A Câmara Municipal da Trofa e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão assinaram, no dia 12 de agosto, o Protocolo de Colaboração para Contratação de Programa Estratégico para a Recuperação e Valorização das Margens do Rio Ave. O momento simbólico aconteceu no Parque das Azenhas, na Trofa, e ambos os autarcas falaram da importância da reabilitação das margens e de travessias entre elas para a aproximação dos municípios e das populações.

 

 

No dia 12 de agosto, a Câmara Municipal da Trofa, na pessoa do seu presidente Sérgio Humberto, e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, na pessoa do seu autarca Paulo Cunha, assinaram, no Parque das Azenhas, o Protocolo de Colaboração para Contratação de Programa Estratégico para a Recuperação e Valorização das Margens do Rio Ave. O momento foi apontado como o primeiro passo com vista à reunificação das duas margens e para que, em conjunto, as duas populações possam usufruir, em conjunto, da magnifica paisagem da margem do Rio Ave e ficarem ainda mais próximas, uma vez que o caudal é o limite natural entre os dois concelhos, mas que os autarcas fizeram questão de ir afirmando que os deve unir mais do que os separar.

Após o momento simbólico da assinatura do protocolo e troca de pastas entre os presidentes, Paulo Cunha foi ao pódio e começou o seu discurso agradecendo a Sérgio Humberto por ter sido ele a ter a iniciativa daquela ação, uma vez que considerava justo dar o reconhecimento da iniciativa a quem teve a ideia, no entanto, garantiu que para Famalicão aceitou o desafio de imediato porque “é fácil perceber os ganhos que os dois territórios teriam com o protocolo que hoje assinamos e as ações que podem e serão levadas a cabo nos próximos anos”. O autarca de Famalicão falou em identidade, história, memória e até em linguagem económica ligada ao rio, mas Paulo Cunha não se esqueceu das questões ambientais, que os autarcas assumiram: “há um dever de preservação deste ecossistema ribeirinho, que embora não seja uma competência legal dos municípios, é um compromisso que os autarcas assumem com a comunidade”. Mas a principal questão são os atravessamentos, que neste momento não existem, entre as duas margens. “atravessamentos que existiram na história e que temos a ambição de reconstruir. Há muitas pontes, algumas físicas, outras imateriais, que é preciso construir entre as margens do rio. Felizmente somos dois concelhos que se têm aproximado, pode dizer-se que ao longo destes oito anos temos construído muitas pontes entre Famalicão e Trofa, apesar da que mais ansiamos ainda não ter sido construída”, concluiu o edil de Famalicão que ainda constatou que, por falta desses atravessamentos materiais, houve que encurtaram os seus laços e as suas relações.

O discurso de Sérgio Humberto, anfitrião da assinatura do protocolo, começou com elogios claros a Paulo Cunha, assumindo que este próprio também tinha sido, várias vezes, um homem de iniciativas, dando o exemplo de quando Paulo Lopes desafiou as outras autarquias para a despoluição total do Rio Ave, quando o mesmo não foi comtemplado pelas verbas do Estado Central. Mas sobre o tema central do encontro, o protocolo, o autarca da Trofa garantiu que se trata de situações que devem acontecer no próximo mandato, ou seja, nos próximos quatro anos, descansando assim a população que foi dizendo, aquando da chegada do edil ao Parque das Azenhas, que este projeto não seria para breve. A ideia é estender o Parque das Azenhas também para a margem do lado de Famalicão, tendo uma “uma travessia ciclável, pedonal e podendo, está ainda em estudo, não está fechada, mas podendo ter uma passagem rodoviária para veículos ligeiros”, disse Sérgio Humberto. O autarca trofense fez ainda uma lista de pormenores do que irá acontecer neste parque, indo ao encontro dos anseios da população no que diz respeito à requalificação da Ponte Pênsil. “Requalificarmos os açudes, requalificarmos todos os moinhos que existem quer do lado da Trofa, quer do lado de Vila Nova de Famalicão, e esticarmos o Parque das Azenhas do lado da Trofa até à Ponte da Lagoncinha, ter este percurso de convívio e fruição para desporto, lazer, família, convívio, comunidade, com o meio ambiente aprazível. Uma cereja no topo do bolo, algo que diz muito à Trofa e a Ribeirão, a Ponte Pênsil, que vai ser uma realidade”. A ideia é que a ponte seja pedonal e ciclável, sendo que as cordas que hoje sustentam a ponte serão trocadas por cordas de aço para uma maior durabilidade e segurança. Sérgio Humberto garantiu que antes deste passo da assinatura de protocolo já muitos foram dados, com reuniões e planeamentos, enaltecendo os dois municípios por serem organizados a esse ponto. No final, ainda deixou no ar a possibilidade de “recriar a passagem da barca”, que era a forma utilizada pela população para atravessar antigamente, antes mesmo de existir pontes. O trofense terminou o seu discurso dizendo que “para quem trabalha e planeia, os sonhos concretizam-se”, referindo-se a esta comunhão de Famalicão e Trofa como um sonho prestes a realizar-se.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com