LUÍS FILIPE MENEZES DEFENDE O REFORÇO DAS VALÊNCIAS DO HOSPITAL SANTOS SILVA

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, defendeu, no passado dia 12 de dezembro, numa conferência de imprensa que decorreu no Hotel Vincci Ponte de Ferro, o reforço das valências do Hospital Santos Silva, considerando que os constrangimentos de mobilidade na cidade do Porto tornam ainda mais essencial o papel dos hospitais polivalentes localizados na periferia da Área Metropolitana. 

 

O Hotel Vincci Ponte de Ferro, em Gaia, acolheu, no passado dia 12 de dezembro, o encontro entre Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Gaia, e o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde Gaia-Espinho (ULSGE). Em conferência de imprensa, o autarca destacou a importância estratégica dos hospitais de Gaia e Espinho na organização da emergência médica. “Os hospitais polivalentes, como é o caso de Gaia e de Espinho, que ficam na periferia de uma grande área metropolitana, têm uma grande importância do ponto de vista da organização da emergência médica”, afirmou. 

Segundo Luís Filipe Menezes, a localização periférica destes hospitais facilita a resposta clínica em situações urgentes. “Estando na periferia, toda a lógica de transporte e mobilidade é muito mais fácil. Os senhores conhecem o quadro que está a haver sobre a Via de Cintura Interna, por exemplo. Eu admiro-me que ainda muitas grávidas não tenham dado à luz na Ponte da Arrábida”, salientou o edil. 

O presidente da Câmara Municipal de Gaia defendeu ainda que o Governo deve assumir um compromisso claro com a Unidade Local de Saúde Gaia-Espinho. “O Governo deve reforçar de uma forma definitiva a polivalência, do ponto de vista qualitativo e de emergência médica, o grande centro hospitalar [ULSGE] que acaba por ser o grande centro a sul do Porto”, afirmou, insistindo que não admite qualquer recuo nas especialidades existentes. 

Entre as exigências deixadas pelo autarca estão o aumento de serviços e o investimento em infraestruturas. “Queremos mais serviços, queremos melhores serviços, queremos mais investimentos em obras que estão atrasadas e que já deviam ter sido feitas”, afirmou, acrescentando que é necessária “a qualificação numa lógica de um grande centro universitário hospitalar”. 

Menezes referiu ainda que a manutenção da classificação IIb da ULSGE na Rede de Referenciação em Pediatria resultou da pressão exercida publicamente. “Em abono da verdade, eu acho que foi pelo barulho que nós fizemos”, evidenciou, garantindo que a mesma firmeza será aplicada a outras áreas clínicas.