A peça “Querido Luís”, da autoria da Associação Cultural Porta 27, estreou, no passado dia 10 de junho, no palco na Sala Estúdio Latino, do Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Este espetáculo, que se destina ao público geral, assume-se como sendo, “um agradecimento, mas ao mesmo tempo uma despedida”, onde mora a comédia que tanto caracteriza esta companhia de teatro. Com texto e encenação de Tiago Lourenço, Diretor Artístico da Porta 27, e interpretações de Tiago Lourenço e Iúri dos Santos, este espetáculo regressará aos palcos nos próximos dias 19 e 20 de agosto.

 

 

 

A Associação Cultural Porta 27 estreou no passado dia 10 de junho, a peça “Querido Luís”, que se assume como sendo, segundo Tiago Lourenço, Diretor Artístico desta companhia de teatro, “o projeto mais pessoal, desde que sou Diretor Artístico da Porta 27”.

“A mensagem central passa talvez pela minha angústia, ou pela angústia de vários artistas, de como é criar um espetáculo, como é escrever um texto e há vários entraves que nós vamos tendo em qualquer criação, aos quais o público nunca tem acesso e eu penso que este espetáculo vive do que são essas angústias, que não se presenciam em cena, como por exemplo, o que é um ator não ter um colega de trabalho para fazer um espetáculo. Portanto, o espetáculo deixa de existir e, também, depois vão percebendo ao longo do tempo, a angústia de quem cria um espetáculo, ou seja, o resultado final pode parecer muito bonito, pode ser muito certinho, mas o que existe por trás desse espetáculo, daquela apresentação, é uma panóplia de inquietações, de dúvidas, de receios, de medos e discussões. Eu acho que é um pouco por aí, para as pessoas perceberem que o que se está a passar aqui parece muito alinhavado, mas, depois, no final entendem que afinal não é bem assim e que isto é só apenas um sonho, ou uma inquietação do criador, ou dos criadores porque o Iúri também é criador”, explicou Tiago Lourenço em entrevista exclusiva ao Jornal AUDIÊNCIA.

Com texto e encenação de Tiago Lourenço e interpretações de Tiago Lourenço e Iúri dos Santos, este espetáculo traduz-se numa inquietação do Diretor Artístico desta companhia de teatro, “perante a saída de um colega. O espetáculo foi escrito todo por mim. Todas as criações da Porta, nos últimos tempos, são todas desenhadas por mim, mas, depois, a criação, a criação não é só minha, a criação é, sem dúvida, do Iúri, do Rodrigo Gomes, que é o nosso criativo de luz, e tivemos uma mão muito grande, que é o Ricardo Alves, da Palmilha Dentada, que foi, podemos pensar, a pessoa que fez a essência da encenação deste espetáculo, pois esteve várias vezes connosco nos ensaios e tudo que havia para melhorar no espetáculo foi ele que nos propôs, ou que nos interrogou sobre certos momentos do espetáculo, ao ponto de chegarmos a um novo final, que foi o que aconteceu dois dias antes da estreia, em que eu tive de reescrever um final, porque não faria sentido o que estava e mesmo para nós não estava como queríamos”.

“Querido Luís” vai regressar ao palco da Sala Estúdio Latino, do Teatro Sá da Bandeira, nos próximos dias 19 e 20 de agosto.

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