A fase activa da operação antiterrorista russa na Síria está praticamente terminada, afirmou, no passado dia 21 de Novembro, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general Valery Gerasimov.

«A fase activa da operação antiterrorista russa na Síria está praticamente terminada. Ainda que haja uma série de problemas por resolver, esta etapa está se aproximando de seu termo lógico», disse o general russo.

No início da reunião trilateral entre os chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas da Turquia, Irão e Rússia, Gerasimov agradeceu aos seus colegas e expressou a esperança de «encontrar formas comuns para continuar o trabalho adicional quanto à Síria».

Além disso, o general sublinhou que, graças aos esforços conjuntos dos três países, tornou-se possível preservar a soberania e a integridade territorial do país, parar a guerra civil e criar as condições para a restauração da vida pacífica e o regresso dos refugiados.

A reconstrução da Síria custará pelo menos 250 bilhões de dólares, disse posteriormente Staffan de Mistura, enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o país. Ele informou os Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU que a guerra dos últimos seis anos obrigou metade da população síria a fugir das suas casas.

Disse ainda acreditar que chegou o momento da verdade para o diálogo, falando dos preparativos para a oitava rodada das conversações de paz, entre as partes activas no conflito, que devem começar por todo o mês de Dezembro em Genebra, com participação de uma delegação do governo Sírio e representantes da oposição.

A acção de «várias partes e as várias mudanças de agenda» estiveram entre os obstáculos para se obter um acordo nos últimos anos, disse o enviado especial da ONU. Segundo ele, continua real «o perigo de fragmentação da integridade territorial, da soberania e da independência» da Síria. Staffan falou ainda da actuação do Estado Islâmico no Iraque, grupo terrorista que considerou «o maior e o mais poderoso da história, pois os seus integrantes vieram de mais de 100 países, praticando o uso da força contra civis numa escala horrível», argumentou.

Ele destacou a preocupação das Nações Unidas com a violência ocorrida nas últimas semanas na parte oriental da região síria de Ghoutha, após um comboio de várias agências da ONU e da Cruz Vermelha da Síria não ter conseguido entrar na localidade de Nashabieh, onde se estima que 400 mil pessoas vivam ainda nessa área rural de Damasco.

Os confrontos obrigaram o comboio a recuar com alimentos, artigos de saúde e de nutrição para mais de 7 mil necessitados da região. Staffan disse que a decisão foi tomada após a ocorrência de bombardeios e explosões e apesar de terem sido dadas garantias de passagem segura antes do deslocamento do comboio.

Em reunião, os chefes dos Estados-Maiores do Irão, Rússia e Turquia acordaram também em aumentar a coordenação nas zonas de segurança em território sírio.

No passado dia 20 de Novembro, na cidade russa de Sochi, realizou-se uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo sírio, Bashar Assad, tendo os dois líderes sublinhado que a operação militar na Síria está quase completada e que agora o objetivo principal é passar para a regularização política.

O presidente do Irão, Hasan Rouhani, também afirmou, em discurso transmitido pela televisão estatal, que o autoproclamado Estado Islâmico foi «derrotado» tanto no Iraque, como na Síria, sendo deste modo consensual a ideia do fim de mais um conflito, provocado pelo imperialismo e seus aliados, que provocou milhares de vítimas inocentes e destruição dum País soberano.

Quando a guerra é apregoada como a pacificação, o diálogo não é mais possível e, uma vez que a mentira se torna verdade, a insanidade prevalece.

Por outro lado, a maioria dos meios de comunicação e agentes políticos, ao esconderem a verdade dos factos ou usando subterfúgios, ofuscam a ideia do perigo iminente para a humanidade causado pelas acções imperialistas que colocam o planeta numa perigosa encruzilhada. A luta pela Paz torna-se, por essa razão, premente, assim como a denúncia dos que contribuem para a colocar em causa.

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