DEUS É AMOR E ÓDIO E ARROGÂNCIA OBRA DE SATANÁS!

Estamos em campanha eleitoral. Um oceano de promessas invadiu os nove diamantes que vivem no coração do Atlântico. O CHEGA terá sido, porventura, a única força política que utilizou a pré-campanha para criticar tudo e todos e não apresentar uma única ideia ou projeto construtivo. “Vamos acabar com…”, “Vergonha!”, “Vão trabalhar!”, “Vamos acabar com os tachos!” e outros slogans do género que enumerados preencheriam este texto. Fonte segura soprou-me aos ouvidos que até André Ventura está farto do José Pacheco. Aguenta-o enquanto não conseguir pescar alguém de valor fora do grupo restrito que o acompanha. Refira-se que a saída de Carlos Augusto Furtado do CHEGA ficou a dever-se, essencialmente, a uma promessa não cumprida de André Ventura em “varrer” José Pacheco, considerado o grande obstáculo à entrada de talento e capacidade executiva num partido que tem tudo para se tornar ainda maior. Tudo menos um líder regional que voltou a apostar em “candidatos da treta” como em 2021, embora tivesse quatro anos para preparar equipas vencedoras e com ampla capacidade de envolver a sociedade e de apresentação de projetos motivantes. Desesperado terá aceite qualquer um que se auto considerasse capaz ou não se importasse de levantar a bandeira do partido. Como referiu a fonte contactada “É bom que as pessoas saibam a verdade de que enquanto Pacheco estiver ali, aquilo não passa de um partido de rafeiros* e que Ventura está doido para se livrar dele, mas não consegue ninguém de jeito, precisamente porque ninguém de jeito quer partilhar a direção do partido com aquele idiota**”.

Desengane-se quem pense que só o CHEGA anda por “maus caminhos”. A verdade é que notamos que a esmagadora maioria dos candidatos autárquicos não sabe ao que vai. Sem maldade aparente puxam do ego e prometem tudo! Nas candidaturas às Juntas de Freguesia então é de “bradar aos céus”…com orçamentos que pouco mais dão para a manutenção da sede e senhas de presença (algumas nem funcionários conseguem ter) prometem obras impossíveis e fora da esfera da sua competência. É preciso que digam às populações que a principal função dos autarcas de freguesia é o de moverem influência e valerem os seus créditos junto dos órgãos superiores para as carências das suas terras. Quando uma autarquia de freguesia executa obras, normalmente é por delegação de competências e meios da Câmara Municipal ou do Governo Regional. Esconder isto é aumentar a insatisfação social e o crescimento galopante dos radicalismos. Também os candidatos às Câmaras Municipais enchem a boca com promessas que ultrapassam as suas competências. Quase todas aquelas obras de “encherem o olho” não dependem da boa vontade do órgão a que se candidatam. Aqui têm mais dinheiro e outras opções, mas tudo o que é “rasgar” um concelho ou modernizá-lo, criando melhores condições de vida para as suas populações, dependem, em muito, da capacidade em fazerem valer os seus pontos de vista junto de instâncias superiores regionais ou nacionais.

É imperioso que os partidos políticos gastem parte das suas energias a formarem autarcas, sob pena de virem a perder toda a credibilidade e a arruinar o nosso trajeto em democracia. Há já quem acene com o credo religioso do bom povo açoriano, para protagonizarem verdadeiras e lamentáveis cenas anti-cristãs. Nunca esquecer que Deus é Amor e ódio e arrogância obra de Satanás!

*que ou aquele que se deleita em divulgar escândalos

**diz-se de ou pessoa que carece de discernimento