O município da Trofa celebrou, no passado dia 19 de novembro, 23 anos da conquista da sua independência administrativa, enquanto concelho. O aniversário foi festejado junto da comunidade trofense, com um programa recheado de iniciativas gratuitas, que decorreram ao longo de seis dias. A tradicional sessão solene, que se realizou no dia de Feriado Municipal, foi um dos pontos altos das comemorações e culminou com a entrega da primeira Chave da Cidade, a mais alta condecoração do município, a Luís Portela, presidente da Fundação BIAL.

 

 

 

A Câmara Municipal da Trofa promoveu inúmeras iniciativas, no âmbito das comemorações do 23º aniversário do concelho, destinadas a toda a comunidade.

As festividades arrancaram no passado dia 16 de novembro, com a entrega de Prémios de Mérito Escolar, relativos aos anos de 2019/2020 e 2020/2021, a 26 alunos das escolas do concelho, uma iniciativa que contou com o apoio do Grupo Soja Portugal. A cerimónia decorreu no Fórum Trofa XXI e contemplou, ainda, uma homenagem da autarquia a cinco professores trofenses aposentados, de forma a assinalar o Dia do Professor.

Já no dia 17 de novembro, o executivo municipal cumpriu, uma vez mais, a iniciativa “Os Autarcas vão à Escola”, visitando a Escola Básica de Giesta e a Escola Básica do Paranho, onde tiveram uma conversa informal com os mais pequenos. Nesse mesmo dia, assinalou-se do 20º aniversário do Centro Comunitário do Município da Trofa, com a inauguração da exposição “Retratos de Vida”, no Auditório do Fórum Trofa XXI.

Neste seguimento e para assinalar do 23º aniversário do município, a Câmara Municipal da Trofa aproximou a Casa da Música dos trofenses. Assim, no passado dia 18 de novembro, foi iniciado o Projeto Holograma, que levou vários concertos, durante os diversos dias do programa comemorativo, ao Auditório da Junta de Freguesia de Bougado, mais especificamente no Polo de S. Martinho, que se dirigiram aos alunos e famílias trofenses, bem como à comunidade em geral. A atividade contemplou, ainda, a apresentação d’”O filme das nossas vidas”, que foi desenvolvida pelos utentes da APPACDM, juntamente com o serviço educativo da Casa da Música. Nesse mesmo dia, realizou-se, ainda, uma conferência sobre “O Crescimento e a Sustentabilidade na Trofa do futuro”, de decorreu no Auditório da AEBA e reuniu diversos empresários do concelho.

O dia de aniversário do município e Feriado Municipal, assinalado a 19 de novembro, começou com o hastear das bandeiras, no Polo 1 da Câmara Municipal, seguido de uma missa solene, que se efetuou na Capela de Nossa Senhora das Dores. A sessão solene, que se realizou no Auditório do Fórum Trofa XXI, foi um dos pontos altos da celebração do aniversário do município, uma vez que festejou e relembrou a data em que foi criado o concelho da Trofa, há 23 anos, a 19 de novembro de 1998. A cerimónia ficou marcada pela participação musical dos Meninos Cantores do Município da Trofa e pela entrega da primeira Chave da Cidade, a mais alta condecoração do município, a Luís Portela, ex-presidente da BIAL e presidente da Fundação BIAL, num momento de homenagem a “uma personalidade nacional e internacional, marcante pelo seu percurso pessoal, cívico, profissional e empresarial”, que, em 2014, foi agraciada com a Medalha de Honra Grau Ouro da Câmara Municipal da Trofa.

Após o reconhecimento, Luís Portela fez questão de intervir, falando sobre os “48,5 anos de vida profissional remunerada, terminada em abril passado. Os 24 primeiros a partir do Porto e os 24,5 últimos a partir do Coronado. Quer isto dizer que, um bocadinho mais de metade da minha atividade profissional teve origem no Coronado”.

Lembrando a honra que sentiu em colocar a bandeira portuguesa na inovação farmacêutica a nível global, o presidente da Fundação BIAL revelou que “temos sido, nos últimos 15 anos, uma das empresas que mais investe em investigação e desenvolvimento em Portugal”.

“Somos, hoje, uma empresa portuguesa internacional de inovação, com sede na Trofa. Trabalhamos da Trofa para o mundo”, afirmou Luís Portela, garantindo que “não trabalhamos só, também temos uma estrutura mecenática muito forte. Em 1994, criámos, com o conselho de reitores das universidades portuguesas, uma instituição focada, realmente, no apoio à investigação científica, área das ciências da saúde, a Fundação BIAL e, realmente, a Fundação BIAL foi crescendo, de uma forma que era inimaginável para mim no princípio. Hoje temos três prémios na área da saúde e um desses prémios é dos maiores prémios europeus nessa área. Temos um sistema de bolsas de apoio à investigação científica que, de uma forma discreta, ao longo destes 27 anos últimos, apoiou 775 projetos de investigação, envolvendo mais de 1600 investigadores, de 29 países”.

Assegurando que apesar da BIAL estar situada no extremo-sul da Trofa, não foi por isso que deixou de criar raízes, o empresário ressaltou que “temos uma relação institucional muito boa com uma série de instituições e associações. Não posso evocar todas, naturalmente, mas escolhi uma que tenho de citar: a AEBA – a Associação Empresarial do Baixo Ave, constituída em 2000, por 17 empresas. Nós fomos uma dessas empresas e a ela temos estado ligados, com muita satisfação, porque entendemos que a AEBA criou uma dinâmica de desenvolvimento, não só para a Trofa, mas para a região chamada do Baixo Ave”.

Emocionado, o presidente da Fundação BIAL realçou que “sempre me senti acarinhado na Trofa”, frisando que “eu sou portuense e portista, mas tenho a Trofa no coração”.

Referindo ter ficado admirado quando, em 2014, o município liderado por Sérgio Humberto lhe atribuiu a Medalha de Honra Grau ouro do concelho, Luís Portela enalteceu que “realmente ter-me sido atribuída, agora, a primeira Chave da Cidade é, para mim, um motivo de grande honra, muito obrigado. Muito obrigado à Trofa e aos trofenses”.

Posteriormente, chegou a vez de Sérgio Humberto, presidente da Câmara Municipal da Trofa, intervir, encerrando a sessão e, por conseguinte, aquele que “é um dia muito importante para o nosso concelho da Trofa. São 23 anos de autonomia administrativa. Foi uma luta muito difícil e, para nós, é um momento determinante esta celebração”.

Sublinhando que os trofenses “não são só aqueles que cá nasceram ou cá residem, são os que cá fazem a sua vida”, o autarca evocou “a simplicidade do ser humano Luís Portela”, mencionado que “cada minuto, cada segundo, cada hora em que se está com ele, nós estamos a aprender alguma coisa, pela simplicidade, pela paixão, pela força do crer, pelo conhecimento, mas, sobretudo, pelo humanismo”.

Atestando que “é uma grande honra entregar a primeira Chave da Cidade ao doutor Luís Portela, tem um simbolismo enorme. a vida é construída de momentos, tal como foi há 23 anos atrás”, o edil trofense asseverou que “este é um momento que, também, me vai ficar na memória, poder entregar a primeira Chave da Cidade a um empresário, a um homem, um investigador, alguém que é verdadeiramente altruísta, alguém que leva o nome de Portugal e, também, da Trofa para todo o mundo e é uma enorme honra entregar a primeira Chave da Cidade, em nome de todos os trofenses, ao doutor Luís Portela, porque, também, carrega nele, o simbolismo dos empresários”.

No que concerne ao futuro, o presidente da Câmara Municipal da Trofa, aproveitou a ocasião para salientar que “passado já está conquistado, afirmado, cimentado, mas, para nós, o que importa é aquilo que ainda vamos contruir em prol deste território e é com esse trabalho, esse afinco diário, que nós queremos uma Trofa cada vez melhor e que se afirme no panorama regional, nacional e, também, internacional. São essas causas que nos movem”.

Evidenciando que tem o sonho de transformar a Trofa na capital da região Norte do país, Sérgio Humberto, certificou que “estamos a laçar as primeiras bases e devemos fazer por isso”.

No final da sessão solene, seguiu-se o momento de ligação da iluminação de Natal 2021, nos Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro.

O programa comemorativo do 23º aniversário do município da Trofa terminou no passado dia 21 de novembro, data em que decorreu a cerimónia de entrega dos galardões do Concurso Lusófono da Trofa – Prémio Matilde Rosa Araújo 2021, que teve como grandes vencedoras Isabel Peixeiro, na categoria de Melhor Conto, com a obra “Vai subir ou Vai descer?”, recebendo 2500 euros, e Soraia Oliveira, na categoria de Melhor Ilustração, com duas ilustrações do excerto “Dona Balbina” de Matilde Rosa Araújo, recebendo 2000 euros. A iniciativa, que se realizou no edifício da Antiga Estação da Trofa, contou, ainda, com menções honrosas na categoria Ilustração, a Tierri Luís e Marina Mota, bem como a entrega de diplomas.