A marca Moda Carla nasceu, em plena pandemia, fruto de uma enorme paixão de Carla Matos pelo vestuário, calçado e acessórios. A loja foi lançada em maio de 2020, nas redes sociais, mas o sucesso alcançado com a conquista de mais de 10 mil seguidores no Facebook, contribuiu para a abertura da primeira loja física, em outubro do ano transato, em Grijó, em Vila Nova de Gaia. Em entrevista ao AUDIÊNCIA, a empresária revelou que o seu objetivo passa por trazer honestidade ao mercado e por vender produtos de todos os tamanhos, de qualidade e a bom preço, porque “todos nós temos o direito de andarmos bonitos, bem vestidos e com uma boa apresentação”.

 

 

 

Para quem a não conhece, quem é a Carla Matos?

Eu posso contar-lhe que estou, desde pequenina, ligada ao ramo dos negócios, através dos avós maternos e paternos. O meu pai, também, tinha negócios na área dos têxteis, de roupas, neste caso, e eu, na altura, não segui este caminho, porque eu tinha a minha formação e tinha a minha área na qual estava sempre a subir. Porém, a minha vocação esteve sempre ligada ao ramo da roupa e da moda e, há um ano atrás, apareceu a oportunidade de abrir um espaço meu e de começar a efetuar vendas online, pelo que, então, apostei neste ramo, porque o bichinho estava lá, ele ficou sempre ali e eu queria, também, dar continuidade ao nome do meu pai, Manuel Matos, sempre.

 

A Carla lançou a loja online, no Facebook, em maio do ano transato. O que a motivou a investir em plena pandemia?

Eu, na altura, dava formação de Consultoria e Auditoria em HCCP e, neste caso, tinha de estar a dar as aulas online, mas eu detestei as aulas online, porque realmente, no final do dia, a cabeça está cansada, o corpo está exausto, portanto, acaba por ser muito mais cansativo, do que estar com os alunos, mesmo, presencialmente. Logo, foi algo que eu, realmente, eu não gostei de fazer, apesar de dar o meu máximo e de me esforçar ao máximo, porque não tem nada a ver o online, com o presencial, obviamente. A partir daí, eu desisti completamente, porque, realmente, comecei a ver que estávamos confinados e que aquilo não ia ser só durante um mês ou dois. Um tenho uma perspetiva de visão muito longe e, também, existiam ali algumas coisas de consultoria que não faziam muito a minha ética, como algumas multas, por vezes, em questões da ASAE. Assim, o meu investimento na criação da loja online surgiu neste seguimento e, como eu lhe referi anteriormente, partiu da minha ligação e gosto pela área da moda e por querer homenagear o meu pai.

 

Quais foram os maiores desafios que sentiu ao abrir um negócio durante o primeiro período de confinamento que foi imposto, no âmbito do combate à covid-19?

O maior desafio foi, obviamente, o facto de termos sido obrigados a começar com as vendas online, porque já estávamos todos confinados e, como tal, com as casas fechadas. Posto isto, eu deparei-me com a situação das vendas online e comecei a gostar. Entretanto, também, começaram a aparecer algumas clientes, que além de clientes são pessoas amigas, porque começamos a criar muita afinidade e amizade. Posso dizer-lhe que as minhas clientes incentivaram-me muito a abrir uma loja física. O espaço físico abriu, no passado dia 17 de outubro de 2020 e localiza-se em Grijó, em Vila Nova de Gaia e surgiu, também, a pedido das minhas clientes, a pedido de quererem ver e tocar nos artigos, de querem experimentar as roupas e, para além disso, obviamente que torna tudo diferente, mesmo em questão de confiança, para o próprio cliente, pelo motivo de existir também um espaço físico onde pode ver e experimentar os artigos, para além do espaço online.

 

A Carla referiu que este espaço surgiu com o intuito de dar continuidade ao nome do seu pai, Manuel Matos. Neste contexto, qual é a missão e quais são os objetivos da loja Moda Carla?

O objetivo deste espaço é oferecer produtos de qualidade a um bom preço. Para além disso, nós temos artigos de todos os tamanhos, desde o tamanho XS, até ao tamanho 3XL ou 4XL. Agora, também, já estamos a introduzir a moda de roupa, também, de homem e de criança, pelo que já estamos a andar um bocadinho mais à frente, tudo graças aos pedidos que temos recebido dos nossos clientes. Relativamente à homenagem ao meu pai, eu posso dizer-lhe que o próprio dia 17, já é uma homenagem ao pai, à mãe e à avó, porque já são três estrelinhas, que estão lá em cima, a olharem por mim e eu sei que eles estariam extremamente orgulhosos por eu estar a homenagear e a dar continuidade ao nome deles e da família, neste caso.

 

Nesse seguimento, o que distingue a Moda Carla de outras lojas de vestuário e acessórios?

A qualidade e o preço. Eu não gosto de estar a falar de colegas, aliás, eu costumo dizer que cada qual vende a sua sorte e cada qual vende com a margem de lucro que acha que, para si, será benéfico, vantajoso e que já será um pequeno suporte. Acontece que, para mim, uma pequena margem será suficiente, porque eu prefiro optar pela solução de vender muito e ganhar pouco, do que vender pouco e ganhar muito. Portanto, eu optei por essa margem, porque todos nós temos o direito de andarmos bonitos, bem vestidos e com uma boa apresentação e, realmente, as coisas não estão fáceis para ninguém e estamos a passar uma crise e, além desta crise, virá a crise depois da crise e, eu, pelo menos, já estou à espera e já estou a contar com isso.

 

Que produtos e marcas tem disponíveis?

Relativamente às marcas, nós temos um leque muito vasto. Obviamente que eu não vou só atrás da marca, pois eu procuro, também, uma boa qualidade e um bom preço para o cliente, porque, acima de tudo, é isso o que eu procuro sempre, fundamentalmente. No que respeitam as roupas, nós temos muito do clássico, ao casual e ao desportivo, também. Para além disso, nós temos os acessórios, desde ténis, salto alto, carteiras, perfumes, portanto já temos um englobado de cada pecinha, que acaba sempre por dar continuidade aos pequenos pormenores, que fazem toda a diferença, numa forma de vestir.

 

A Carla contava ter, no espaço de aproximadamente um ano, mais de 10000 seguidores na sua loja online?

A Moda Carla vai fazer 1 ano apenas em maio e a loja física, ainda, só tem 4 meses, mas, obviamente, que foi um grande avanço e um passo fundamental. Se contava ter tanto sucesso? Não, de forma nenhuma, mas, realmente, eu acredito que a minha forma de ser e o facto de eu ser muito sincera com os clientes, é o que os, porque se um artigo não serve, eu não vou enganar o cliente, dizendo que serve. Logo, se não vai ficar bem, eu não estou a enganar o cliente, dizendo vai ficar bem. Portanto, eu prefiro não vender e ficar com a peça, do que dizer que fica bem e, depois, o cliente gasta o dinheiro, recebe a peça e nunca a vai usar. Eu não sou assim, eu prefiro não vender a peça e, daí, eu ter tantos clientes, os meus clientes trazerem clientes, e é por isso que eu tenho um bom feedback por parte de todos eles.

 

Quais são as suas perspetivas e as suas ambições para o futuro? Tem alguma expansão em vista?

Sim, a expansão já está em vista e já estamos a trabalhar nela, mas a localização ainda está um bocadinho no segredo dos deuses. No entanto, nós equacionamos a abertura de mais espaços, obviamente, não só a nível nacional, como a nível internacional, também. Porém, eu não estou à espera do franchising, eu estou a referir-me a lojas só minhas mesmo.

 

Qual é a mensagem que gostaria de transmitir às suas clientes?

Em primeiro lugar, eu queria agradecer a todas as minhas clientes amigas, que já me seguem e que me dão sempre um bom feedback, porque são espetaculares. Posso dizer-lhe que eu, sem elas, não seria ninguém, nem seria o que sou hoje, obviamente. Em segundo lugar, eu queria dizer às futuras clientes, que venham, que sejam sempre muito sinceras e honestas e que partilhem sempre o seu feedback quando recebem os artigos, dizendo se gostam ou se não gostam, porque a opinião delas é fundamental, para a evolução do nosso trabalho, no dia-a-dia.

 

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