O Provedor da Santa Casa da Ribeira Grande aproveitou a festa em honra do Espírito Santo, organizada pela instituição, para apelar aos idosos do concelho para que frequentem o Centro de Dia.

 Apesar dos esforços da Santa Casa em trazer novos utentes para o Centro de Dia da instituição, os resultados não são os mais positivos. O novo edifício, inaugurado em janeiro, ostenta condições para todos os idosos, com mais ou menos mobilidade, atividade ou escolaridade, de acordo com o Provedor.

Em abril, em declarações ao AUDIÊNCIA, Nelson Correia admitiu estar desiludido “devido à fraca participação dos idosos da Ribeira Grande” no Centro de Dia, alegando, na altura, que ainda existe algum estereótipo sobre os idosos que frequentam os centros de dia, sendo estes considerados como pouco ativos. No entanto, o Provedor crê que a relação entre idosos de diferentes vivências e faculdades trará melhorias no desempenho dos mais debilitados.

Assim sendo, à margem das declarações que fez durante a festa que a Santa Casa organizou, voltou a trazer o assunto ao de cima, mostrando-se preocupado com a falta de frequentadores no Centro de Dia da Misericórdia e lamentando: “cerca de 70% dos nossos idosos, e temos mais de 40, têm alguns problemas de demência e a nível motor também”. Por isso mesmo o apelo de Nelson Correia é feito para que todos os interessados participem nas atividades do Centro de Dia.

Uma dessas atividades organizadas foi a Festa do Espírito Santo, realizada a 4 de junho e que contou com a participação de cerca de 210 pessoas. Este tipo de iniciativa suscita sempre o interesse dos utentes: “os idosos reagem sempre bem. Os que puderam ajudaram a enfeitar as mesas e aqueles que não puderam, fizeram os brindes que estavam em cima das mesas” para os convidados.

Para além da presença dos utentes do Centro de Dia, neste encontro intergeracional também estiveram 45 idosos da Casa do Povo da Ribeira Grande e jovens das valências do Espaço Extremo e do Jardim de Infância.

Após a missa celebrada pelo Pe. Fábio Carvalho (que contou, também, com a presença dos seminaristas do Seminário de Angra), houve partilha de sopas e animação popular com o artista André Sousa, com o Grupo de Castanholas do Espaço Extremo e com o grupo de concertinas Puxófole de Ribeira da Mata.

Fátima Faial, cozinheira da Santa Casa da Misericórdia

“Eu trabalho por amor, já podia estar na reforma. Já faço isto há 30 anos.

Esta equipa de trabalho é muito boa. Trabalhamos sempre com carinho para os idosos, para aqueles que precisam e estão à nossa espera.

Para este dia em especial fizemos 20 quilos de arroz doce e na sopa usámos 70 quilos de carne, chouriço e cerca de 30 pães, fora as refeições que fizemos para quem não pode comer a Sopa do Espírito Santo.”

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