Passaram dez anos desde o início, na cidade de Daraa, da guerra contra a Síria, em 17 de Março de 2011, em que os chamados «progressistas» apoiaram a então denominada «alternativa» ao legítimo governo existente, composta em grande parte por mercenários filiados na Al Qaeda, uma guerra de agressão liderada pelos Estados Unidos, seus aliados da NATO e Israel,  mas denominada como uma guerra civil destinada a implantar a democracia no País, pois o eleito presidente Bashar Al Assad era apontado como um ditador que estava a matar seu próprio povo que resistia à governação caracterizada no essencial por desenvolver um Serviço Nacional de Saúde gratuito, assim como o Sistema Educativo, ajudas importantes na Habitação para o povo sírio e uma política externa caracterizada por não ingerência na vida de outros povos.

No início do conflito, os mídia no terreno reconheceram em reportagens que o denominado movimento de protesto era instigado por Washington, sendo na prática uma rebelião armada que incluia grupos armados jihadistas, norte americanos e israelitas, os chamados combatentes da liberdade islâmicos, treinados e equipados pela NATO e pelo Alto Comando da Turquia, a dar crédito também a fontes israelitas da Inteligentsia em Debka, em 14 de Agosto de 2011.

O Quartel-General da NATO em Bruxelas e o Alto Comando Turco estavam entretanto, a elaborar planos para o seu primeiro passo militar oficial na Síria, que era armar os rebeldes com armamento de combate contra os tanques e helicópteros que lideravam a dita «repressão do regime de Assad à rebelião».

Esta iniciativa, que também foi apoiada pela Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos e Qatar, envolveu um processo de recrutamento organizado de muitos «lutadores pela liberdade» jihadistas, irmanados no processo imperialista.

Também foi discutida em Bruxelas e Ancara, relatam fontes, uma campanha para alistar milhares de muçulmanos em países do Oriente Médio e no mundo inteiro para lutar ao lado dos chamados rebeldes sírios e o exército turco iria abrigar esses voluntários, treiná-los e garantir sua passagem para o Síria para serem integrados em associações terroristas, incluindo a Al Nusrah e o ISIS, patrocinadas pelos Estados Unidos e aliados, além de  grupos salafistas radicais apoiados por Israel que no conjunto se encarregaram de eliminar, com atiradores especiais, polícias e civis sírios em 17 e 18 de Março de 2011, culpando as autoridades sírias de massacrarem o povo.

O «mandato humanitário» dos Estados Unidos e seus aliados é sustentado por ataques diabólicos de «falsa bandeira» que consistem em matar civis com o objetivo de quebrar a legitimidade de governos que se recusam a cumprir os ditames  hegemónicos globais de Washington e seus aliados.

A guerra era pois inevitável e o presidente sírio teve a ajuda do aliado russo para defesa do País e do seu sacrificado povo, situação que no presente ainda se mantém, agora com a preocupação do regresso de milhares de refugiados em segurança e após ter sido restabelecido o controlo pelas forças armadas sírias.

Os comités de coordenação sírio e russo para o regresso dos refugiados afirmaram recentemente, em comunicado, que «continuam a trabalhar para criar condições propícias ao retorno dos refugiados e para lhes fornecer toda a assistência possível com vista a garantir o seu regresso voluntário e seguro a casa».

O documento, divulgado pela agência estatal SANA, refere que os Estados Unidos e os seus aliados continuam a colocar obstáculos ao regresso dos cidadãos sírios a suas casas, «apoiando grupos terroristas armados, além de imporem sanções económicas ao abrigo da chamada Lei César, o que constitui uma clara violação do direito internacional».

«Ao longo dos últimos dez anos, a parte norte-americana e os seus parceiros têm estado a fabricar informação com o propósito de controlar a consciência social e alterar os factos em linha com a política destruidora do Ocidente contra o Estado sírio, que está a lutar contra o terrorismo internacional», frisa a nota, acrescentando que «através destas acções», Washington «está a tentar diminuir a importância dos esforços e sacrifícios do povo sírio, que lutou heroicamente contra a organização terrorista Daesh e outros grupos radicais».

A nota insiste para «a parte norte-americana acabar com as pressões e a desestabilização da situação social e económica na Síria, suspender as sanções ilegais e retirar suas forças de todos os territórios sírios que ocupa», dado que Washington reforça bases e transporta terroristas, caso da base área de Kharab al-Jeir, na província de Hasaka, que recebeu há dias uma caravana de 40 camiões carregados com armas, munições e outros equipamentos bélicos e logísticos, informaram fontes locais, citadas pela TV estatal e pela SANA, acrescentando que a caravana entrou em território sírio a partir do Iraque e através da passagem fronteiriça ilegal al-Walid, habitualmente utilizada pelas tropas norte-americanas.

Outra caravana de viaturas blindadas e camiões, carregados com armamento e material logístico, digiriu-se també há dias  para a base recentemente criada no campo de gás de Konico, no Nordeste da província de Deir ez-Zor, informou a SANA, ou seja, Washington reforça bases e até já saqueia o gás e o trigo no Nordeste da Síria.

Por outro lado, meios de comunicação sírios revelaram que os Estados Unidos transportaram de helicóptero, para a base de al-Shaddadi, em Hasaka, cerca de 30 membros do Daesh que estavam detidos numa prisão, em Qamishli, à guarda das chamadas Forças Democráticas Sírias, a milícia mercenária de Washington.

Ainda de acordo com a Prensa Latina, os terroristas foram depois transportados para uma base dos EUA em al-Tanf, perto da fronteira com o Iraque e a Jordânia.

O governo de Damasco denunciou que os ataques recentes do Daesh contra militares e civis no deserto sírio foram planeados e apoiados pelas forças de ocupação norte-americanas, que lhes prestam apoio com armas e informações secretas, para prolongar a guerra no País árabe.

Podem, pois, desiludir-se os ingénuos e incautos que acreditaram ser a mudança presidencial nos Estados Unidos sinónimo de alteração da política externa yankee, pois ela continua e sempre com os mesmos objectivos de hegemonia geoestratégica mundial a qualquer preço.

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