Que nostalgia que eu sinto quando tudo era feito manualmente; a garlopa para desgastar a madeira, a lixadeira de mão, a colagem de folha com o pó de café para melhorar a colagem. Enfim…

Hoje, tudo é feito automaticamente e o tempo é tão pouco, tanta correria, tanto stress.

Para quê?

Levam-se filhos à escola a correr, sem tempo para tomar o pequeno almoço. Não têm tempo para conversar à mesa!

 

Vêm da escola, não há tempo para os ensinar, para dialogar, nem sequer para os prevenir do mal que pode acontecer mais tarde:

-Aí o meu filho não me ouve, não me respeita!

Porquê?

Porque passou tanto tempo em vão!

Agora já é tarde para os moldarmos da melhor forma, para que a sociedade olhe para eles com bons olhos e com boas palavras, dizendo:

– São tão bons rapazes.

Mas, se é o contrário, “é triste” ouvirmos estas frases dos nossos filhos. Por isso, acordemos para não haver arrependimentos.

Antigamente, as vindimas, as desfolhadas, plantar as batatas, semear o cebolo e, à tarde, chegar o merendeiro, com quadradinhos de bacalhau frito, cebola com sal, carne entremeada, coisas tão boas que actualmente já não têm o mesmo paladar.

Já não podemos apreciar o que a natureza tem de tão bom para nos dar; as montanhas, os vales verdejantes.

Era tudo tão verde e, agora, é tudo tão cinzento. Quilómetros e quilómetros de florestas queimadas!

Tão impuro o ar que respiramos agora!

Já não há tempo para saudar um amigo, nem tempo para o ajudar. Como é que um amigo pode pensar em nós se nós não pensamos nele? Moram no mesmo prédio. Se alguém pergunta por eles, ninguém sabe quem é!

Não há tempo para rezar, nem sequer para agradecer a Deus por mais um dia.

Não há respeito de país para filhos e de filhos para pais.

-Mas o que é que está a acontecer, na sociedade em que vivemos?

Continuam as guerras, a fome, a miséria, e dizem que o mundo está a evoluir. Acho que, cada vez mais, há menos compreensão, porque todos querem chegar “àquele” patamar, para poder ser dono do poder.

E para quê esse poder?!

Chegar lá à custa da corrupção, para conseguir os seus objectivos?

Não há tempo para plantar uma rosa no nosso jardim, para quando chegarmos a casa, termos algo que nos desperte, para podermos entrar com um sorriso. Até isso acabou.

Meu Deus, “que planeta é este”, em que parece que andamos aos empurrões e não nos apercebemos?

Deveríamos dar mais atenção ao próximo, talvez com um sorriso, porque não um abraço, para as pessoas se encontrarem, para poderem dar e receber amor, para que este planeta tenha mais brilho, mais vir e mais compreensão.

O homem tanto quer evoluir cientificamente, que vai andar até acabar por destruir com a camada de ozono que nos rodeia. Ele vai matar-se.

Ele vai matar-nos!

Resumindo e concluindo! Quero, com isto dizer, que à medida que vou escrevendo, começo a pensar que já não somos seres humanos, porque estamos a autodestruir-nos progressivamente, até que a camada de ozono venha tomar conta de nós, para nos destruir definitivamente.

-Vamos todos parar para pensar!

Se voltássemos à mesma rotina, como nos tempos de então, não haveria tanto desemprego, correrias e empurrões. Plantaríamos uma flor, iríamos à missa para rezar e, assim, o mundo teria uma oportunidade DE SE SALVAR!

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