MOB + é um meio de transporte de proximidade gratuito. A União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo já tem este serviço em funcionamento com o objetivo de chegar onde a rede de transporte público (autocarro) não chega. O MOB+ tem de ser requisitado com 24h de antecedência e prevê destinos como a junta de freguesia, os correios, o centro de saúde e as paragens de autocarros que permitem que as pessoas se desloquem até ao hospital. A carrinha foi comparticipada pela Câmara Municipal de Gaia mas os custos associados, como motorista e manutenções, são suportados pela junta de freguesia.

 

 

Foi a 26 de novembro que a União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo começou a usufruir do MOB+. Este modelo de transporte de proximidade gratuito chegou a esta união de freguesias depois de já existir em Grijó e Sermonde e em Mafamude e Vilar do Paraíso. Trata-se de uma carrinha de transporte porta a porta, que pretende ser a solução para a população que vive em ruas onde o transporte público convencional (autocarro) não chega.

A carrinha foi adquirida na totalidade pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, ficando os custos de manutenção e o motorista a cargo da União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo. Eduardo Vítor Rodrigues garantiu que após um ano do projeto serão revistos os gastos e feito um balanço, até porque o edil gaiense está convencido que, em breve, uma carrinha será pouco para a união de freguesias em questão.

Aquando da apresentação da carrinha, Filipe Lopes, presidente da União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo referiu que foram definidas quatro destinos para o MOB+: deslocações à junta de freguesia, aos correios, ao centro de saúde e às paragens de autocarro que permitem que as pessoas se desloquem para os hospitais. As marcações devem ser feitas, no mínimo, com 24 horas de antecedência, e as mesmas podem ser realizadas por telefone (227 842 106 ou 919 102 529) ou por email (geral@pedroso-seixezelo.pt). Eduardo Vítor Rodrigues, que marcou presença na freguesia de Pedroso no dia da primeira viagem da carrinha MOB+, também deixou claro que não se tratava de um transporte para uma franja da população socioeconomicamente desfavorecida, mas sim uma ferramenta para colmatar as falhas do sistema de transportes público existente.

José Valente e Orquídea Resende Leite, ambos alunos da Academia Sénior, foram os primeiros a usufruir do serviço. Um precisava de ir aos correios, outro fazer umas questões aos serviços da junta, viram a informação deste transporte nas redes sociais e não hesitaram em experimentar.

Avintes, Canidelo e Madalena serão as próximas freguesias a contar com o serviço MOB+, adiantou Eduardo Vítor Rodrigues, que ainda enalteceu o facto de que, assim, serão seis a funcionar até dezembro, o que equivale a metade do concelho com o MOB+ em vigor, num espaço de meio ano.

 

Mobilidade dentro da junta

O momento da apresentação da carrinha dedicada ao projeto MOB+ acabou por ir muito além da simples viatura. Ambos os autarcas aproveitaram o momento para enaltecer as obras que estão a acontecer dentro do edifício da junta de freguesia e que vão permitir um melhor acesso e mobilidade no seu interior. “Quem está preocupado com a mobilidade dos seus cidadãos com menor capacidade de mobilidade interna à freguesia, também está preocupado com a mobilidade dos cidadãos e a participação dos mesmos, que, por alguma, razão vêm ou querem vir a uma assembleia de freguesia ou uma reunião de junta, e não conseguem subir a escadaria para lá chegar”, referiu Eduardo Vítor Rodrigues que ainda enalteceu a sensibilidade que Filipe Lopes e a sua equipa estavam a demonstrar com a instalação de um elevador no edifício da junta.

 

Mobilidade em Gaia

Se o MOB+ foi uma parceria importante entre a Câmara Municipal de Gaia e as juntas de freguesia que aderiram, no que diz respeito à mobilidade de proximidade, Eduardo Vítor Rodrigues aproveitou o momento para falar de outras questões de mobilidade que estão a ser tratadas como prioridade no município.

O presidente defende o modelo de ferrovia moderna entre Porto e Vigo e acredita que esta será fundamental para uma valorização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e do Porto de Leixões. As novas linhas de metro são outra realidade apontada pelo autarca gaiense, que referiu, por exemplo, a construção da nova ponte que irá servir, exclusivamente, o metro, e que irá desanuviar a sobrecarga da linha amarela, sobrecarga essa que já existe, mas que Eduardo Vítor prevê que vá ser ainda maior quando se iniciarem as obras da ligação de Santo Ovídeo ao hospital.

Um dos assuntos em que o presidente mais se alongou na questão da mobilidade, foi na melhoria da rede de transporte público em Vila Nova de Gaia, questão que diz ser importante “na cidade moderna que queremos ser”. “A qualidade dos autocarros, o cumprimento dos horários, a qualidade do serviço, as frequências, a discrepância entre o que está no site e o que está a ser feito no terreno”, são alguns dos problemas que Eduardo Vítor Rodrigues apontou e que espera ver resolvido, em grande parte, com a concessão deste serviço de transporte público. A maioria dos autocarros que circulam hoje nas estradas vão para a sucata, segundo o presidente, e os novos terão motor euro 3 e uma das cláusulas impostas para as empresas que ganharem a concessão, é que os motoristas contratados já pertencessem a empresas pré-existentes, isto para garantir a proteção dos trabalhadores.

A estas soluções, juntam-se um modelo de metrobus, uma opção com a mesma rapidez e conforto do metro, mas sem o investimento brutal da infraestrutura de carris. A zona da 222 será uma das que usufruirá deste serviço e também haverá uma ligação Santo Ovídeo-Carvalhos. A questão da Rua da Bélgica (Canidelo), que o presidente da Câmara Municipal de Gaia, classifica como um dos casos mais complexos de mobilidade do concelho, está a ser estudada, mas o autarca antecipa uma solução em túnel como a única possível.

 

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