“A EDUCAÇÃO TEM DE SER UMA PRIORIDADE”

A Federação das Associações de Pais do Concelho de Gaia (FEDAPAGAIA) promoveu, entre os passados dias 17 e 24 de setembro, um ciclo de encontros intitulado “À Conversa com os Candidatos”, que reuniu pais, encarregados de educação e seis dos oito candidatos à presidência da Câmara Municipal de Gaia, nomeadamente, João Paulo Correia, Luís Filipe Menezes, Rui Sequeira, João Martins, André Araújo e Daniel Gaio, num espaço de diálogo dedicado à educação e ao futuro das escolas do concelho. 

 

 

No âmbito das eleições autárquicas que se avizinham, a Federação das Associações de Pais do Concelho de Gaia (FEDAPAGAIA) promoveu, entre os passados dias 17 e 24 de setembro, um ciclo de encontros intitulado “À Conversa com os Candidatos”, que reuniu pais, encarregados de educação e seis dos oito candidatos à presidência da Câmara Municipal de Gaia. 

A iniciativa, segundo António Cunha Pereira, presidente da Direção da FEDAPAGAIA, partiu da constatação de que a educação é, muitas vezes, um tema secundário nas campanhas eleitorais, com o objetivo de “trazer a educação para o centro do debate político local” e “dar voz às preocupações dos pais e das associações”.   

“Percebemos e sentimos que o tema da educação em todas as eleições é atirado para segundo plano. Portanto, nós, enquanto agentes da comunidade educativa em Gaia, decidimos que era a nossa missão promovermos esse debate e dar a oportunidade primeiro para que os candidatos pudessem apresentar aquilo que eram as suas ideias, mas também trazer-lhes para eles preocupações que eles poderiam não ter consciência e que ainda numa fase de candidatura poderiam, de alguma forma, definir ou apresentar aquilo que seriam as suas propostas para esses temas que nós entendemos que são relevantes”, relevou o dirigente associativo.  

Cada sessão foi dedicada a um candidato e decorreu em diferentes escolas do concelho. Participaram João Paulo Correia (PS), Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), Rui Sequeira (ADN), André Araújo (CDU – PCP/PEV), João Martins (BE/Livre) e Daniel Gaio (Volt). As candidaturas do Chega e do Partido Liberal Social acabaram por não marcar presença, devido a motivos de agenda e de saúde. 

O formato incluiu dois momentos distintos, nomeadamente, uma reunião de trabalho prévia entre a Direção da Federação e cada candidato, seguida de uma sessão pública aberta aos pais e encarregados de educação. “Queríamos garantir que o debate não se limitava às direções das associações, mas incluía também todos os pais interessados”, sublinhou António Cunha Pereira. 

Assegurando que “o balanço é sinceramente muito positivo”, o presidente da FEDAPAGAIA, ressaltando que as sessões com os candidatos do PS e do PSD registaram auditórios cheios e uma participação ativa da comunidade. “Tivemos muitas questões colocadas, respostas francas e objetivas, e sentimos um verdadeiro interesse em discutir o futuro da educação em Gaia”, destacou António Cunha Pereira. 

De acordo com o dirigente, todos os candidatos “mostraram-se disponíveis e participaram pessoalmente”, o que reforçou a relevância do evento, tendo apresentado novas propostas. “Houve temas sobre os quais os candidatos não tinham ainda muita reflexão e que depois resultaram em respostas concretas que foram apresentadas nas reuniões públicas”, revelou. 

Para António Cunha Pereira, o impacto do ciclo será duradouro. “Penso que o tema da educação ganhou a relevância que merece. Contamos que os desafios que nós apresentamos terão uma resposta melhor e mais concreta, exatamente porque o tema da educação ficou no top das prioridades daquilo que são as preocupações dos candidatos”.  

No final, o presidente da FEDAPAGAIA fez questão de reforçar o caráter independente da federação e a sua disponibilidade para colaborar com qualquer executivo que venha a ser eleito. “A FEDAPAGAIA sente-se orgulhosa e com sentido de missão cumprida, pelo facto de qualquer que seja o resultado no dia 12 de outubro, seremos parceiros reconhecidos e também teremos, certamente, decisores políticos alinhados de que a educação tem de ser uma prioridade”, enalteceu António Cunha Pereira.