O Café Girão é um estreante no Concurso de Francesinhas do Jornal AUDIÊNCIA. Sérgio Silva seguiu as pisadas do pai e tomou conta do café que já lhe havia pertencido. Também ao pai foi buscar a receita do molho da francesinha que faz sucesso em Rio Tinto. Com duas noites da francesinha por semana, a ideia de Sérgio é fazer crescer o negócio para que, cada vez mais gente conheça a francesinha do Girão. O molho, os ingredientes de qualidade e a paixão são os únicos segredos apontados pelo proprietário para ter uma francesinha com qualidade. Nem só de francesinha vive a casa e o prato do dia tem salvado o negócio, mas é nos snacks, e principalmente na francesinha, que Sérgio Silva quer apostar. Albino Almeida foi o júri que acompanhou esta prova e garantiu que esta francesinha não desilude por se apresentar no seu formato mais tradicional.

 

 

O Concurso de Francesinhas do Jornal AUDIÊNCIA continua a todo o gás e a última visita foi ao Café Girão. Sérgio Silva é o proprietário do estabelecimento e herdou o gosto pela restauração, e principalmente pelos snacks, dos pais. Há muitos anos, o avô de Sérgio ergueu a casa onde se localiza o café, os pais dele trabalharam lá e, na sua infância, Sérgio brincava pelos balcões do Girão, até que os pais decidiram passar o estabelecimento a outras pessoas. Mais de vinte anos depois, foi Sérgio quem tomou as rédeas do mesmo espaço.

A francesinha sempre foi um dos pontos altos da casa. “Já na altura do meu pai a francesinha era muito forte, ele também trabalhou noutras casas de francesinha, e passou para mim a receita do molho. Eu mantenho a receita do meu pai e tenho vindo a trabalhar bem com ela, tenho tido algum sucesso”, contou Sérgio ao AUDIÊNCIA. Mas afinal, qual é o segredo para uma boa francesinha? “Um bom molho é obrigatório, depois é a qualidade dos materiais, desde queijo, ao fiambre e ao bife”, explicou o proprietário que brincou ainda com o facto de todos saberem fazer este prato e saberem o que leva, sendo que a qualidade e o molho são as únicas coisas que podem distinguir uma boa francesinha. “O segredo é ter paixão, gostar mesmo. Depois, cada um tem a sua maneira de fazer o molho. De resto, a francesinha toda a gente sabe como é feita. Cada um tem o seu toquezinho no molho”, disse. O pai foi-lhe passando a receita aos poucos para que Sérgio soubesse o que fazer um dia que ele, por algum motivo, não pudesse fazer. Tantos anos a trabalhar com francesinhas, e o proprietário do Café Girão garante que continua a provar sempre o molho, gosta de o fazer.

Sérgio Silva já tinha ficado tentado em participar no Concurso das Francesinhas o ano passado, mas apenas este ano ganhou. A grande intenção é fazer publicidade à casa. “Acho que ainda tenho muitos anos disto pela frente, quero que a minha casa cresça, que seja mais falada”, disse o jovem proprietário acrescentando que acredita na potencialidade da sua francesinha para ganhar um concurso como estes, até porque se não acreditasse, “não me inscrevia”. Quando questionado sobre o prémio (uma viagem aos Açores para duas pessoas), mostrou vontade de o ganhar, no entanto, não é o mais importante: “quero sobretudo que o nosso nome cresça, é para isso que trabalho todos os dias, agora, se vier um premiozinho, melhor ainda”.

O Café Girão tem já duas noites de francesinha por semana, à terça e à sexta-feira. Sérgio garante que trabalha bem nessas noites, principalmente à sexta, onde já chegou a servir cerca de 60 francesinhas. A noite dedicada a este prato conta com um valor fixo de sete euros e incluiu francesinha, bebida e café.

Mas nem só de francesinha vive o Girão. “O que segura a casa, ou o que tem segurado a casa, é à hora de almoço o nosso prato do dia”, explicou o dono do café. Também aqui Sérgio diz apostar na qualidade e admite estar a ter bastante procura: “temos pratos fixos de quarta a sábado. Segunda e terça varia. Quarta é Bacalhau à Braga, quinta-feira é Cozido, à sexta o prato é sempre Leitão, ao sábado é as Tripas à moda do Porto. São aqueles pratos mais fortes que quase toda a gente gosta. Os mais novos às vezes torcem o nariz, mas há sempre uma alternativa: uma alheira, um panado, um hambúrguer”.

Albino Almeida, presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia e júri do Concurso de Francesinhas do AUDIÊNCIA, salientou este prato como parte da “tradição portuguesa”. “Se eu falar de ‘mesa’, diriam os romanos que todos imaginam um tampo e quatro pernas, se eu falar de ‘francesinha’ todos sabem que é um pão torrado, que no meio tem bife, linguiça, fiambre, portanto, o que hoje degustamos corresponde objetivamente à ideia que temos da francesinha. Desse ponto de vista estava absolutamente irrepreensível”, explicou o autarca. A francesinha e a cerveja quase andam de mãos dadas, e, também aí, Albino Almeida confirmou que “esta [francesinha] estava suficientemente condimentada para que pudéssemos beber um bocadinho”. No geral, “constitui uma confirmação de um prato que é servido da forma tradicional, como nós o imaginamos, como alguns de nós já foram felizes quando pensam numa francesinha”, terminou o júri.

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