A Fábrica de Biscoitos Doceneves, mais conhecida por Joneves, foi fundada em 1978 pelos irmãos Serafim e José Neves e hoje está nas mãos da segunda geração, que é constituída por Vítor Neves, Ana Neves e José das Neves e que produz mais de duas dezenas de variedades de biscoitos e pastelaria tradicionais.

A Joneves confeciona biscoitos tradicionais há mais de 40 anos. Vítor Neves, sócio-gerente da Fábrica de Biscoitos Doceneves, contou ao AUDIÊNCIA que “a empresa foi fundada pelo meu pai e pelo meu padrinho, Serafim e António Neves, dois irmãos. É uma empresa que vem de família, tendo eles aprendido o ofício desde pequenos. Eu já trabalhava aqui quando eles se reformaram e agora estou a seguir os passos deles juntamente com dois primos, que são meus sócios, Ana Neves e José das Neves e são filhos do meu padrinho”.

A Fábrica de Biscoitos Doceneves confeciona, essencialmente, biscoitos regionais, “que se faziam antigamente em Valongo. É tudo feito à mão, de maneira tradicional e com muita qualidade. Temos receitas com mais de 100 anos, que ainda são originais e muito antigas, embora tenhamos também melhorado algumas massas. No total nós temos cerca de 22 referências, entre as quais barquinhos, coquinhos, cacos, seminaristas, fidalguinhos, sonhos e doce branco. Nós fazemos umas mais do que outras, como é o caso dos cacos, dos seminaristas e dos fidalguinhos, e o que tem mais saída é confecionado todos os dias. O processo de produção passa pela preparação das massas, pela moldagem, pela cozedura e pelo embalamento”, explicou o sócio-gerente, enaltecendo que “nós trabalhamos para o pequeno comércio” e que “na zona do Grande Porto nós já somos bastante conhecidos. Nós não estamos na distribuição, pois nunca tivemos essa necessidade”.

A Joneves também marcou presença na EXPOVAL, mostra de atividades económicas do concelho de Valongo, que teve lugar de 4 a 8 de setembro, no Parque Urbano de Ermesinde.

No que concerne esta participação, António Cândido Paupério, marido de Ana Neves, sócia-gerente da empresa, e responsável pela área comercial, afirmou ao AUDIÊNCIA que “a presença da Joneves na EXPOVAL é, de facto, uma presença importante, no ponto de vista daquilo que é o tecido empresarial do concelho de Valongo. Sendo certo que eu penso que a organização da EXPOVAL terá que repensar um bocadinho o modelo, porque fica aquém daquilo que é a expectativa para o tecido empresarial. A EXPOVAL está-se a transformar, não vou obviamente dizer se para melhor ou para pior, mas o conceito da exposição para mostra daquilo que é o tecido empresarial do concelho está aquém daquilo que é expectável”, sublinhando que “tem que se retomar aquilo o que é a essência da própria exposição, que é haver um espaço privilegiado para expositores empresariais, onde de facto possam divulgar aquilo que são todos os seus produtos, depois pode haver, e em nada me oponho contra isso, um espaço onde possam estar representados os empresários cuja rentabilidade é imediata e, portanto, possa ser feita uma aposta diferente, e depois pode haver, de facto, uma parte lúdica, uma parte mais de espetáculo e uma parte mais popular, que de facto também traga pessoas ao espaço. Como sabem a EXPOVAL é sempre feita em Ermesinde e, portanto, há que também desfrutar um bocado deste espaço. Contudo, há que não descurar a parte empresarial e aquilo que é de facto o nobel da exposição que é trazer pessoas de fora que, de facto, potenciem negócio empresarial”.

“A nossa presença aqui é para criar uma relação institucional com outros empresários, no sentido de criar aqui algumas parcerias”, ressaltou António Cândido Paupério, destacando que, “do ponto de vista da presença, do ponto de vista da visibilidade da marca, as expectativas serão, seguramente, positivas, mas do ponto de vista do objeto, daquilo que é a nossa expectativa, que era criar relações, que era potenciar negócio, vai ficar muito aquém daquilo que é a nossa expectativa”.

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