“ESTOU PRONTO PARA ACABAR COM A ESTAGNAÇÃO E O MARASMO DOS ÚLTIMOS 12 ANOS”

Luís Filipe Menezes, candidato à presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia pela coligação Gaia Sempre na Frente, afirmou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, que regressa à vida autárquica movido por um “sentido de missão” e pela vontade de “devolver a ambição e o dinamismo” ao concelho. O antigo autarca, que liderou Gaia entre 1997 e 2013, defendeu que o município “viveu 12 anos de estagnação” e garantiu estar preparado para “retomar o caminho do desenvolvimento”, com uma visão de “uma cidade mais justa, moderna, verde e inclusiva”. O candidato apresenta-se com uma “equipa da Liga dos Campeões” e promete apostar na habitação acessível, na modernização urbana, na mobilidade e na coesão social, com o objetivo de fazer de Gaia “a maior e melhor cidade do noroeste da Península Ibérica”. 

 

 

Como se descreve enquanto cidadão?  

Sou um cidadão com uma longa experiência profissional e política, com uma visão experiente e alargada do mundo e da vida, mas profundamente ligado à cidade de Gaia, onde escolhi viver e trabalhar nesta fase da minha vida.  Acredito na força da proximidade, na escuta ativa das pessoas e das suas necessidades e na capacidade de transformar a realidade através da ação política. Sou, neste momento, movido por um sentido de missão e por uma paixão genuína por um projeto de desenvolvimento com esta comunidade. Foi com essa atitude que fizemos a transformação de Gaia entre 1997 e 2013, com um enorme investimento em infraestruturas básicas. E, agora, estou pronto para acabar com a estagnação e o marasmo dos últimos 12 anos, retomando o caminho de Gaia na senda do desenvolvimento.  A ideia de avançar tem a ver com isso. Quero que Gaia seja um modelo de desenvolvimento e qualidade de vida no noroeste peninsular. E a partir de 12 de outubro vamos conseguir. 

 

Como e quando ingressou no mundo da política? 

A minha entrada na política foi motivada por um incidente casual relativo ao estado de saúde de um doente, que me fez interromper uma carreira médica e universitária, após 17 anos de empenho apaixonado à minha profissão. Foi um desejo de contribuir para o progresso do meu país e, adiante, por uma vontade de contribuir para o desenvolvimento de uma grande cidade da região a que sempre estive ligado. Comecei jovem, com convicções claras na defesa da democracia política, económica e social e uma visão de futuro. Fui para a política inspirado em Sá Carneiro e trabalhei com Cavaco Silva no Governo e sempre mantive uma ligação de grande proximidade com grandes líderes e amigos socialistas, como Mário Soares e Almeida Santos. Nesses anos ganhei experiência pública como membro do Governo, deputado, líder partidário e conselheiro de Estado. Depois, veio a dedicação à Câmara Municipal de Gaia. Ao longo dos anos, fui eleito e reeleito para liderar Gaia, sempre com o compromisso de colocar os cidadãos no centro das decisões. 

 

Como descreve o seu percurso até então? 

É um percurso intenso, marcado por grandes transformações na sociedade portuguesa, no mundo e também em Gaia. Quando assumi a liderança da Câmara, Gaia era vista como uma cidade-dormitório. Quando suspendi essas funções por limite de mandatos, Gaia já era uma cidade a afirmar uma identidade própria, força económica e reconhecimento nacional. Investimos na modernização urbana, na cultura, na educação e na coesão social. Tenho orgulho em ter contribuído para esse salto qualitativo. 

 

Quais são as principais inspirações? 

Hoje, os meus heróis são os gaienses. Inspiro-me nas pessoas de Gaia, na sua resiliência, na sua criatividade e na sua ambição. E entre essas pessoas está o meu filho Afonso de Albuquerque, que, com oito anos, anda comigo nesta campanha com um entusiasmo encantador. É por ele e pelos filhos de todos os gaienses que estou nesta luta por um concelho melhor para todos e com oportunidades para todos. Obviamente, também me inspiro em modelos de gestão urbana, que resultem de políticas públicas centradas na sustentabilidade, na inclusão e na inovação. Acredito que a política deve ser feita com paixão, mas também com responsabilidade e visão estratégica. 

 

O que o motivou a voltar a candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Gaia? 

Aceitei este desafio porque vejo, nos olhos dos gaienses, a confiança e a esperança de um novo ciclo. Sinto que há ainda muito por fazer e que posso contribuir com experiência, conhecimento, energia e ideias para devolver a ambição a Gaia. Esta candidatura é um contrato de confiança com todos os cidadãos. E há muito trabalho a fazer. As visitas que tenho feito às urbanizações sociais têm sido uma porta aberta a um conjunto de problemas gigantescos, que implicam novas políticas sociais e uma atitude presente e atuante das instituições públicas, a começar pela Câmara Municipal e pelas Juntas de Freguesia. Foi por isso que nos preocupamos em criar boas equipas para a Câmara, para a Assembleia Municipal e para todas as freguesias. Como tenho dito, os nossos candidatos são dos melhores que a sociedade gaiense tem. Utilizando uma linguagem futebolística, que todos entendem, são da Liga dos Campeões.  

 

Se for eleito, que visão tem para o concelho nos próximos anos? De que forma visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos gaienses? 

Quero uma Gaia mais justa, moderna, verde e inclusiva. E, como já referi, quero que seja a maior e melhor cidade do noroeste da Península Ibérica. Apostaremos numa educação de excelência, numa saúde de proximidade, em políticas de habitação acessível e numa mobilidade e transporte eficientes. A qualidade de vida será reforçada com mais espaços públicos, apoio às famílias e oportunidades para os jovens. Com uma aposta em equipamentos sociais, das creches aos centros de dia, ao reforço do apoio domiciliário aos mais idosos e mais carentes. 

 

Quais diria que são as reais necessidades da população de Vila Nova de Gaia? De que forma pretende colmatá-las?  

As necessidades passam por habitação digna, apoios sociais de combate ao isolamento, emprego qualificado, serviços públicos modernos e uma cidade mais inovadora. Pretendemos construir 4000 novos fogos de renda acessível, criar o Programa GaiaNext para apoiar PME e startups, e investir na regeneração urbana e na transição digital. 

 

Quais são os principais desafios que conta enfrentar? 

O maior desafio será recuperar a ambição e a confiança dos gaienses. Também enfrentaremos desafios na área da habitação, na modernização das escolas, na mobilidade urbana e na atração de investimento. Mas, acredito que, com uma equipa competente e um projeto sólido, estaremos à altura. 

 

Como vê a evolução do trabalho desenvolvido pelo atual executivo ao longo dos últimos 12 anos?  

Gaia parou no tempo, em muitas áreas e quando avançou foi por iniciativa dos privados. Na maior parte das áreas de intervenção, a Câmara de Gaia limitou-se a atirar dinheiro para os problemas. E, muitas vezes, as grandes soluções não precisam de dinheiro. No geral, foram 12 anos de estagnação. É por isso que é preciso avançar. É tempo de renovar, de trazer novas ideias e de colocar Gaia novamente na linha da frente da transformação positiva em Portugal.  

 

Que mensagem gostaria de deixar à população?  

A minha mensagem é de esperança e compromisso. Gaia merece mais. Merece um futuro com oportunidades, com justiça social e com orgulho na sua identidade. Contem comigo para liderar esse caminho com dedicação, experiência e paixão. Juntos, vamos colocar Gaia na frente outra vez. E desta vez de forma sustentada, para aí ficar nos próximos decénios.