Lembro-me de ser criança, pequena, e de o meu Natal ser ‘adornado’ por uma música com uma quadra que dizia:

“Natal é verdade, Natal é justiça, Natal é amor, Natal é liberdade”.

Nunca ousamos pôr em causa o que diz esta música mas este ano é diferente. A liberdade dos outros Natais está condicionada, muito condicionada, pela pandemia e pelo clima de insegurança e medo em que vivemos. Nós, os mais novos, mas também os mais velhos e, na verdade, todos! Todos estamos preocupados!

Para que este natal não seja o último dos nossos avós, é imperativo que todos mantenhamos os cuidados. E este conselho não se deve ter em conta apenas nas nossas atividades em lugares públicos. Também em casa, ou melhor, em família, devemos seguir as regras de higiene e distanciamento tão badaladas e apregoadas pelos entendidos, pelo bem de todos. A máscara, a lavagem das mãos e o distanciamento social sempre que possível serão regras de ouro. Porque o Natal não será mais o mesmo se um dos nossos entes queridos for apanhado por esta pandemia. Nós não seremos mais as mesmas pessoas e a nossa vida mudará para sempre. E porque, apesar de ter a certeza que este Natal será eternamente recordado como um Natal especial, que saibamos extrair dele os elementos mais positivos. Que o amor e a alegria reinem nas nossas casas, que a alegria das crianças se funda com as histórias e experiências sábias dos mais velhos e que o Menino Jesus nasça em todos os lares bafejado pela união a os tempos que ocorrem apelam, agora mais do que nunca.

A par de todos os desejos formulados vezes sem conta todos os anos, como é o caso do amor, paz, saúde e muita felicidade, que este natal seja de prudência, responsabilidade e, acima de tudo, amor ao próximo… Que tenhamos oportunidade de, no próximo ano, festejar junto de todos aqueles que amamos e em liberdade.

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