Está patente até 27 de junho, no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, a exposição “nós”, nas traves do sótão”, de Tomaz Borba Vieira. Esta mostra apresenta um conjunto de desenhos a tinta da china e aguada produzidos durante um período de convalescença do artista, enquanto olhava para as traves do teto do seu quarto.

São desenhos que podem parecer quase infantis, pelo traço e pela lucidade, com figuras antropomorfizadas, macacos e sereias, que convivem e se relacionam, a comunidade, o “nós” que o artista quer partilhar com o público. Contudo, também são obras que prendem, com fios ou linhas que ligam as várias personagens, e caminhos que se percorrem e possibilidade de sonhos, tornando-os tão singelos quanto complexos.

“Num momento complexo como este, em que muitos tiveram que ficar mais em casa, estes desenhos trazem certamente imagens, pensamentos, deambulações e sonhos, comuns a todos nós, que hoje olhamos as traves do nosso sótão”.

Tomaz Borba Vieira nasceu em 1938 em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, e é Artista, Educador, Escritor e Agente Cultural. Estudou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, Arte Mural na Academia de Belas Artes de Florença, Pedagogia na Universidade de Lisboa e Ciências da Educação (MA) na Universidade de Boston, tendo sido também docente no ensino técnico, preparatório, secundário e superior.

No seu curriculum artístico, iniciado em 1963, constam cerca de 30 exposições individuais e a participação em cerca de 70 exposições coletivas, além de palestras e artigos publicados sobre questões de arte e de educação, e apresentou obras de alguns dos principais artistas açorianos na RTP Açores, em 1989.

É também fundador do Castelo – Centro Cultural, na Caloura, ilha de São Miguel, e foi-lhe atribuída a Insígnia Autonómica de Reconhecimento pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em 2006.

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