Eu ainda não tinha nascido, há 40 e tal anos, e já se falava nesse caminho”, constatou o presidente da Ribeirinha, que ainda reforçou que este era “um investimento extremamente necessário”.

A obra foi executada pelo IROA, S.A., contemplou 700 metros de caminho, vai beneficiar 96 hectares, com 15 explorações agrícolas diferentes e 40 parcelas de terreno, e custou mais de 120 mil euros. “Insere-se na política que o IROA tem tido de beneficiar as acessibilidades dos agricultores às suas explorações, no sentido de colmatar os aumentos dos custos de produção que se tem verificado em todo o mundo, e em especial aqui na Europa. Os agricultores necessitam que se faça este tipo de intervenção que permita baixar esses custos de produção. Com boas acessibilidades, os agricultores poupam nos combustíveis fosseis, na manutenção das viaturas, nos transportes de mercadorias, tudo isso é uma política integrada de redução de custos de produção, portanto, é esse o papel que a IROA, S.A. tem tido, não só aqui, mas ao longo de todas as nove ilhas dos Açores, seja na acessibilidade, nos sistemas de abastecimento de água ou na eletrificação agrícola”, explicou Hernâni Costa, presidente do Instituto Regional do Ordenamento Agrário.

Além da pavimentação, a obra consistiu ainda na construção de valetas e de um sumidouro, algo que contribui, segundo Hernâni Costa, para a durabilidade do caminho. “Não estamos a fazer obras para três, quatro ou cinco anos, mas sim para que daqui a 30 ou 40 anos os caminhos ainda estejam em condições e transitáveis aos agricultores”, referiu o presidente do IROA. Também Marco Furtado lembrou que “houve situações onde os produtores do final da rua, quiseram aceder à sua exploração e não conseguiram, agora, finalmente têm condições”. “Os agricultores estão extremamente contentes”, destacou o autarca, deixando claro que os mais de 120 mil euros gastos, foram, na verdade “muito bem empregues e são um investimento no futuro”.

Além de beneficiar os produtores que têm já as suas explorações nas Gramas, o novo Caminho Agrícola das Pachãs vem, também, abrir a localidade ao turismo. “É mais um caminho para quem quiser conhecer a zona, e tem uma vista maravilhosa lá no topo sob a Ribeirinha e parte da Ribeira Grande”, afirmou Marco Furtado. Também Hernâni Costa viu essa potencialidade, referindo que “estes caminhos têm como primeiro objeto os agricultores, mas, hoje em dia, acabam por ser muito importantes para os moradores e para os turistas”.

Além disso, o arranjo do espaço pode servir de chamariz para que mais produtores possam escolher as Gramas. “No futuro, podem até aparecer novos produtores que queiram agora instalar-se naquela zona, visto que os acessos são muito melhores. Foi um investimento, disso não tenho a menor dúvida”, referiu o presidente da Ribeirinha. Essa é, exatamente, a intenção do IROA, garantiu o presidente do Instituto. “O nosso objetivo é sempre esse, que os agricultores possam integrar-se em zonas onde essas infraestruturas de ordenamento agrário estejam presentes, porque, hoje em dia, uma exploração agrícola tem muito mais hipóteses de vingar se tiver água, um acesso digno e eletrificação da exploração”, referiu, lembrando que é nessas três áreas que o IROA tem trabalhado, para modernizar a agricultura açoriana, levando os agricultores a terem melhores condições, para conquistarem maior sucesso e rentabilidade.

Por fim, Hernâni Costa, salientou que o IROA, S.A. tem a decorrer, neste momento, “40 empreitadas, nas nove ilhas dos Açores, seja de eletrificação, de abastecimento de água ou de pavimentação de caminhos agrícolas”. Além disso, o presidente do Instituto fez questão de salientar que no último ano e meio, desde que a nova administração tomou posse, o IROA já candidatou “a Fundos Comunitários, empreitadas no valor de seis milhões de euros”, deixando claro que esses números demonstram o trabalho árduo e permanente que tem sido feito.