RENA ELEGE CORPOS DIRETIVOS E INSISTE NA NECESSIDADE DE TESTAGEM PARA FORTALECER A CONFIANÇA NAS VIAGENS AÉREAS

Integrada na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho/SITAVA, a RENA, Associação das Companhias Aéreas em Portugal, realizou uma Assembleia Geral onde elegeu os seus corpos diretivos.

 

A RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal, realizou uma Assembleia Geral onde foram eleitos os seus corpos diretivos. Neste encontro, Paulo Geisler, representante da Lufthansa, foi reeleito por unanimidade para continuar a presidir o futuro da RENA.

Como membros da direção, foram eleitos Vilma Varga, representando a TAP Air Portugal, Cristina Ferreira, da Euroatlantic Airways, Alen Mlekuz, representante da Qatar Arways, e Rui Apresentação, pela SATA.

A questão da pandemia e da recuperação foi o tema principal debatido na Assembleia Geral. O objetivo imediato é a retoma e a consequente necessidade de testagem e harmonização de processos.

A indústria aeronáutica internacional e a atividade turística foram dos setores mais afetados pela pandemia não só em Portugal como a nível mundial, atravessando a maior crise de sempre. Em Portugal, registou-se uma diminuição de cerca de 80% do número de voos e de passageiros nos aeroportos portugueses.

A situação tem-se agravado com as restrições adicionais implementadas nas últimas semanas, que são ainda mais severas do que em qualquer momento de 2020. Assim, a RENA insiste na necessidade de testagem com a implementação de testes rápidos a realizar nos aeroportos. “Estes testes rápidos dão aos passageiros e comunidade aeroportuária a certeza de que a saúde e segurança se mantêm no topo das prioridades e transmitem confiança. Espera-se que a vacinação venha rapidamente contribuir para a retoma, tão necessária. Urge a nível global uma redução harmonizada das restrições impostas e o fim das quarentenas”, relembra Paulo Geisler.

Um dos temas abordados foi a cada vez mais estreita ligação com a IATA, associações de companhias aéreas noutros países e demais stakeholders. Foram ainda discutidas medidas de apoio ao setor que, não perturbando a concorrência, potenciem a inversão do percurso, “entre as quais realço a redução de taxas aeroportuárias, o acesso a programas de incentivo por todos os agentes do sector e um rumo claro na política aeroportuária. A cooperação com a IATA e restantes parceiros da RENA é da maior relevância para um retomar robusto”, menciona Paulo Geisler.

Na altura, foi feita também uma calorosa despedida ao secretário-geral da RENA, Paco Ayuso, um dos rostos da RENA há já várias décadas. Todos reconhecem em Paco Ayuso o seu trato diplomático e a sua capacidade de mediação. A sua dedicação à RENA e à aviação em Portugal ao longo destes anos foi alvo de um agradecimento muito especial e emotivo por parte de Paulo Geisler.

Carlos Brito (ex-diretor administrativo da Continental Airlines e ex-diretor financeiro da United Airlines) foi nomeado para o cargo secretário-geral, substituindo Paco Ayuso. O trabalho diário da RENA fica assim nas mãos de Carlos Brito, um profissional com muita experiência na aviação comercial e “um homem da casa”, como referiu o presidente.