Catarina Costa, candidata à presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia pelo Partido Liberal Social, apresenta-se como uma mulher comprometida com a comunidade e determinada a transformar ideias em resultados. Com um percurso marcado pela gestão de talento, docência e consultoria em agilidade organizacional, revelou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, que assume agora este desafio político, motivada pela convicção de que os cidadãos, sobretudo os mais jovens, devem ter um papel ativo na mudança do país.
Como se descreve enquanto cidadã?
Sou uma mulher comprometida com a comunidade, que acredita no valor da participação cívica e na responsabilidade individual para construir um futuro melhor. Considero-me alguém próxima das pessoas, com espírito prático e determinada a transformar ideias em resultados concretos.
Como e quando ingressou no mundo da política?
A minha ligação à política começou recentemente, porque me identifiquei com este novo partido, o Partido Liberal Social. Senti a vontade de ser mais ativa. Todos os jovens devem ser ativos politicamente. Só assim mudamos o nosso país.
Como descreve o seu percurso até então?
Sou Talent Acquisition Manager e docente no ISAG, onde leciono Gestão de Projetos e Operações. Fui cofundadora e Chief Learning Officer na área da agilidade organizacional, tendo desenvolvido programas executivos e academias especializadas em agilidade organizacional. Sou licenciada e possuo um MBA Executivo pelo ISAG, bem como um Programa Executivo pela Universidade Católica de Lisboa.
Quais são as suas principais inspirações?
Inspiro-me em pessoas que, com integridade e coragem, desafiam o status quo e lutam por sociedades mais liberais, inovadoras e justas. Também me inspiro diariamente nos cidadãos comuns que, com esforço e resiliência, fazem avançar Gaia.
O que a motivou a candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Gaia?
Acredito que Gaia tem um potencial imenso que ainda não está a ser plenamente aproveitado. Candidato-me para colocar o município no centro das decisões, com mais autonomia, mais transparência e mais proximidade às pessoas.
Se for eleita, que visão tem para o concelho nos próximos anos?
Quero uma Gaia mais dinâmica, sustentável e justa nas oportunidades. Pretendo valorizar a habitação, a mobilidade, a educação, a cultura e a qualidade de vida. Acredito que um concelho mais aberto, inovador e eficiente será também um concelho mais competitivo e mais coeso socialmente.
Quais diria que são as reais necessidades da população de Vila Nova de Gaia?
Os gaienses precisam de habitação acessível, de transportes públicos eficientes, de serviços de saúde e educação de qualidade e de mais oportunidades económicas. O meu compromisso é trabalhar em soluções concretas e exequíveis, aproveitando os recursos do município de forma transparente e responsável. Tenho como prioridades lutar pela descentralização com uma visão municipalista, rever o PDM como fator estratégico, implementar a mobilidade de uma “cidade de 15min”, apostar no aumento da oferta de habitação e valorizar os resíduos urbanos para a sustentabilidade ecológica.
Quais são os principais desafios que conta enfrentar?
O maior desafio será garantir que Gaia consegue afirmar a sua autonomia e liderança metropolitana, ao mesmo tempo que responde às necessidades urgentes das famílias: habitação, emprego, mobilidade e serviços de proximidade.
Como vê a evolução do trabalho desenvolvido pelo atual executivo ao longo dos últimos 12 anos?
Reconheço que houve avanços, mas também é evidente que se perdeu demasiado tempo em opções pouco estratégicas. Gaia precisa de uma visão mais ambiciosa, menos dependente do centralismo e mais focada em resultados concretos para a vida dos cidadãos.
Que mensagem gostaria de deixar à população?
Quero dizer aos gaienses que podem contar comigo para construir uma Gaia mais próxima, mais transparente e mais livre. Acredito no potencial da nossa terra e das nossas pessoas e quero liderar um projeto que devolva a confiança e o orgulho a todos.


